15 de fevereiro de 2019

"como podes orgulhar-te de quem és?"

Esta foi a primeira pergunta a que respondi no Quora, há dois dias, e fi-lo assim:

 
« “Conhece-te a ti mesmo”.
 
Reconhece os teus antepassados e à tua história como uma História de Amor (por difícil ou improvável de a julgar como tal)
 
Tem a audácia de te aceitares na tua natureza.
 
Faz o que te faz sentido e dá prazer.
 
Olha à tua volta, reconhece a riqueza e a diversidade da Criação.
 
Escuta, observa, Ama e Serve.
 
Sê humilde.
 
Atende a tua consciência, as tuas intuições, os teus medos, e os teus sonhos.
 
Cuida bem de ti.
 
Observa como a mente arranja sempre maneira de te afastar do teu Ser Autêntico e profundo.
 
Estuda Budismo.
 
Reconhece a Ilusão.
 
Lê, estuda, aprende sempre.
 
Dá de tudo quanto tiveres: tempo, atenção, gentileza, sorriso, dinheiro até - se não for para lidares com os teus próprios sentimentos de culpa ou comprares o amor dos outros: o essencial não se adquire, constrói-se com o nosso próprio Ser.
 
Faz com que a tua breve passagem por aqui faça uma diferença no Planeta e na vida dos outros.
 
Não faças depender o teu senso de valor de realizações exteriores nem opiniões alheias.
 
Aprende a diferença entre os teus desejos e a inevitabilidade do que a Vida É.
 
Olha para trás com orgulho de tudo aquilo a que sobreviveste, olha para a frente com orgulho de tudo aquilo que conseguiste, mede o teu ‘sucesso’ por tudo aquilo de que abriste mão para poderes chegar aonde provisoriamente estás,
 
Vive de maneira a que no fim da vida apenas 3 coisas importem (esta não é minha, é de um instrutor budista): quão bem viveste, quão bem aprendeste a deixar ir, e quão bem amaste.
 
E quando fores dormir, que seja com a consciência plena e tranquila de que fizeste o teu melhor, e que se chegar amanhã, te comprometes a fazer melhor ainda.
 
Em suma: procura Ser um verdadeiro Ser Humano de passagem por uma Escola onde vimos aprender o Amor, a Liberdade, a Fraternidade, e a Dignidade. Que somos todos Um Só Mundo, uma só hUmanIdade.
 
E ao alçares-te à altura da tua própria humanidade,
 
Encontrarás isso a que se chama orgulho em quem se é; e que eu prefiro pensar como orgulho ‘do que’ se é, porque o ‘quem’, é, em larga medida, a ilusão de um ser separado da vida por uma biografia e uma memória a que chama de ‘identidade’. »
 
 
... fica aqui, para o caso de mais alguém estar interessado na pergunta, e até quem sabe - na minha resposta.
 
 

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