21 de outubro de 2016

dia de águas


hoje o dia é das águas de Caranguejo, ... não tarda nada o Sol e Mercúrio mudam também: ingressam em Escorpião e com tanta água no Céu, é normal que comecem as chuvas *

hoje é pois um dia de cuidar de todos os assuntos e temas domésticos: estender a roupa, apanhar a roupa estendida, lavar a roupa suja (em sentido literal, mas sabe-se lá: a Vida é tão criativa nas formas como expressa as suas energias momento a momento... vai na volta ainda ouvimos falar da Clinton again, do Trump naturalmente, do Portas e do Sócrates se é que não apanham o Pedro Dias, que anda há dias - onze - para ser Pedro, perdão, para ser Preso - como se fosse livre, um homem daqueles)

é dia de fazer e receber favores, diligências e mimos à família, de valorizar (ainda termos a quem dar, e de quem receber) um abraço feito de genes comuns e de sangue,

ou recordar tempos idos, preparar a reunião da família (ou levar a avó ao médico, ou ao jardim zoológico, a passear), ligar aos pais se estamos emigrados, matar saudades da pátria, do passado, das raízes, da infância, e de todos aqueles tempos que persistem na memória de forma distorcida e idealizada, mas sempre com uma semente de Amor que se for regada terá sempre com que nos nutrir, pois é a nutrir a capacidade de Amar em nós próprios que nos preenchemos de Amor e o temos para distribuir, não é a cobrá-lo ou a exigi-lo aos outros, ou à espera, à espera, quem sabe do trânsito do Júpiter à Vénus para termos sorte no amor

- é claro que tens, se te passar o Júpiter na Vénus, a questão é saber se depois podes aproveitar isso, quem tem unhas é que toca guitarra, e se não tiveres o magnetismo necessário passa-se-te a sorte num instante enquanto o Júpiter vai pregar para outra freguesia e a Vénus à espera do próximo trânsito, sem perceber que quem está por detrás disto tudo é uma Lua não atendida, mas isso fica para outro dia, que este post já vai longo e eu tenho que estender roupa, apesar de saber que vai chover, e tratar da família, embora parte de mim saiba que a muitos níveis foi orfão

- graças a deus -

é portanto um dia para dedicar às dimensões "lunares", de Caranguejo, nas nossas vidas,

é dia de agradecer por não termos nascido de geração espontânea e termos sido recebidos num colo e num berço, por muito espinhoso, metálico ou fragmentado que fosse, e até reconhecer - helas! - que apesar dos humanos mais fortes e de quem esperávamos tudo nos terem falhado, inevitavelmente (e como se fossem humanos) naquelas coisinhas essenciais em que precisávamos precisamente que nos falhassem, para que pudéssemos nós próprios vir a Crescer, um dia, e a Curar-nos, mas que ficamos a achar e a sentir (até abrirmos a pestana) que ficaram - tantas coisas, ou tantas variações da mesma - por preencher, e que pour cause de tanta "falha" nos ficaram a dever

(ahahahahah com quantos direitos não conquistados nascemos nós, afinal, a não ser o direito de receber o que nos é dado - e que já é mais do que fizemos por merecer? - ou então, bota karma nisso e põe-te a inventar estórias e cenários que justifiquem o rigor das circunstâncias que nunca terás como conhecer com certeza, apenas acreditar - e nisso reside já muito do teu poder, do teu direito, da tua liberdade)

mas pronto, Amor para trás das costas e Amor no olho da fronte, no centro do Peito, e a toda a volta,
que hoje é dia de nos abrirmos às bençãos da energia da Lua e fazermos o melhor cozinhado de que formos capazes para partilhar e oferecer àqueles que nos são mais antigos, mais íntimos, mais insuportáveis (tantas vezes), mais profunda e inconfessavelmente amados (tantas vezes), e que tão graciosa e necessariamente nos feriram, desapontaram, falharam, protegeram demais, abandonaram, pelo menos na nossa percepção (e até abrirmos a pestana, que é como quem diz, o Coração, para sermos realmente capazes de Ver um pouco de Verdade mais além da cegueira prepotente e ignorante do ego, da cabeça, da mente, e da ferramenta que usamos para escarafunchar o mundo enquanto não somos capazes de o aceitar e amar)

pelo menos lavar a roupa, caraças,

fazer um telefonema à mãe, dar-lhe um mimo, levar-lhe alegria expressando gratidão, precisa lá ela de outra coisa senão ouvir que a vida dela valeu a pena e tudo isso se esgota e se cumpre no facto de Amares tu a tua (Vida, além de amares - quando puderes - a Mãe que te cuidou e garantiu a sobrevivência para que pudesses um dia vir a aproveitá-la, à Vida, digo; e fazeres dela - da Vida, não da mãe - algo que te sirva, te nutra, te preencha, e permita fazer o mesmo pelos outros, sempre em respeito pelas tuas próprias necessidades fundamentais - voltamos à Lua novamente, dizem que o homem já lá poisou - na Lua - e até espetou uma bandeira ondulante ao vento (na Lua, não na mãe), mas eu cá vi muito poucos realmente poisados na sua própria Lua, e já vi muitos a espetarem bandeiras nas mães, mas que sei eu, sou só um cego arriscando dizer o que vê a quem acha que vê bem, tal é a comédia desta farsa que seria trágica se não fosse cómica à boa maneira de uma brincadeira dos deuses, que Tudo fazem por Amor, e para que no fim, um dia, possamos todos rir-nos da Piada Cósmica enquanto andamos para aqui a levar-nos muito a sério e por isso mesmo sem respeitar nada nem ninguém)

e portanto,

é um belo dia para cuidar da Lua, da Família, e do ***** que te ******

(mais que te apeteça)

então vai lá.

e diz à Mãe que ela é muito Amada.

e vais ver como, não tarda nada,

ela começa a chorar-te em cima

e vais tu, e abres o guarda-chuva.

lá está.

tanta Astrologia,

e o mesmo estúpido de sempre *
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