9 de outubro de 2017

um desafio pela Paz

(postado originalmente no Facebook a 2 de Dezembro 2015,
e revisto na véspera de Júpiter entrar em Escorpião, a 10 de Outubro de 2017)



... não é que goste de ser profeta da desgraça (epíteto por epíteto, ainda prefiro o de missionário da Graça),

mas olho para os céus e custa-me acreditar que as tensões viventes no mundo aliviem a curto prazo. Pelo contrário, até penso que a tensão aumente ainda mais, e de forma significativa. Ou então não, e isso será surpreendente.

Ninguém sabe.

Mas afinal, Júpiter entra em Escorpião (so the shit hits the fan), e na terceira semana de Outubro (2017) o Sol, Mercúrio e Júpiter encontram-se todos nesse signo ao mesmo tempo que Marte entra em Balança (escrevi sobre isso aqui)

e a frustração, a negritude, as intensas verdades emocionais provisórias mais profundas e desconfortáveis (especialmente as que temos andado a esconder de nós próprios e dos outros) é a shit: e Júpiter é a fan.

e isso há-de vir tudo à tona.

isto não pretende afirmar uma realidade na qual a "guerra" se intensifica. Não acredito em colocar o foco no que não interessa reafirmar. Nesse particular sou como a Madre Teresa (embora c'um 'cadinho menos de rugas, por enquanto), que se recusava a participar em manifestações contra a guerra enquanto esperava que a convidassem (em vez disso) para aquelas a favor da Paz.

Mas isso também implica não fazer como as avestruzes, especialmente nesta era de denúncia dos idealismos bacocos, enfiando a cabeça no charco dos mantras do quanto cor-de-rosa emana profusamente do chackra da moleirinha, em negação absoluta do sofrimento e da dor, enquanto no mundo os poderes se digladiam, os suínos são chacinados em sofrimento extremo, as vacas idem, os frangos também, para já não falar nas crianças nos idosos nos adultos e em todas as outras idades e faixas etárias de ser Humano.

não coloco aqui posts de crianças esganadas e raquíticas que definham por esse mundo fora, impossibilitadas sequer de crescer e condenadas pela, e à, inanição - expressão do bruto egoísmo que nos anda nos espírito e da facilidade com que nos distraímos do essencial; quanto mais não seja, para não sofrermos nós próprios - e quão mais egoísta pode isso ser? - e lá vamos tirando e postando selfies, arrotamos (postamos, perdão) nossas pequenas conquistas míseras e compramos ai-phónios de último modelo para documentarmos ainda melhor a pequenez de nossos espíritos e tentarmos - com o que temos e podemos - tapar e esconder o vazio do que somos,

nem espalho imagens de seres humanos (aparentemente) digladiando-se e espancando-se para chegarem primeiro às promoções das black-fridays (e quão mais negro pode isso ser? É que não são animais a lutar para tentar fugir à morte ou saciar a fome: são menos do que animais, mas em forma humana e de tal forma que até engana, a espancarem-se para poderem comprar torradeiras e écrans de plasma com 30% de desconto),

nem filmagens recolhidas em matadouros de pecuária, para que todos nos lembremos do que fazemos sofrer os animais de cada vez que mandamos vir uma tosta mista, um bife à café ou uns secretos de porco,

nem aqui divulgo nem perpetuo todas as más notícias que brotam deste mundo triste e dissociado que aqui estamos para ajudar a curar, a aliviar, e a cumprir com alegria, paz, confiança, esperança, humanidade e dignidade,

(e há tantas, tantas, imagens negras que são reflexo da nossa miséria colectiva, perante tão poucas e boas das outras, as que demonstram a grandeza da nossa alma humana - e ainda assim, escolho só das "boas" para postar - quando o faço: atenção por atenção, prefiro dá-la ao que valorizo e considero positivo, fazendo a escolha deliberada de não dar importância ao que nada acrescenta ao mundo a não ser dor, choque, angústia, terror, desesperança, e violência).

E não é que, pelo choque, não me apeteça de vez em quando divulgar imagens dos mais diversos matadouros que construímos para nós próprios e alimentamos com as nossas próprias escolhas.

Também não encho o meu moral de florzinhas e pieguices, nem repito ad nauseam como tudo é lindo e idílico, enquanto me imagino saltitando por um campo florido com totós e trauteando a música da Heidy, talvez porque já tenha passado há muito tempo a altura em que o meu pedido ao Pai Natal era um trem de cozinha igual ao da creche - lá, nessa altura em que a inocência não me permitia acreditar senão que os adultos sabiam tudo (quanto mais o Pai Natal!), que o Bem vencia tudo como os super-heróis em episódios de vinte minutos, e que no fim sempre acabava tudo bem sem que ninguém precisasse de fazer nada: a não ser os heróis, mas afinal, era isso que fazia deles, e não dos outros todos, heróis *

(foi quando descobri que nem o Pai Natal, nem os adultos, faziam ideia nenhuma de como era o trem de cozinha que havia na cresce - foi nessa altura que começou o colapso, que viria a cumprir-se ao longo das décadas seguintes, da minha inocência e das expectativas idealistas com que nasci)

depois vim a perceber, e às vezes de maneiras muito dolorosas, o maravilhoso que, apesar de tudo, ser-se criança - e o maravilhoso que é, apesar de tudo, ser-se adulto. E o importante que é ser, e manter ambos vivos.

e revi minhas concepções sobre o que são os heróis, e que nem tudo é tão fácil nem preto-no-branco como nos desenhos animados, e acabei por concluir provisoriamente que o Bem está condenado a vencer, mas não sem nossa participação.

isso obrigou-me também a reconhecer que corre uma batalha entre o Bem e o que ainda não se tornou n'Isso,

que cada Um tem um papel relativo neste jogo de equilíbrios, e que cada Um escolhe, pelo que faz e por aquilo a que escolhe dar atenção e reafirmar, para que lado pende a balança

- prefiro casos de sucesso ao sucesso da queixa -

mas ainda assim

hoje, nem eu honraria a natureza das energias se não me permitisse anotar algumas das coisas que podem ser melhoradas, para não dizer que estão "mal" - não quer dizer que estejam erradas, significa apenas que ainda não são Bem *

e faço-o a pretexto dos Céus dos próximos dias, semanas e meses. Os conflitos no mundo vão ampliar e intensificar, a não ser que haja grandeza de Alma e Coração para abdicar de desejos egoístas e separatistas. Além da realidade da guerra, há a manipulação feita criando ainda mais guerra através da (contra-)informação, da comunicação social, das versões oficiais que os responsáveis dos países precisam que as populações engulam para que o jogo do poder continue de acordo com suas estratégias e conveniências,

criando problemas, intensificando o medo, ampliando a sensação de insegurança nas pessoas e depois aparecendo como os salvadores que têm a solução, e que passa invariavelmente por maior controlo,

de modo a que qualquer dia até pedimos por favor vem fazer uma busca a minha casa, pode ser que me encontrem um taliban na pia,

e de caminho, espiolhem-me a conta bancária, o e-mail, o telemóvel e as cuecas, não vão os maus terem-me escondido um microfone no cu - eu sei lá, costumava andar tão relaxado antes dos ataques de Londres, Paris (ou Barcelona): foi muito recentemente que comecei a contrair ainda mais os esfíncteres, e por esta altura já dou o tudo - e dois tostões - para ser controlado (ainda mais, digo) enquanto fazemos todos de conta que estão é a proteger-me,

ao declarar estado de emergência,

ao mandar mísseis

ao dissuadir-me de viajar,

de sair,

de viver,

de confiar, amar e ser gentil

e de acreditar na bondade da Vida e do Ser Humano

enquanto se cumprem agendas ocultas que eu, por muito que me esgatanhe, nunca terei como conhecer ou compreender mesmo que as conhecesse

(pelo menos sem ter que rever profundamente a minha concepção do ser humano, e não falo da concepção imaculada)

... de modes que,

se ou quando a guerra intensificar, como prenunciam quaisquer usos que os homens tontos façam das energias nos Céus,

lembra-te que isso expressa também as tuas próprias guerras internas:

basta recordares isso - e reforçares a tua própria Vontade do Bem,

o teu compromisso com a Paz,

e que tudo isto começa dentro

desde que te levantas até que te deites,

mesmo que sejas dos vivem de pé

e não de joelhos

ou de costas voltadas *

e que as guerras também se travam no talho, no café, no cabeleireiro, no consultório, e nas conversas de política, no seio da tua família, até com o energúmeno que não te paga a pensão de alimentos - especialmente com esse,

- são as guerras das rosas -

e que as distracções não só são inúteis, como perigosas,

e que de imbecis já o mundo está cheio. Não precisamos de mais um:

do que precisamos é de Paz. E não é de paz podre.

Paz * Paz * Paz.

Shanti * Shanti * Shanti *

e já que parece inevitável que todos temos de lutar por alguma coisa, por estes dias,

certifica-te que as batalhas que te proponhas travar

(sim, tens uma escolha! imagina!!)

são as do Bem *

escrevi este texto há dois anos e actualizei-o hoje

pode ser que te inspire,

oh Grande Espírito,

a ajudares neste Combate

... e já agora, fica a minha proposta e uma pequena parte da minha contribuição para a Paz no mundo:

podes ouvir isto, todos os dias, desde o momento em que o decidas fazer,

e até ao dia a seguir ao de Reis (mas de que ano?)

é uma hora de Shanti.


não precisas parar a tua vida para o fazer. Podes deixar, simplesmente, a Shanti a correr em pano de fundo, enquanto fazes o que tens a fazer.

é esse o mistério: quando a Paz te corre no pano de fundo, não só podes fazer qualquer coisa,

como podes fazer Tudo

e tudo o que faças,

te vai devolver ao lugar onde estejas: e que bom que pode ser um de Paz.

mesmo que te indignes. Mesmo que esperneies. Mesmo que grites ou te exasperes por momentos. Porque se vens de um lugar de Amor,

então estás condenad@. Nada mais podes fazer que não seja o Amor.

mesmo - mesmo - que seja assim, atabalhoadamente ou à bruta, ou à missionário...

da Graça *

Como diz o Santo Agostinho:

"Ama, e faz o que quiseres".

Ama, e só podes querer fazer uma coisa:

Mais Amor,

e não é por favor *


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