21 de novembro de 2017

revisitando Plutão em Capricórnio

O texto que segue a esta introdução foi transcrito de uma conferência proferida a 7 de Janeiro de 2008, semanas antes da entrada de Plutão em Capricórnio. Algumas das referências astrológicas são completamente datadas, e específicas daquela altura. Mas outras - nomeadamente a que dá mote a este artigo, Plutão em Capricórnio - não só não passou (de moda), como volta, com a entrada breve de Saturno em Capricórnio, a estar na ordem do dia,

quero dizer,

começa - volta - a ser um caso (mais) sério.


É que não é só Saturno entrar em Capricórnio em Dezembro de 2017, fazendo uma ponte directa com a entrada de Plutão nesse signo, a 26 de Janeiro de 2008. É que ambos planetas sociais (Júpiter e Saturno) estão a caminho do mesmo: em Janeiro de 2020 Saturno encontra Plutão em Capricórnio, e poucos meses depois (em Abril) Júpiter encontra também Plutão em Capricórnio. E esse será - o tempo o dirá - um ano pivot na emergência e gradual surgimento e consolidação de uma nova ordem nas nossas vidas, pessoais e colectivas. Uma nova ordem de poder. São autoridades a assumir maior poder, controlo, e maior capacidade (ainda?) para exercer controlo sobre as nossas vidas.

E por enquanto ainda está largamente dependente das nossas escolhas ajudar a co-criar essa nova ordem, e a qualidade dessas novas autoridades. Queremos no controlo grupos mafiosos e organizados de interesses e lobbies e políticos ao serviço de corporações baseadas na necessidade de dominar e controlar o mundo, abusando da humanidade para lhe extorquir toda a vitalidade e poder, drogando-a, anestesiando-a, manipulando-a pelo medo e vendendo-se como a solução dos problemas que elas próprias nos criam, enquanto continuamos em transe, distraídos, acomodados, subservientes, dóceis como gado, ou

queremos outra coisa?


Se queremos "boas" autoridades, precisamos tornar-nos, cada um de nós, uma "boa" autoridade na, e sobre, a sua própria vida.

Precisamos assumir a responsabilidade pelo que estamos a fazer, colectivamente, ao Planeta e à própria humanidade, sempre que nos negamos a olhar em volta para compreender, e ter a constatação (inevitavelmente, dolorosa) do mundo que estamos a permitir seja criado - enquanto estamos ausentes e demitidos da nossa responsabilidades.

Precisamos recordar, ou saber, que a indústria agro-pecuária está a destruir o planeta, para que possamos continuar a comer carne como animais selvagens. Que o preço de termos uma oferta abundante de bifes e hamburgueres é uma pegada ecológica demasiado violenta para ser sustentável a prazo, que para fazer um hamburguer são gastos (desperdiçados) 2.500 litros de água, já para não falar no sofrimento indizível que provocamos a milhões de animais criados em condições deploráveis só para sustentar o nosso consumo desenfreado. Na destruição da floresta amazónica para criar pastos. E por aí vai.

E quem diz hamburguers, diz tecnologia, têxteis, e tudo o resto que compõe o ramalhete da nossa sociedade de "abundância". Abundância de quê, precisamos perguntar-nos. Abundância de meios para satisfazer o nosso apetite insaciável, mas a que preço?

Precisamos recordar, ou saber, que a indústria farmacêutica é a principal anunciante de publicidade, e não está interessada em esclarecer ou criar uma sociedade sã - mas doente - por forma a continuar a alimentar a ganância, o lucro, e a ilusão de que é possível, num planeta com recursos limitados, que uns poucos ganhem tudo sem prejudicar todos os outros.

Precisamos recordar, ou saber, que muitas organizações "oficiais" de defesa do planeta e de "promoção" de saúde são financiadas por indústrias malfazejas e destrutivas, que beber leitinho talvez não seja assim tão saudável, que ser "hiper-activo" que justifique tomar ritalinas talvez seja só sintoma de ser criança e estar vivo, enquanto não se é domado e quebrado para se encaixar numa sociedade doente de pessoas doentes, infelizes, assustadas, e esquecidas do essencial da Vida.

E a banca? Qual é o serviço que a banca presta à humanidade?

E a pesca?

E os oceanos, transformados em lixeira?

E onde vão parar os nossos gadgets, electrodomésticos, aparelhos, depois de serem descartados quando compramos o modelo a seguir?

E o plástico?

E todo o lixo que criamos com tudo o que consumimos, tantas vezes apenas para nos compensarmos pauperrimamente da miséria interior - emocional, espiritual, de realização pessoal - que é a nossa vida?

Precisamos ver documentários sobre o que está a acontecer, precisamos ler e informar-nos sobre o que se passa no mundo (e não é através dos meios de comunicação oficiais, porque esses também são controlados pelos actuais senhores do mundo). Precisamos urgentemente de despertar. O Planeta está cheio de sarna e nós precisamos, individual e colectivamente, despertar para a necessidade de reverter a tendência, porque não temos assim tanto tempo e estamos quase no ponto de não-retorno.

Que mundo queremos deixar aos nossos filhos e netos?

Que herança queremos deixar da nossa passagem por esta vida?

Que futuro queremos ajudar a construir no presente, agora mesmo, com as nossas escolhas?

Que saúde estamos a promover com o que ingerimos?

Que saúde estamos a promover com o que lemos, com o que deixamos ocupe a nossa atenção e pensamentos?

Que saúde estamos a promover com os sentimentos que alimentamos, ou nos recusamos em cuidar, apenas para os silenciar com medicação, distracção, entretenimento, hollywood e futebol?

Que saúde estamos a promover com o que fazemos a nós próprios, de nós próprios, e aos outros?

Que estamos a fazer para cuidar da nossa casa? E da nossa casa comum?

Ou estamos simplesmente a deixar que tudo aconteça, e depois logo se vê, cheios de razões, justificações, intelectualizações e racionalizações para lidarmos melhor com a nossa própria indolência, irresponsabilidade, recusa em mudar, e pagar o preço por uma vida melhor?

O filósofo e escritor Friederich Nietzsche escreveu, há muito tempo, uma frase lapidar para compreendermos - e despertarmos para - estes tempos em que vivemos. Disse ele: "quem não obedece a si próprio será comandado".

E caminhamos para uma nova forma de controlo, para uma nova ordem de controlo, e para a cristalização de um novo poder por parte das autoridades.

A questão é se vamos assumir o nosso próprio poder e tornarmo-nos melhores autoridades, ou se vamos deixar que alguém, mais dedicado e motivado (nem que seja pela cegueira da ambição) a fazer as coisas acontecerem (à sua maneira e à dimensão da sua própria conveniência) decida por nós.

É que depois é tarde.

E se não despertarmos todos, em conjunto, o esforço isolado de uns poucos não pode servir de muito.

Sabemos que o medo de sermos livres provoca orgulho em sermos escravos.

Mas já estava na altura de despertarmos para a nossa condição de escravos, e reclamarmos a dignidade, e responsabilidade e a liberdade de que consiste Ser Humano.

... já em 2008 isto começava a desenhar-se no horizonte.

Por isso deixo aqui um excerto da conferência que fiz a esse propósito. Algumas referências são claramente datadas, mas outras - principalmente a que dá mote a este artigo - não só continua actual, como é cada vez mais urgente.

Que não sejam necessários mais dez anos para compreendermos aquilo a que se alude. Mesmo porque,

não temos mais dez anos *

leia aqui o excerto da conferência "Plutão em Capricórnio: uma mensagem urgente"

e procure no Youtube alguns filmes que podem ajudá-l@ a abrir a pestana, ou simplesmente, informar sobre o que está a acontecer, agora mesmo, enquanto lê estas linhas, no mundo à sua volta - mesmo  que temporariamente longe da sua vista, e por isso mesmo - longe do coração.

quer sugestões?

"Cowspiracy"
"What the health"
"The Corporation"
"The story of stuff"
a trilogia Zeitgeist
"Baraka"
"Super Size Me"
os filmes do Michael Moore

... e tantos outros. Isto é só um ponto de partida, um mini conjunto de sugestões para as suas horas de "lazer"



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