9 de fevereiro de 2017

Fevereiro 2017 - o momento da descolagem



Há poucos dias, na madrugada de 28 de Janeiro, Marte ingressou no signo de Carneiro: regressou – ao fim de praticamente dois anos - ao seu domicílio diurno, e reactivou assim a pura força, bruta e explosiva, corajosa e impaciente, desta combinação energética que já não ocorria desde Fevereiro/Março de 2015.

No dia 3 de Fevereiro, ao final da tarde, Vénus ingressou também no impulsivo, dominador e audaz signo de Carneiro, por onde – já vimos - transita Marte (até à segunda semana de Março) e também o revolucionário Urano (que tem incendiado o curto pavio desse signo desde que aí entrou, em Maio de 2010, e até daí sair em definitivo signo em Março de 2019).


E no dia 7 de Fevereiro Mercúrio saiu de uma longa travessia por Capricórnio (o signo regido por Saturno, e onde Mercúrio ingressou no início de Dezembro de 2016) e chegou (finalmente!, será esse o grito de Ipiranga de Mercúrio ao sair de Capricórnio?) a Aquário, signo de liberdade, mudança, independência de pensamento – de pensamento e de tudo, porque afinal, a única coisa que aprisiona Aquário é a teimosia com que insiste naquilo que ele próprio pensa; mesmo que pense que pensar por si próprio seja uma liberdade tremenda, não deixa de ser uma prisão levar demasiado a sério aquilo que ele próprio pensa!, mas enfim, há escravaturas piores -,

Aquário: esse símbolo da imprevisibilidade de que é feito o movimento da Vida, rumo a um futuro – por natureza, definição e necessidade - desconhecido. O rompimento com a tradição. A visão de um futuro, do alto de uma torre de marfim – ou do topo de uma montanha -; o ego observador, a objectividade que vem com o distanciamento e o não envolvimento, a equidistância necessária à liberdade, à equanimidade, à democracia; o fim das regras, dos papéis rigida e estruturalmente definidos, os braços (as asas?) abertos ao futuro, ao que aí vem, ao que ainda não aconteceu, a recusa em ser definido (ou encaixado) pelos termos dos outros: já basta a prisão que Aquário cria para si próprio (afinal, é um signo fixo) pela tremenda fidelidade a si mesmo, que roça, no limite, a obstinada recusa em seguir qualquer outra batuta ou ritmo que não o rufar do seu próprio tambor.

Basta, aliás, pensar (que bela definição de Aquário: basta pensar, que é como quem diz, “não há machado que corte / a raiz ao pensamento”) que Aquário é regido por Urano (e secundariamente por Saturno) para compreendermos como esta passagem recente de Mercúrio para Aquário simboliza fractura e libertação: de caixas, estruturas, papéis, regras, deveres e hierarquias – que se rompem, e rasgam, e às vezes de forma súbita, imprevisível, dificilmente antecipada de forma consciente (embora o supra-consciente saiba muitas coisas que o consciente se recusa, ou impede, a ouvir),

De modo que com o ingresso em Aquário, Mercúrio (a mente, o pensamento, a comunicação) ganhou uma espécie de permissão para se libertar: saibamo-lo ou não, gostemos ou não disso, queiramo-lo ou não: aceitemo-lo (ou não: as nossas pequenas escolhas são, afinal, o lado para que as energias vivas do cosmos dormem melhor – e isto é tudo em sentido figurado, porque as energias não dormem: mesmo quando nós insistimos em fazê-lo).

De dia 10 para 11 de Fevereiro há uma Lua Cheia no eixo Leão – Aquário, que por ocorrer próxima do eixo nodal (e dentro da orbe aceitável) se transforma num eclipse penumbral da Lua, eclipsando assim o símbolo das necessidades (Lua) da “Identidade Pessoal” (Leão) perante o signo da “Participação Social e Colectiva” (Aquário) – e isto não significa apenas mobilização colectiva perante a tirania de um ego inflamado (Leão):

Simboliza, antes de mais, que algo de muito profundo se move (se abre, e se fecha) no âmago do Coração de cada Um de Nós. Tem a ver com Autencidade, Liberdade, Fidelidade a Si Próprio, e a Coragem para fazer com que a vida reflicta gradualmente – e às vezes, como agora, através de saltos, riscos e descontinuidades - a própria Consciência, a própria Verdade, e todas as possibilidades do que poderemos vir-a-ser: como veremos, como veremos, como veremos. Ao longo deste texto, dos próximos meses, e nas nossas próprias experiências de vida.

Esse é aliás um dos “temas fortes” deste ano de 2017, com a mudança, ao longo dos próximos meses, do eixo nodal de Peixes/Virgem para Aquário/Leão, a sequência de oposições de Júpiter (em Balança) a Urano (em Carneiro) que se formam ao longo do ano (até ao início de Outubro), e com os próximos eclipses (até Janeiro de 2019) a acontecerem, quase todos, no eixo Leão/Aquário.

Mas também – e isto é importante – a realização de como só em conjunto, encontrando vias de entendimento e cooperação com os outros, e confiando na existência e realidade de um Bem, e de um “plano” Maior, os nossos próprios objectivos, sonhos, e visões de futuro podem encontrar e reunir condições para a sua materialização, gradual, progressiva – e cada vez mais urgente (Carneiro style!)

A Humanidade – colectiva e individualmente – torna-se, portanto, cada vez mais urgente. E cada vez, a julgar pelas configurações celestiais – mais inevitável.


As energias colectivas e o seu reflexo – e reflexão - sobre as vidas individuais

Algumas das perguntas importantes de fazermos, todos, a nós próprios, são estas (e pode ser que sejam, muitas delas, apenas variações sobre uma mesma pergunta fundamental):

“o que é que eu quero, mais profunda e ardentemente?”


“o que é que pode – realmente – fazer o meu Coração feliz, palpitar, e alegrar-se por estar vivo?”


“o que é que eu quero de facto fazer com a minha vida?”


“como posso, e quero, honrar, a Vida que me habita, anima, e palpita dentro?”


“do que é que eu gosto realmente? O que é que me faz vibrar?”


“sinto-me pront@ para uma nova fase de vida? Estou pront@ para criar? Tenho a coragem para seguir o meu Coração? Para defender o que me é caro, querido, importante, valioso? Tenho a audácia de seguir os meus sonhos? Tenho a capacidade, se e quando necessário, para permanecer sobre os meus próprios pés e dar passos decididos rumo à construção, criação, e parto do meu próprio destino?”


Há muitos factores astrológicos a suportar, e por detrás, destas perguntas – mas ficarão para uma adenda a este artigo, porque o mais importante, ou urgente, não é entender intelectualmente o “por quê” da Vida: é mesmo “o que” é Vida, e “que” há Vida a querer cumprir-se, através de nós, e dos nossos próprios impulsos, desejos, aspirações, visões de nós próprios e de futuro. Que é como quem diz, assumir “o que quero” - e reconhecer “QUE quero!”.

Por isso o importante, e urgente, é fazermo-nos estas perguntas. Não é ignorá-las, nem acreditar que pelo simples facto de lhes responder temos a obrigação imediata (ou os meios) de as concretizar no imediato, porque não creio que seja disso que se trate, nem que seja possível, pelo menos no imediato (imediato, imediato, imediato: é MUITO Carneiro!). Mas afinal, e apesar das energias de Carneiro, Roma e Pavia não se fizeram num dia: e o que interessa, para já, é considerar (con-sidereus: “com as estrelas”) as respostas que chegam de dentro quando nos fazemos, honesta e autenticamente, estas perguntas.

Não se trata de “escolher”, “definir” e “chegar lá”, assim, num fósforo. Trata-se de sentir, admitir, reconhecer, visualizar, permitir: e pormo-nos, passo a passo, a caminho.

Posto de outra forma: mesmo que acreditemos que não queremos nada de novo da Vida, que não há nada de radicalmente novo (ou esquecido, adiado ou perdido, entretanto, nas brumas do tempo) pelo qual queiramos lutar, que não queremos (e que precisamos, Tod@s) de uma Vida Nova, mais parecida, na essência, com a essência do nosso próprio Coração,

Ou seja,

Mesmo que andemos distraídos, adormecidos, assustados, a viver de costas voltadas para o nosso próprio futuro e para o nosso próprio destino, focados nas compensações, negações, racionalizações, acomodações, distrações, e substituições daquilo que nos é mais Verdade, e Autêntico, e que representa o caminho do nosso próprio crescimento, individuação, realização, prazer autêntico e alegria,

A Vida vai e quer cumprir-se: queiramo-lo ou não, aceitemo-lo ou não, embarquemos e aceitemos ou não o processo por escolha – ou por coação das circunstâncias.

É chegado o tempo de rever nossos velhos sonhos e actualizá-los, dimensionando-os à medida das nossas realidades e circunstâncias actuais, ter a ousadia de sonhar os sonhos mais profundos do nosso próprio Coração. Tirar da gaveta o velho projecto, ou melhor, fazer um novo projecto para o “velho” sonho.

Uma pista: haverá alguma relação com o que eras, querias, sonhavas, idealizavas, imaginavas, planeavas, vivias, há quase vinte anos atrás?

Pensa bem.

O que era, nessa altura, que te imaginavas a ser, a fazer, a viver, a expressar, a criar, e a trazer – de ti própri@ - ao Mundo?

E quem diz vinte, diz quarenta. Melhor: dezanove, e trinta e oito anos atrás.

O que é o que queres (ser quando fores Grande)?

O que é que queres ser, para Seres Tu?

E porque Neptuno em Peixes está na equação,

No fundo, no fundo,

(e a toda à volta deste Oceano chamado Vida)

- e porque Neptuno em Peixes é quem vence, no fim –

Se calhar a pergunta nem é bem “o que é que queres ser?”

Talvez seja, mais correctamente,

“como queres Servir?”

À tua maneira única,

Expressando a tua criatividade, intuição, sensibilidade, compaixão, dedicação, capacidades, dons e interesses,

Como é que queres servir o Mundo de forma autêntica, pessoal, individualizada – e apaixonada?

Que Serviço te apaixona?

Queres escrever? Criar? Cuidar? Educar? Organizar? Financiar? Aprender? Partilhar? Fazer pontes? Lutar? Apoiar?

Que “filhos” (literal e metaforicamente falando) queres tu trazer ao Mundo? Que Mundo queres ajudar a criar para oferecer aos teus filhos (e todos neste mundo são teus filhos, irmãos, e Família)?

Pensa bem nisso.

Aliás, nem é “pensa”: é sente. Reconhece. Aceita. Valoriza. Ama “isso” em Ti, de Ti, acerca de Ti. É Deus procurando cumprir-se à tua maneira única, irrepetível, inconfundível, impossível de se cumprir sem ser através de ti e da tua maneira única de ser, existir, criar, e Amar.

Não é “pensa”, porque a mente, que mente, vai inventar mil milhões de motivos pelos quais não podes, não sabes, não tens como, não sabes por onde, não sabes se é seguro, se é adequado, se é correcto, se vai funcionar, se vais poder (continuar a) viver (e fazer) (d)isso.

Não é “pensa”:

Porque tens (temos todos) pela frente uma batalha de integração entre a Mente e Coração (é o eixo Leão/Aquário),

O teu Coração sabe: e a mente, que pensa que sabe, não sabe nada. Nada de essencial, digo: só saberá do método, e é para isso que serve a mente: para arranjar maneiras; mas não para definir, para assumir, para correr o risco de o verbalizar e expressar – perante o mundo e perante Ti Própri@ - a qualidade essencial dessa Verdade.

O Coração sabe. Tu sabes.

E sabes que sabes.

Mesmo que a mente te diga, por cobardia ou preguiça, que não.

Esta é a altura de te deixares de filmes,

E (re)escreveres a tua própria história.

Afinal, há mil motivos pelos quais não podes; e apenas um pelo qual queres – porque é essa a 
Verdade maior que neste momento (e a Vida é sempre momento-a-momento) te ensina, mostra, chama, e guia para o Caminho rumo à tua própria Realização na Vida.

Não à realização da tua versão pequenina,

Mas à realização da tua versão “maior”.

Com humildade te tornarás Grande.

Com diligência te tornarás cada vez mais Tu Própri@.

Com Coração saberás o que tens a fazer.

Porque afinal, há mil motivos para não, e apenas um para sim.

E esse motivo és Tu,

Que é como quem diz,

Tudo o que através de Ti poderá ser,

E que nunca será

Se Tu não te fores,

Se Tu não te cumprires,

Se Tu não te tornares.

No mais imediato fica o recado, e a sugestão:

Considera bem isto. E depois põe-te a caminho.

Não tens que “lá” chegar “já”, mesmo porque tens pela frente avanços, retrocessos, aparentes desvios, adiamentos, ajustes, e sacrifícios a fazer. E não é suposto estares depois de amanhã já do outro lado da “ponte”,

Mas é fundamental que (re)a_cordes para essa Caminhada.

Se não o fizeres, nem mudares nada, nem permitires (ahahahah como se o pudesses evitar) que nada na tua vida mude,

Agora mesmo,

Podes esperar que as circunstâncias mudem subitamente, sem permissão ou aviso,

Que (te) expludam nas mãos, por dentro, ou à frente,

E no entanto,

Se tiveres a Coragem e a Ousadia de sonhar com o Coração,

E começares a dar passos nesse sentido,

Prepara-te para uma das fases mais estimulantes, vivas, e entusiastas da tua própria experiência de caminhares desta vez sobre a Terra, Grande Espírito do Pai revestido com os materiais da Mãe,
- entre a Terra e o Céu, o teu Coração –

E aproveita as tremendas energias de coragem, mudança, audácia, renovação, renascimento, e a nova força que desperta

Para travares o Bom Combate,

Para te atirares ao Caminho,

Porque afinal,

A Aventura de trilhar o Caminho do próprio Coração
(e não do medo, do desejo, e do ego preocupado com ilusões e minudências)

É o que faz com que o (teu) Caminho seja Bom,

Um Caminho com Coração,

E o que te permitirá viver o que Tod@s desejamos para nós próprios e para os outros,

Que o Caminho seja Bom,

Que seja um Bom Caminho.

... e se não quiseres ligar a nada disto, que é como quem diz, a Ti,

pelo menos recorda isto:

as energias estão explosivas. Boas para lançar foguetões no espaço.

Ou para explodir foguetões que não se lançam, nem se cumprem,

por medo do que podem encontrar "lá", no espaço exterior,

por não saberem ou perceberem que foguetes são feitos

para desbravar a estratosfera.

e assim, quando deres por ti no meio de uma grande explosão, fumarada, e estilhaços - sem o movimento correspondente

perceberás como foi que sabotaste, tu próprio, a Grande Aventura da Conquista do (teu) Espaço *

fonte: https://astronomersdreams.com/rocket-ship-takeoff-pt-4/
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