1 de outubro de 2015

aprendendo Astrologia no Facebook


... uma das coisas mais interessantes de aprender (e) a respeitar, quando espreitamos a Vida pela lente astrológica, é a ciclicidade. Observar e reconhecer como os ciclos se repetem — na sua qualidade energética essencial, mesmo que na aparência, expressão e nível sejam diferentes.


O ciclo mais fácil de reconhecer para quem não domina as especificidades dos movimentos planetários e não tem tempo de dedicar uma vida ao seu estudo (precisariamos de 12 para observar os ciclos de Jupiter, 30 para os de Saturno, 84 para os de Urano - altamente improvavel, certo?) é o ciclo anual do Sol 🌞,

porque se repete previsivelmente todos os anos, mais ou menos nas mesmas datas. Daí, também, a importância que se dá ao Retorno Solar, que é Mapa que se calcula todos os anos para o momento exacto em que o Sol regressa ao "local" exacto no Zodíaco que ocupava quando nascemos — e que coincide, mais ou menos, com a data em que celebramos o nosso "ani_versário". É o retorno de um ano. Só que nós, tontos e neuróticos, somamo—los, em vez de os reconhecermos como uma espiral, em que se repete um posicionamento mas — se deus quiser — numa "oitava" mais elevada, i.e., com a consciência iluminada por mais um ano de experiência. Só quando reconhecemos que tudo se repete (ciclo) sem se repetir (evolução) é que saímos do dilema ciclicidade—linearidade. O ciclo repete, mas algo avançou. Não é puramente linear, avançando em direcção ao infinito (ou à morte, de certa forma, porque algo fica sempre pelo caminho, já que a finitude das formas ocorre dentro da infinitude do Espírito — é isso que está simbolizado pelo facto de haverem 13 ciclos lunares (moonth, ou meses lunares) por cada ciclo solar),


Nem é puramente cíclico, senão seria vicioso, e não haveria evolução, apenas repetição. O que não é, evidentemente, o caso.


E quando cruzamos o tempo da Mãe (Lua), que é circular, com o tempo do Pai (Sol), que é progressivo, saímos do debate círculo/linha e entramos na espiral.


E a espiral é dos melhores símbolos para a evolução da consciência.


De modo que quando observamos a ciclicidade das qualidades essenciais, mediadas por formas diferentes e com mais um (de)grau (de grau em grau), que é um retorno do Sol (retorno anual, neste caso, já que o Sol é a nossa medida para um ano cronológico, da mesma maneira que a Lua é a nossa medida para um mês, aproximadamente, embora tenhamos seccionado matematicamente e não "naturalmente" a duração de um mês)


Descobrimos que todos os anos há qualidades que se repetem — e porque já não somos os mesmos, já não se repetem ao mesmo nível; mas há qualidades essenciais, arquetípicas, que estão presentes — escondidas, ou à mostra, consoante a nossa intuição consiga revelá—las e reconhecê—las,


E que cada retorno do Sol, por ser o portador da Luz, permite iluminar.


Há quem chame a esse processo "ganhar consciência", ou levar Luz (Sol) às formas (Lua) de que a Vida se reveste para se manifestar.


E depois, há várias "datas", ao longo de um ano, que são particularmente interessantes de observar — aquelas em que a posição do Sol coincide com "posições" importantes do Mapa Natal, i.e., da matriz energética de cada Um.


E essas datas são relativamente fáceis de saber, porque todos os anos, mais ou menos na mesma data, o Sol regressa "lá", para proporcionar, ou no mínimo oferecer, a oportunidade de ganhar, e expressar, mais consciência, Luz, ou Amor. São todos, neste sentido, equivalentes.


Então o Facebook, que é fundado por um aquariano, e Aquário é o signo associado com a Astrologia (por motivos que aqui não cabem, give me a break, estou a escrever no telemóvel)


Todos os dias nos recorda das nossas "memórias" (Lua) e do que postámos há um ano (Sol).

E se estivermos atentos, podemos começar a descobrir uma certa ressonância entre as várias coisas que estávamos a experimentar, expressar, e a ganhar consciência, ano após ano — e a poder identificar temas comuns: desafios, conquistas, experiências, "assuntos".


É assim que podemos utilizar o Facebook para aprender Astrologia e através dela, a (re)conhecermos—nos. Porque afinal, somos não só aquilo com que lidamos, mas também a qualidade com que respondemos (atenção, eu não disse 'reagimos') àquilo com que temos de lidar.


E no fim, visto assim, it's all you, baby: it's all You *


... de modes que exactamente há um ano, diz—me o Facebook, eu estava no Arizona para participar numa conferência astrológica. Este ano, com a Bali participar numa conferência astrológica.


Há um ano, escrevi um post chamado "clarificação da Índia", que aqui deixo — e era basicamente sobre a liberdade de viver com dignidade apesar do desejo, e do medo, serem tão sedutores.



Este ano, escrevi um post sobre o roubo da minha mochila, contendo tudo o que eu achava "fundamental" lá dentro — apenas para descobrir que não é. E como o desejo, e o medo são tão sedutores que um gajo quase se poderia sentir prejudicado e frustrado por os seus planos/desejos saírem frustrados.


Há um ano, regressei do Arizona no vôo planeado. Este ano, fico mais uns dias em Bali além do previsto, enquanto não tenho passaporte nem autorização para sair do país.


O ano passado, tive uma experiência magnífica por ter ensinado, aprendido e servido a comunidade astrológica — e ter feito novas amizades com pessoas incríveis, irmãos de Caminho.


Este ano também.


De onde se prova que há tanto que se repete,


Sem nunca


Se repetir


Repetir


Porque ir, vir e ficar


Sem repentar


É amar


Y amar... es Vivir *


Vi_viu?


... e pronto. Isto, para dizer que o post que se segue tem um ano, e que aquilo era "eu" com ainda menos uma voltinha da espiral. Havia já lá qualidades, no entanto, que mais um ano em riba ajudaram a florescer um nada mais.


Man!... Pró ano... Pró ano... Pró ano, nada espero. Espero tudo. Nada quero. Aceito tudo.


... talvez isto ajude a legendar a razão pela qual a minha citação preferida (se é que é possível escolher uma possibilidade no meio de tantas, quando cada uma nos oferece um diferente reflexo particular do imenso Um: 13 luas para cada sol; 12 meses para cada ano; várias formas para cada Princípio; 12 Signos para cada Um; milhões e milhões de vidas que expressam a mesma Uma Vida)


... e ainda assim gosto muito desta (enfim, são estilos particulares; as idiossincrasias de cada personalidade)


que é a legenda, e a resolução, do tema que todos os anos, por esta altura, a Vida me convida a clarificar


(a Liberdade: além do Desejo, e do Medo)


... foi o que o Nikos K., o escritor grego, mandou escrever na sua lápide:


"Nada temo. Nada espero. Sou livre".


... ai meu deus, e agora? Será que chega a autorização para viajar antes que morra aqui, de paz ou prazer? Ou deverei já começar a rezar o mantra da libertação que aprendi com o Calvin & Hobbes,


que resulta mesmo bem,


"... que se foda!"


(é a versão infantil do "faça—se Amor!". Mas o Calvin ainda não tem idade, nem tem como, nem experiência, para isso. Porque quando tiver, será mais do que um desejo: será a sua responsabilidade *)


Bem,


... desculpem lá fod*r—vos a paciência com isto. Estou à espera de autorização para seguir Viagem... E enquanto não sigo para fora, a minha trip é por dentro.


Dentro, fora... Que disparate. Nem parece que já sabes o que significa Balança na Vida. E olha que o Sol... tá—se a pôr nela.


(será feio também querer? Por-se na Balança, digo? Há Balanças tão bonitas... Não é desejo. Nem é medo. Nem sequer tédio. Nem para levar a serio. É só uma brincadeira inconsequente e oportuna, tal como a Vida faz connosco: mesmo que a neurose não permita senão levá—la demasiado a sério.


E por esta altura já deveria ser claro o que é que é para ser levado a sério, e o que é que pode e deve ser levado pelo que é — Leela, a brincadeira dos deuses. Ou talvez não.

Talvez precisemos esperar que o Sol regresse a Capricórnio novamente, para clarificarmos o que é realmente importante... E o que não é para ser levado a sério * por exemplo, não levo demasiado a sério ter escrito isto. Levo a sério o facto de ter sido escrito. E levo a sério que alguém possa lê—lo. Não levo a sério que o façam ou não: levo a sério ter eu feito a minha parte para que o possam fazer: se assim o quiserem)


Não levo a sério mas gostaria; but then again: no fundo, no fundo, e no Grande Esquema das coisas,... o que é que isso interessa? :D

"Nada temo. Nada espero. Sou livre".

... ou talvez não. Pelo menos, não enquanto todos os Seres nada esperem... e nada temam.

- tá visto, não está? Que belo projecto para o resto da Encarnação. É o que se chama ir de Urano para Neptuno.

 ... falta só chegar a Urano. E depois, ter visto... e seguir.

Depois de Urano... Neptuno é a proxima paragem. Provisoria. Como tudo o que é... Vida *

Enviar um comentário