7 de outubro de 2017

por estes dias - 7 Outubro 2017





... Já estou desde esta manhã para trazer esta foto prá qui,

poupa imensa evangelização, tempo, e é uma bela síntese. É ensinamento para a Vida, é ensinamento pela Vida, é aprendizagem possível mas não inevidável; nem todos aproveitamos do que todos passamos.

Mas mais importante: se esta é sempre importante, e pertinente, então por estes dias - e próximos - será muito oportuna; e até poderá ser do que de melhor anda aí para nos fazer companhia, a alguns de nós, nas próximas horas: até já estou a vê-la como screensaver temporário (até interiorizar de vez, ou até passar o dói-dói desta vez outra vez)

Por isso a trago - ando desde manhã com isto na cabeça -, por acreditar que alguns de nós podem beneficiar de ter isto por perto, até que o tragam dentro.

É que não estamos num momento particularmente gratificante do ponto de vista das nossas conveniências e auto-indulgências; e estamos todos a ser desafiados.


S'isto fosse de manhã, ainda escreveria qualquer coisa de mais elaborada, mas a esta hora já vai só como telegrama a mensagem do momento, #agoramesmo :

Algo precisa ser sacrificado e transformado em nome de algo "maior". Ajustes precisam ser feitos e assumidos. A consciência de cada um requer compromisso e honra, quero dizer, precisamos honrar a nossa consciência e fazer disso um compromisso de Fogo.

À luz da eternidade o que é mais importante? À luz do Amor o que é mais verdade? À luz da (tua) ética o que é mais sagrado?

No limite trata-se, se e quando necessário for (e creio mesmo que está a ser ambos, por estes dias) de ter a Coragem de (...). E de ser capaz de reconhecer nas contrariedades um desafio em nome do que é "grande", sábio, sabedor, e conhecedor de que a Vida existe e se cumpre mais além das circunstâncias que nos confundem, frustram, desafiam, e que nos deixam ainda mais mortinhos a estrebuchar opiniões, julgamentos, racionalizações indignações e a puxar dos galões (é o que fazemos quando não temos **lhões, já dizia o nosso maior psicanalista C. de Matos),

nuvens enfim que sopramos para os nossos próprios olhos - e se formos suficientemente descarados, imaturos ou tontos sopramos também para os olhos dos outros ou tentamos, e se eles forem comá gente até deixam - prestam-nos um mau serviço mas deixam - soprar estas nuvens de razões atrás das quais nos defendemos para não encarar nem aceitar de frente o que É, presos que andemos da nossa própria cegueira, medo (...) e fidelidades emocionais pouco esclarecidas.

Devoção sem sabedoria, e sabedoria sem coragem, e coragem sem amor: tudo isso está condenado a falhar, por estes dias.

Há quem consiga ir sobrevivendo assim, resistindo e respirando (embora cada vez menos) de cada vez que a coisa amaina - apenas para regressar, mais forte e irresistível, na volta seguinte, de modo que mesmo que passe temporariamente nunca se resolve (não desse modo) - apenas se adia.

Mas cá quem tente, há.

Só que,

É hora de escolher, no limite, o que é mais importante: se a grandeza do Espírito que somos, ou a conveniência do que a mente não iluminada nos vende como inviolável, indispensável, necessário, prioridade, o que tem de ser defendido e mantido, mesmo que não o percebamos, à custa - literalmente - da (nossa) própria Vida: e  geralmente os motivos para resistirmos à Vida que nos quer fecundar e fazer crescer têm que ver com o medo, o desejo, a inconsciência comum, o que nos é (era!) conhecido, familiar, e mais habitual;

e o resto: são variantes do mesmo. Quantas músicas diferentes se tocam com o mesmo par de notas?

E até onde insistimos nas nossas próprias dissonâncias?

É que a alma sabe o que é música e o que é ruído. E lá por o ruído ser menos assustador do que essa música (porque a música nos arrebata numa dança que assusta, transgride, defrauda, clarifica, liberta, e isola - temporariamente, apenas enquanto nos é ministrado o teste -

e porque e tantos de nós temos tanto medo da "verdade" que a alma, e só ela, sabe; e porque tantos de nós vivemos apavorados com o fantasma, a ilusão, a fantasia da "perda", do fim, da morte, da solidão, da in comunicabilidade e outras tretas literalmente de mer*a - admiráveis manipulações da mente para nos manter dóceis, gregários, "integrados", "normais", enfim, iguais a isso a que levámos a vida inteira a chamar "nós" - e (a)os outros também  )

É muito mais fácil ser um cobarde poucochinho do que um herói da alma.

É muito mais fácil ser um cristão bonzinho do que um cristo.

É muito mais fácil escolher a conveniência acima da verdade que a alma conhece.

E no entanto a hora é de clarificar as nossas prioridades, e se necessário for: escolher. Assumir. Clarificar. Ousar. Agir. Expressar. E reclamar autoridade sobre a própria vida, mas não é sobre a vidinha: é sobre a Vida.

Não é para meninos: é só para heróis.

Que ainda por cima nem sequer estão sozinhos; o problema é que nem sabem, porque não se lembram.

Não recordam.

E é momento de recordar, agora mesmo. 

É momento de largar a mentezinha mentecapta, tirânica, cheia de razões e opiniões, e correr o risco de escolher o Amor.

Não é o romance.

Não é a gratificação.

Não é a manutenção de uma imagem.

É o Amor.

O amor pelo Amor que se é já seria um bom princípio. E sem isso, embora possa temporariamente parecer o contrário - e até funcionar durante mais uns dias, semanas, até meses (acho pouco provável: mas há por aí gente mesmo muito resistente - são os que s'adoecem primeiro -), a "verdade" é que a prazo não funciona. 

E o facto é que metade do sofrimento com que temos de nos educar sozinhos e em silêncio, somos nós que o criamos com as nossas próprias escolhas, quero dizer, como diz o outro,

A dor é inevitável. Mas o sofrimento é opcional.

Seja como for, não é a altura mais fácil nem gratificante no imediato: a não ser naqueles casos em que se sabe o que se é "real_mente" e por Amor se aceita e se vive de acordo e em harmonia com Isso.

Em todos os casos exige Coragem e regressar ao Cor_ação.

Saber de cor, em inglês, é saber "by heart".

E às vezes até aquilo que sabemos precisa de nos ser recordado.

Por isso aqui fica o screensaver; é saver de screen e de muitas outras tonterias.

Por isso aqui fica o reminder; minder e muitas outras coisas.

Por isso aqui fica o recado.

Eu disse que isto ia ser um telegrama mas afinal foi uma carta (ah, cartas de amor, quem as não tem?)

.. Se isto fosse um telegrama, pejado de tantas  palavras para dizer uma coisa tão simples, e tão óbvia, haveria de me custar os olhos da cara (não é que sejam os melhores para ver, mas fazem muita falta e dão imenso jeito - a chatice é se o outro continua tapado, e não falo de obstipação, falo de intuição, que é outra palavra para clarividência), o telegrama.

E ele há preços que uma pessoa se recusa a pagar.

Por essas e por outras é que é bom termos exemplos inspiradores de quem se presta a pagar os preços (portes incluídos, ou melhor ainda, sem portes, porque a Vida  entrega gratuitamente ao domicílio: and wherever you go - there you are)

É bom termos exemplos inspiradores 

Realmente inspiradores 

De quem nunca se escusa.

A pagar os preços necessários e correctos.

E a obter o máximo de conquista por cada preço pago.

Olha lá pra tua vida há um ano atrás e diz-me lá:

O que é que percebeste?

Qual é a lição que está no seu auge, como se fosse urgente e inadiável dominar essa matéria de vez?

Melhor dito,

Depois de tudo o que tiveste a aprender - porque te esteve a ser mostrado mesmo que tu te tenhas recusado a ver - ao longo do último ano,

Estás no teste final.

Tens de mostrar que aprendeste a lição.

Sabes o que é, mas ainda assim dou-te uma pista 

Tem a ver com os teus relacionamentos. Os teus acordos. O teu posicionamento perante o(s) Outro(s).

E se a tanto me ajuda o engenho e a arte na tradução destas ondas de informação

E isso está mesmo à frente dos teus olhos, disfarçado de circunstância frustrante

Como acredito que esteja, independentemente de tudo o resto que mais se passe contigo em particular (este "telegrama" é colectivo e com_um),

Então sabe que tens um teste e tens de ("tens", enfim, seria mais interessante) de passar no exame 

E sabe que sabes o que tens a fazer - e a não fazer outra vez.

O teste está aí.

Para uns será só mais uma contrariedade, um choque, um embate, um conflito, uma separação, um golpe, uma surpresa, uma perda, um fim, uma morte.

Mas é um início, um nascimento, e o conflito pode originar uma síntese: não tem que ser outra vez separativo.

Tens é que honrar a tua visão do que de mais glorioso, eterno, autêntico, brilhante, consegues divisar mesmo a meio das nuvens.

Das conveniências.

Porque os preços mais altos no imediato geralmente são os menos custosos, e proveitosos, a prazo.

E o barato do imediato sai caro. Sem ser necessariamente querido.

É que, sabes, tens sempre escolha.

Felizmente há exemplos 

Daqueles que perante os preços do que vale realmente a pena 

Nunca se escusam.

Não se recusam.

E excusa 

Como sabes 

É desculpa.

E a prazo,

Ninguém, e muito menos tu,

Vai querer saber, aceitar, interessar-se ou estar em paz 

Com as tuas desculpas.

Então com as minhas desculpas,

Mete lá o screensaver 

Para te recordar apoiar validar acompanhar 

Enquanto passas pelo estreito 

Ao fim ao cabo 

Que uma vez vencido,nem dobrado,

Deixa de ser das tormentas 

E se torna a Boa Esperança *

... Em suma, dobra-te. Tem a humildade e a coragem de honrar o Coração. E se puderes então fazer esse Amor,

Sê autêntico e liberta toda a gente. A começar por Ti própri@.

E se puderes ser autêntico, e livre, e fiel,

Então leva a coisa ao nível supremo 

E procura - mas só se conseguires - também ser Gentil

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