2 de dezembro de 2015

um desafio pela Paz

(postado originalmente no Facebook a 2 de Dezembro 2015)



... não é que goste de ser profeta da desgraça (epíteto por epíteto, ainda prefiro o de missionário da Graça),

mas olho para os céus e custa-me acreditar que as tensões viventes no mundo aliviem a curto prazo. Pelo contrário, até penso daqui por muito pouco tempo a tensão aumente ainda mais, e de forma significativa.



isto não quer afirmar uma realidade na qual a guerra se intensifica. Não acredito em colocar o foco no que não interessa reafirmar. Nesse particular sou como a Madre Teresa (embora tenha um 'cadinho menos de rugas, por enquanto), que se recusava a participar em manifestações contra a guerra enquanto esperava que a convidassem também para aquelas a favor da Paz.

Mas também implica não fazer como as avestruzes, especialmente nesta era de denúncia dos idealismos bacocos, enfiando a cabeça no charco dos mantras do muito cor-de-rosa que emana profusamente do chackra da moleirinha, em negação absoluta do sofrimento e da dor, enquanto no mundo os poderes se digladiam, os suínos são chacinados em sofrimento extremo, as vacas idem, os frangos também, para já não falar nas crianças nos idosos nos adultos e em todas as outras idades e faixas etárias de ser Humano.

não coloco aqui posts de crianças esganadas e raquíticas que definham por esse mundo fora, impossibilitadas sequer de crescer e condenadas pela inanição - expressão do bruto egoísmo que nos anda nos espírito e da facilidade com que nos distraímos do essencial, quanto mais não seja, para não sofrermos nós próprios - e quão mais egoísta pode isso ser? - e lá vamos tirando e postando selfies, arrotamos (postamos, perdão) nossas pequenas conquistas míseras e compramos ai-phónios de último modelo para documentarmos ainda melhor a pequenez de nossos espíritos e tentarmos com o que temos tapar e esconder o vazio do que somos,

nem imagens de seres humanos (aparentemente) digladiando-se e espancando-se para chegarem primeiro às promoções das black-fridays (e quão mais negro pode isso ser? É que não são animais a lutar para tentar fugir à morte ou saciar a fome: são menos do que animais, mas em forma humana e de tal forma que até engana, a espancarem-se para poderem comprar torradeiras e écrans de plasma com 30% de desconto),

nem filmagens recolhidas em matadouros de pecuária, para que todos nos lembremos do que fazemos sofrer os animais de cada vez que mandamos vir uma tosta mista, um bife à café ou uns secretos de porco,

nem aqui divulgo nem perpetuo todas as más notícias que brotam deste mundo triste e dissociado que aqui estamos para ajudar a curar, a aliviar, e a cumprir com alegria, paz, confiança, esperança, humanidade e dignidade,

(e há tantas, tantas, perante tão poucas e boas das outras - e ainda assim, escolho só das boas para postar, quando o faço: atenção por atenção, prefiro dá-la ao que valorizo e considero positivo, fazendo a escolha deliberada de não dar importância ao que nada acrescenta ao mundo a não ser dor, choque, angústia, terror, desesperança, e violência).

também não encho o meu moral de florzinhas e pieguices, nem repito ad nauseam como tudo é lindo e idílico, enquanto me imagino saltitando por um campo florido com totós e trauteando a música da Heidy, talvez porque já tenha passado há muito tempo a altura em que o meu sonho era ter um trem de cozinha igual ao da creche - a altura em que a inocência não me permitia acreditar senão que os adultos sabiam tudo, que o Bem vencia tudo como os super-heróis em episódios de vinte minutos, e que no fim sempre acabava tudo bem sem que ninguém precisasse de fazer nada: a não ser os heróis, mas afinal, era isso que fazia deles, e não dos outros todos, heróis *

depois vim a perceber, e às vezes de maneiras muito dolorosas, o maravilhoso que é ser criança - e o maravilhoso que é ser adulto.

e redescobri que o Bem está condenado a vencer, mas não sem nossa participação.

isso obrigou-me também a reconhecer que corre uma batalha entre o Bem e o que ainda não se tornou n'Isso,

que cada Um tem um papel relativo neste jogo de equilíbrios, e que cada Um escolhe, pelo que faz e por aquilo a que escolhe dar atenção e reafirmar, para que lado pende a balança

- prefiro casos de sucesso ao sucesso da queixa -

mas ainda assim

hoje que a Lua está acabada de entrar em Virgem, nem eu honraria a natureza das energias se não me permitisse anotar algumas das coisas que podem ser melhoradas, para não dizer que estão "mal" - não quer dizer que estejam erradas, significa apenas que ainda não são Bem *

e faço-o a pretexto dos Céus dos próximos dias, semanas. Os conflitos no mundo vão ampliar e intensificar. Além da realidade da guerra, há a manipulação feita criando ainda mais guerra através da (contra-)informação, da comunicação social, das versões oficiais que os responsáveis dos países precisam que as populações engulam para que o jogo do poder continue de acordo com suas estratégias e conveniências,

criando problemas, intensificando o medo, ampliando a sensação de insegurança nas pessoas e depois aparecendo como os salvadores que têm a solução, e que passa invariavelmente por maior controlo,
de modo a que qualquer dia até pedimos por favor vem fazer uma busca a minha casa, pode ser que me encontrem um taliban na pia,

e de caminho, espiolhem-me a conta bancária, o e-mail, o telemóvel e as cuecas, não vão os maus terem-me escondido um microfone no cu - eu sei lá, costumava andar tão relaxado antes dos ataques de paris, foi muito recentemente que comecei a contrair mais os esfíncteres, por esta altura já dou tudo - e dois tostões - para ser controlado (ainda mais, digo) enquanto fazemos todos de conta que estão é a proteger-me,

a declarar estado de emergência,

a mandar mísseis

e a dissuadir-me de viajar,

e sair,

e viver,

e acreditar,

enquanto se cumprem agendas ocultas que eu, por muito que me esgatanhe, nunca terei como conhecer ou compreender mesmo que as conhecesse

(pelo menos sem ter que rever profundamente a minha concepção do ser humano, e não falo da concepção imaculada)

... de modes que,

se a guerra intensificar nos próximos dias, como prenunciam os Céus,

recorda-te apenas de reforçar a tua própria Vontade do Bem,

o teu compromisso com a Paz,

e que tudo isto começa dentro

desde que te levantas até que te deites,

mesmo que sejas dos vivem de pé *

e que as guerras também se travam no talho, no café, no cabeleireiro, no consultório, e nas conversas de política, no seio da tua família, até com o energúmeno que não te paga a pensão de alimentos - especialmente com esse,

e que as distracções não só são inúteis, como perigosas,

e que de imbecis já o mundo está cheio. Não precisamos de mais um.

do que precisamos é de Paz.

Paz * Paz * Paz.

Shanti * Shanti * Shanti *

e já que parece inevitável que todos temos de lutar por alguma coisa, por estes dias,
certifica-te que as batalhas que te proponhas travar

(sim, tens uma escolha! imagina!!)

são as do Bem *

escrevi este texto há dois anos.

pode ser que te inspire,

oh Grande Espírito,

a ajudares neste Combate

... e já agora, fica a minha proposta e uma pequena parte da minha contribuição para a Paz no mundo: 

podes ouvir isto, todos os dias, desde o momento em que o decidas fazer,
e até ao dia a seguir ao de Reis (dia 7 de Janeiro de 2016)?
 



é uma hora de Shanti.

não precisas parar a tua vida para o fazer. Podes deixar, simplesmente, a Shanti a correr em pano de fundo, enquanto fazes o que tens a fazer.

é esse o mistério: quando a Paz te corre no pano de fundo, não só podes fazer qualquer coisa,
como podes fazer Tudo

e tudo o que faças,

te vai devolver ao lugar onde estejas: e que bom que pode ser um de Paz.

mesmo que te indignes. Mesmo que esperneies. Mesmo que grites ou te exasperes por momentos. Porque se vens de um lugar de Amor,

então estás condenad@. Nada mais podes fazer que não seja o Amor.

mesmo - mesmo - que seja assim, atabalhoadamente ou à bruta, ou à missionário...
da Graça *

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