3 de fevereiro de 2016

Saturno-Neptuno: a arte da contaminação

... Já reparaste, certamente, na quantidade anormal de vírus que circulam na "rede" por estes dias. 

... e na quantidade de notícias, e medo, por causa dos vírus (Zika, anyone?)

Era previsível, embora seja insondável, o que é real - mais além do que parece. E é bem provável que o "real" nos pareça impossível.

E tudo isso, é (só) mais uma expressão de Saturno quadratura a Neptuno (Novembro 2015 a Outubro 2016):

Quando as barreiras, as protecções, os limites, ficam permeáveis.

E o insidioso se insinua. E invade. E quando damos por isso já está dentro do sistema, contaminando, contaminando insidiosamente - como é característico do insidioso.

Mesmo que sejam apenas rumores, informação manipulada, e contra-informação.

Agora... pensa nas fronteiras geográficas deste mundo.

E no teu sistema imunitário, que é a tua protecção.

E na tua pele.

E agora pensa nos boatos, nos rumores, e nas ideias perigosas.

E nas tuas paranóias, medos, desconfianças.
 

Observa as águas que tudo inundam.

Observa como tudo isso se propaga, invade e espalha facilmente, quando não há noção de limites, ou melhor ainda e muito além da noção, limites propriamente ditos.

Não vou ser Saturnino (ridículo, e assustado, e condenar-te, e a mim, ao inútil, vão, e debalde) e dizer-te para teres muito medo e te protegeres. Concerteza que queres fazer a manutenção consciente e constante dos teus limites, como cuidarias da estrutura da tua embarcação se andasses a navegar num oceano (e andas!, ou navegas, ou flutuas, ou t'afogas: mas é para obviar a isso que a vida te quer marinheir@ diligente e esforçad@. De modo que está tudo bem, desde que cuides bem dessa arca).

O que quero é propor-te que imagines e reconheças como podes aproveitar isto: imagina-te vírus. Porque o és. Não és só o infeliz das fronteiras inundadas, és também o invasor que aproveita cada brecha deixada entregue ao destino e à toa:

Não te identifiques exclusivamente com uma das metades, porque tu és Um e és Tudo.

Então reconhece e aceita que és tu o vírus também, e pergunta-te primeiro com o que é que crês que contagias o mundo e os outros, e depois escolhe se te serve, se te chega, se te expressa no teu potencial, na verdade mais grandiosa do teu Ser, nos teus valores mais queridos, e se já és o vírus mais fixe que consegues imaginar-te.

Dou-te uma pista: o riso é contagioso. A alegria é contagiosa. A apreciação é contagiosa. A paz interior é contagiosa. A tua frequência energética, mental, emocional, são contagiosas. O Amor é contagioso. A confiança é contagiosa.

Enough said.

Agora, deixa-te de teorias, dogmas, julgamentos, apreciações, e opiniões cheias de si mesmas: vai mazé contagiar.

Contamina. Dissemina. Inunda. Invade. Aproveita cada brecha que se te apresente aberta, e entra. Não forces: a sabedoria da água é não forçar, mas contornar. Wu-wei: acção pela não acção. Pacientemente, segura da inevitabilidade do seu encontro com o mar. A água sempre chega onde tem de chegar.

Então recorda que não és só embarcação mas também oceano, quem sabe dizer quanto oceano existe numa gota de água, se é tudo a mesma água?

Vai e contagia.

Volta, e repara (n )as brechas.

Vai e volta.

Afinal, como dizia o outro, há mar e mar,

Há ir

E voltar.

E deixa de te preocupar com as quadraturas Saturno-Neptuno:

Acabaste, tu própri@, de te transformar nela.

E agora esquece que és barco, oceano, vírus ou fronteira invadida. Tu agora és um trânsito astrológico.

E esquece que és quadratura.

Faz de conta que és um trígono.

E pergunta a ti próprio agora, o que farias

Se fosses harmonia, facilidade, fluidez?

Pois bem.

Tu agora és a Nike: just do it.

... E bem vind@ à trip de estares viv@ nestes tempos *

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