1 de janeiro de 2018

Votos Intenções 2018

captados nas palavras do Professor Agostinho da Silva que deixo abaixo e condensados no poema do Rudyard Kipling que se segue,

os meus votos * frases * inspirações para o ano de 2018, caracterizado astrologica e principalmente pelo trânsito do exigente Saturno pelo responsável e trabalhador signo de Capricórnio - uma combinação de esforço, maturidade, responsabilidade, planeamento, e trabalho árduo: um ano de coluna vertebral e de muito Trabalho, por_tanto,

O Trabalho de que se fazem os Homens, e as Mulheres, de Boa-Vontade.

São tempos de Urano em Carneiro, Neptuno em Peixes, Plutão em Capricórnio

e abaixo, no conjunto, capta-se algo do espírito destes tempos - o que se vive, o que se exige, o que nos actualiza,

o que nos faz, o que nos torna, o que é, afinal,

ser um Homem ou Mulher de Boa-Vontade num mundo que é aí?,

tornando-se mais e mais do que pode ser

- na justa medida e direcção em que nós próprios o conduzamos e tornando-se, e no que pode ser,

medida de nós.

?

O que posso eu desejar para cada um dos companheiros humanos neste caminho, nesta passagem, nesta jornada

a não ser

ser,

a não ser

«Combater sem agressividade, esperar sem se tornar passivo, acreditar haver saída para tudo, conservar-se na marcha geral, embora escolhendo o seu próprio caminho e jamais esquecendo o seu rumo, abertos sempre a novas ideias e acolhedores de todos os estímulos. Sem internas quebras, navegar o que parece impossível, sem desânimo, adiantar a tarefa sem temer o paradoxo, dar toda a eternidade à corrida do tempo, sem pressa, nunca cessando a marcha.» (Agostinho da Silva)


* * * * *

"A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos." (Agostinho da Silva)


* * * * * 



* * * * *


* * * * *


* * * * *


* * * * *


Se...
Rudyard Kipling

« Se podes encontrar o bom-senso e a calma 
Num mundo a delirar para quem o louco és tu... 
Se podes crer em ti com toda a força de alma 
Quando ninguém te crê...Se vais faminto e nu, 
Trilhando sem revolta um rumo solitário... 
Se à torva intolerância, à negra incompreensão, 
Tu podes responder subindo o teu calvário 
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão...

Se podes dizer bem de quem te calunia... 
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor 
(Mas sem a afectação de um santo que oficia 
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)... 
Se podes esperar sem fatigar a esperança... 
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho... 
Fazer do pensamento um arco de aliança
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho...

Se podes encarar com indiferença igual 
O triunfo e a derrota, eternos impostores... 
Se podes ver o bem oculto em todo o mal 
E resignar sorrindo o amor dos teus amores... 
Se podes resistir à raiva e à vergonha 
De ver envenenar as frases que disseste 
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha 
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste...

Se podes ver por terra as obras que fizeste, 
Vaiadas por malsins, desorientando o povo, 
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste, 
Voltares ao princípio, a construir de novo... 
Se puderes obrigar o coração e os músculos 
A renovar um esforço há muito vacilante, 
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos, 
Só existe a vontade a comandar avante...

Se, vivendo entre o povo, és virtuoso e nobre... 
Se, vivendo entre os reis, conservas a humildade... 
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre 
São iguais para ti à luz da eternidade... 
Se quem conta contigo encontra mais que a conta... 
Se podes empregar os sessenta segundos 
Do minuto que passa em obra de tal monta 
Que o minuto se espraia em séculos fecundos... 

Então, ó ser sublime, o mundo inteiro é teu! 
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!... 
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu, 
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos. 
Pairando numa esfera acima deste plano, 
Sem receares jamais que os erros te retomem, 
Quando já nada houver em ti que seja humano, 

Alegra-te, meu filho, então serás um Homem!... »

e aqui, dito por João Villaret numa tradução de Félix Bermudes:





Enviar um comentário