3 de novembro de 2015

A alegoria do Amor no momento

28 de Setembro 2015

Profundamente dividida, mas ainda assim disposta a correr o risco, ela afasta-se gradualmente do marco mais recente da sua história — marcada pela ruptura, ou simplesmente pela necessidade de maior liberdade na sua própria vida.

Ele, mantém-se quase em suspenso, pendente da decisão dela… que está dedicada a rever o passado, e como raio foi que tudo isto aconteceu. E talvez ela até acredite que é dele que a coisa depende, do seu esforço ou vontade de mudar. Mas não é. Este é o processo dela.


... e vai—se dedicando ao trabalho, ele; ou então a tentar fazer tudo bem. Isso é o único que depende de si por esta altura, enquanto diligentemente vai cuidando do que depende de si e está ao seu alcance — enquanto ela percorre os últimos graus do seu próprio Coração, rumo ao diamante Adamantino que lhe devolverá dignidade — e o senso vertical de ser o centro do seu próprio destino.

Ela sabe, no fundo de si própria ela sabe, que uma nova qualidade de ser está prestes a emergir — e que precisará de a desenvolver ainda antes de o encontrar: novamente, ou pela primeira vez.

Não é que o encontro final seja um encontro definitivo: será mais uma transição, e uma nova oportunidade de integração pessoal. Mas o encontro, esse, é inevitável e irreversível.

— e não interessa com quem, porque será sempre com Ele —

Ele, continuará a trabalhar, dedicado à sua própria forma de serviço no mundo... ou a esforçar—se por ir ao encontro dela, que no fundo ainda não tem como saber o que quer, e muito menos como sê—lo.

Entretanto, daqui por um tempo, ela sentir-se-á gradualmente mais segura e com mais mobilidade para ir ao encontro do seu próprio sentir.

Ele, terá mudado — ou ter—se—á movido — muito pouco. Mas ter—se—á esforçado bastante. Trabalhado, pelo menos. Ela, terá passado por diversas fases e experienciado muitas, muitas coisas diferentes — e crescido, crescido bastante para abraçar ainda mais uma das múltiplas dimensões e possibilidades do seu Ser.

Ele continuará, aparentemente, na mesma — mesmo quando passar, ele próprio, pela sua própria crise silenciosa. E ainda ruminará muito, ele, e passará também ele próprio pela sua própria transformação, antes de ser capaz de anunciar ao mundo tudo aquilo por que passou.

Ambos terão crescido bastante — mas ela, como sempre, terá sido mais rápida... instável. Volátil. Ou como quer que a queiramos julgar, no seu próprio processo de se tornar.

... e não nos iludamos com o mundo das formas exteriores:

Ele é o Masculino e a Potência Criativa, a Direcção e o Foco que inspira e expira universos e Ela... ah!, ela é a Terra que torna fecunda e nutre em seu ventre as criações nascidas da Sua semente... *

... e torna assim Tudo, Isto, possível.



Moral da história, até agora - se a Vida se tratasse de "moral" e não de Consciência/Ética sobre a Estética: o Amor, afinal, é estar pronto para Tudo *


13 de Outubro 2015

por esta hora, não só Ela já integrou uma nova Qualidade de Ser, como é possível que já o tenha mandado à merd*, a Ele, pelo menos inconfessavelmente dentro de si própria,

enquanto a con_fusão cresce, e se amplia,

e sabemos que Ela

ainda vai ter uma surpresa - mais uma! - e uma benção (yeah!!) antes do Encontro, do verdadeiro Encontro com ele,

como ainda há-de haver mais um update - pelo menos, mais um - antes do Encontro dos Dois.

- e que o Destino marca a hora.

(e o Encontro, marcado para 2 de Novembro - tomem nota)

acompanhem a novela. Ou façam as revisões. Mas voltem, sempre ;-)

Ele, entretanto, também tomou uma iniciativa recente. Mas pode ser que esteja, simplesmente e por enquanto, em negociações... a tentar criar uma "plataforma de entendimento" - nem que se esgatanhe todo... ;-)

... mas que Ele está a tentar, está... e está prestes a ter uma conquista. Mas isso não interessa, porque afinal,

... este é o processo Dela *


26 de Outubro 2015

por esta altura já ela regozija, novamente, de felicidade, pelas experiências recentes, pelas notícias, e pelas oportunidades. Quanto mais não seja, porque acordou sentindo e sabendo - quem sabe escutando uma voz no ouvido - que está tudo Bem.

Mas ainda não chegou o dia. O seu Dia D. Que no seu caso, é o dia E: o Dia do Encontro. Ou o Dia U: o dia da União. O que não implica que um dia DIU: mas implica que um dia dê.

Que um dia se dê.

E quando esse dia chegar,

ah... quando esse dia chegar...

ela vai sentir que finalmente foi Coroada.

E quem sabe não terá sido... quem sabe seja essa a recompensa de subir, ela, ao seu próprio cume.

e Ele...

Ele será prendado pela chegada d'Ela. E uma nova fase nascerá, de uma integração nova, e cada vez maior, da electricidade com o magnetismo, da democracia com o poder, do Amor com a Inteligência, da Humanidade com o Espírito,

e acima de Tudo, porque é Isso o que mais importa,

da Encarnação... com o Serviço.

O Aperfeiçoamento do Ser.

E Ela render-se-á, não de uma vez por todas, mas mais uma vez, numa espiral infinita que tende à perfeição e por isso se mantém em movimento,

à Inteligência da sua Intenção.

a Vida... e o Espírito.

o que não significa

que se deslarguem, assim, todas as coisas

em nome dos fantasmas do futuro.

significa, porém,

que os fantasmas do passado

já não terão tanto

por onde dominar *

... medo? Medo... do quê? Olha à volta.

Medo... do quê?

É que se sobrevives a esta Vida, e a ti própri@,

ah man!,

sobrevives a Tudo *

... e dia 2 de Novembro voltamos a falar.


2 de Novembro 2015

É dia 2. E aqui estamos, aqui voltámos, para falar então - criação conjunta: para falar, é preciso que alguém escute. E não é necessariamente quem ouve.

Já se deu o Encontro - espero que possas reconhecê-lo. Talvez não seja possível identificá-lo: já deve ter tido tantas expressões diferentes nos últimos dias... em tantos insights, decisões, clarificações, acordos, promessas, combinações, possibilidades

(pese embora - ainda - um fiozinho de dúvida)

(suspiro)

Mas reconhecê-lo. Ao menos reconhecer - ou saber, vá - que se deu o Encontro.

E que agora são outra vez como Um, Ele e Ela, e que a Dança - siga por onde seguir -

doravante é criação conjunta, inevitável, e irreversível.

Ele e Ela juntos assim até se parecem com Tudo,

e contudo

nada são - pelo menos, um sem o outro

agora

sem Ela, nem Ele, nem Ela sem Ele

se equilibra, agora

- embora, de dia, Ela mande -

e à noite não mand_em ninguém.

juntos como um só

vertiginosamente condenados a terminarem como começaram esta Dança que entretanto já vai por aí fora: com um passo em comum.

pelo menos, no futuro, quando for necessário recordar, pelo menos: saberemos que toda essa Dança começou com um passo em comum

agora, que se uniram.

e de um salto.

ou de um passo em falso?

estão unidos, é inevitável que o que façam seja total.

é um salto. Em queda livre.

entrega

queda

vertigem.

é por isso que se fores Um vais quer saber bem

- e sabes bem, embora às vezes não aceites -

onde é que te vais deixar cair

com cada nova escolha que faças *

nesta Dança pelo menos por agora não há passos atrás.

... e cada passo dá origem inevitável a um novo destino irreversível.


estás a criar novamente: em função dos teus valores e atracções

- recorda os fundamentais, os que sobrevivem a tudo, e os prazeres autênticos -


é se te vais deixar cair num vórtice, e é impossível que não o faças,

então pensa bem

a que vórtice, ou buraco

te vais entregar a seguir *

porque o que quer que escolhas,

não estás só a ir:

estás a deixar-te cair.


epílogo:

é oficial. Já há acordo de esquerda. Ela e Ele entenderam-se. Parece impossível. A 2 de Novembro.


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