19 de agosto de 2015

Manifesto



Escrevi este manifesto para mim próprio, para poder lê-lo e relê-lo quando preciso de me recordar a mim própri@ de mim. Quando releio o manifesto, renovo os meu votos: vivo de acordo com a minha consciência e em paz, de bem com as decisões a cada passo, totalmente presente, e consciente de cada momento em que me faço (o único momento em que o posso por via do tempo e do espaço), fazendo-me presente assim, e às escolhas conscientes, fazendo conscientemente das escolhas os presentes com que me faço.


Há tantas possibilidades diferentes para viver... eu aceito que cada um é livre para escolher viver como quer; incluindo eu. Sou livre de escolher como quero viver, e sou responsável pela forma como vivo. Sou totalmente livre para escolher, e totalmente responsável pelas consequências das minhas escolhas - pois é nessa responsabilidade que encontro o poder da minha liberdade.

Há até quem escolha não escolher: escolhendo assim não assumir o poder da sua própria responsabilidade - ou a responsabilidade do seu próprio poder. E eu aceito que cada um faça como escolhe, como pode, e como quer, e eu escolho escolher o que a minha Consciência me_dita.

Por exemplo, há quem viva exclusivamente segundo os seus cinco sentidos físicos. Eu, quando observo todas as experiências internas que não se explicam pelos sentidos físicos, ganho consciência de que a existência provém de algo absolutamente não-físico. Os meus pensamentos, por exemplo. De onde vêm, como se formam, onde estão os meus pensamentos? Não é com os sentidos físicos que consigo percebê-lo. Aceito, por isso, e reconheço a Fonte de toda a criação por detrás de tudo quanto existe, sustentando toda a manifestação, desde níveis muito além do que os meus sentidos físicos permitem captar.

Há quem acredite que está só, e não se abra à ideia de sermos orientados por mestres, inspiração divina, e outras formas de inteligência não-física. Eu entro regularmente em silêncio, pedindo orientação superior, e ao suspender o meu próprio cepticismo entro em contacto com a essência profunda e a inteligência criativa que me acompanham sempre.
 

Há quem se volte para os poderes externos para dominar e controlar o mundo físico. Eu dedico-me antes ao desenvolvimento das minhas próprias capacidades, para afinar o intelecto, o coração e o corpo físico e assim a minha capacidade de produzir valor, partilhar toda a minha riqueza interna e servir o mundo a partir de quem sou.

Há quem se sinta separado e à parte de todas as outras pessoas, dos animais, da natureza, do mundo ao seu redor. Vivem como se não estivessem ligadas com tudo, como se não pertencessem à mesma teia fundamental. Para mim, estamos todos ligados, e a forma como trato os outros é a forma pela qual me trato a mim mesmo. Por isso, também
sei que é inútil definir os outros a partir dos meus julgamentos, e que quando defino os outros estou, na realidade, a definir-me a mim mesmo.

Há quem interprete a vida como uma rede de causas e efeitos. Eu reconheço a existência de um poder superior a actuar no Universo por detrás da mera aparência de causalidade, e cada vez me é mais fácil reconhecer a inteligência subtil do Universo.


Há quem se mova por realizações pessoais, conquistas, e aquisições. Eu sou movido pela ética, pela serenidade e por maior qualidade de vida, porque para mim a vida é muito mais grandiosa do que qualquer sucesso passageiro. O meu valor essencial vem do que que sou capaz de dar de mim próprio, e não do que sou capaz de acumular. É muito mais rico, o meu imaginário, do que qualquer inventário.

Há quem não tenha lugar na sua consciência para a prática da meditação, nem tempo para aquilo que alimenta o espírito. Eu não concebo a existência sem cuidar da vida interior e entregar-me aos meus momentos de contemplação, prece, e silêncio.

Há quem não valide, nem sequer escute, a sua intuição. Eu exercito continuamente, respeito e confio na minha intuição, porque essa é a forma do meu diálogo permanente com Deus.

Há quem rejeite o mal, buscando combater e eliminar o que considera ser ou encarnar o mal. Eu sei que tudo o que odeio ou combato me enfraquece, e tudo a que sou favorável me apoia e fortalece. Eu sou a favor do bem, não sou contra o mal. Quando rejeito o mal, participo do mal que rejeito.

Há quem não tenha tenha um senso de respeito pela Vida, e não se sinta em nada responsável pelo Universo à sua volta. Eu respeito e reverencio a Vida com gratidão, não rapino da Terra mais do que necessito, e devolvo ao universo, sob múltiplas formas, mais do que aquilo que tomo emprestado.

Há quem viva repleto de ressentimentos, hostilidade e ânsia por vingança. Se eu quisesse, também teria motivos para alimentar a negatividade em mim. Mas eu sei que o perdão e a aceitação são simultaneamente o objectivo, a condição e o resultado mais elevado de uma vida plena e amorosa. Sei que o verdadeiro sofrimento não nasce do que os outros me fazem, mas da minha própria recusa em aprender o que os outros me vêm ensinar.

Há quem acredite viver sufocado por limitações "do mundo real” e não sinta ter poder nenhum para co-criar a sua própria vida, interpretando os milagres à sua volta como acontecimentos casuais e fortuitos, derivados da sorte ou do acaso, ou nem sequer reparando neles. Eu acredito em magia e nos milagres, quando me alinho com a minha essência e me abro à orientação divina.


Há quem não confie em nada que não possa controlar, influenciar ou manipular.  Eu escolho exercer o antes o auto-controlo, perante a frustração, do que tentar controlar as circunstâncias. O meu poder é mais forte quando me lembro que tudo é possível, quando confio, quando me rendo, e me deixo guiar.

A minha fé no Universo é cada vez mais incondicional: e sei que a força da minha fé não depende tanto da minha escolha de ter fé, mas da fé que é depositada nas minhas escolhas. É que quando vivo no Coração, e me lembro que sou todo o Universo, todo o Universo se cumpre através das minhas próprias escolhas, e todo o Universo confia, e se entrega, e me suporta enquanto eu me torno Universo.

E é a minha vida, afinal, e a prova viva desse processo.

assinado,
eu 



Este "Manifesto", que já teve outros nomes, tem vindo a reescrito por nUno Michaels ao longo dos anos a partir do "Dodecálogo Espiritual" de Wayne Dyer, texto que serviu de inspiração e ponto de partida. É, porém, um texto original e distinto do que lhe deu origem, pelo que qualquer um deles (quer o "Manifesto", quer o "Dodecálogo") é propriedade intelectual do seu autor respectivo.

Já não me lembro onde li o "Dodecálogo", mas se quiser partilhar este texto, está autorizad@ a fazê-lo, com a condição de atribuir correctamente os créditos autorais e o link para esta página. Assim, quem concordar e subscrever este manifesto pode vir também fazer like ;-)

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