18 de agosto de 2015

Júpiter em Virgem: o deus das pequenas (grandes) coisas pt. 4/5



Carle Van Loo - Júpiter e Antíope



Conforme prometido (Júpiter é sempre uma espécie de promessa),

é nesta quarta e (esperemos!) última parte do artigo dedicado ao ingresso de Júpiter em Virgem – artigo que estou eu próprio a descobrir de que trata, à medida que o escrevo (and how Jupiter is that?) – que abordamos as manifestações, expressões e ressonâncias mais prováveis e naturais de que Júpiter acabado de entrar em Virgem é semente, e que virão, com o tempo, a encontrar formas mais ou menos espectaculares, evidentes, gritantes, ou discretas, de se manifestarem até que nos cheguem aos ouvidos, à percepção, ao conhecimento, às notícias, ao concreto, à 3D, à consciência colectiva da massa, e assim nos caírem no colo, na sopa, e se materializarem – ou não! -, dando-nos sempre, e independentemente do resultado, material para pensar, reflectir, observar, conferir, contrastar, equacionar, rever, e aprender sobre este tremendo mistério que é a Vida, e sem o qual – mistério – nem de Vida apetece chamar.

É que estas sementes, evidentemente, por muito sentido que possam fazer do ponto de vista abstracto, e por muito que sejam coerentes com o simbolismo dos princípios envolvidos, são impossíveis de antecipar com exactidão: quer na forma, quer no nível de manifestação, quer até na sua própria possibilidade de manifestação – se o futuro fosse possível de antecipar no presente, isso implicaria que o presente abarca o futuro: e isso é a negação da própria ideia de futuro.

E se a Astrologia permitisse prever com exactidão o futuro, não andaríamos há centenas de anos a debater a sua “cientificidade”. Simplesmente, porque os princípios em que a Astrologia se baseia não são tão líquidos, lineares, inequívocos, unidimensionais, manipuláveis, replicáveis, quantificáveis, como os processos e os métodos nos quais os homens têm procurado o conforto securizante da “ciência”.

- e chegar a um acordo entre estas duas dimensões (o mundo simbólico, metafórico, e potencial de possibilidades e das ideias, e o mundo racional, literal, e factual dos significados e das formas) não deixa de ser, em si próprio, um processo de Júpiter em Virgem: a integração das polaridades que no cérebro humano, por exemplo, se expressam através das “tendências” dos seus dois hemisférios; o esquerdo tendencialmente mais lógico e linear, o direito tendencialmente mais holístico e simbólico. Não esquecer, portanto, que o “truque” é a integração e a comunicação entre ambos, para que as sinergias ocorram e o seu potencial assim se cumpra. Não esquecer, portanto, da importância do corpo caloso – um corpo é tão mais calejado quanto mais experiências já teve que integrar –

E pronto. Além disso – se para tanto nos chegar o engenho e a arte – tentaremos também, antes que o artigo se acabe e sem precisarmos de lhe acrescentar uma quinta parte, sugerir, propôr e infiltrar de entremeio (vamos ser virginianos e dizer antes “inocular”) no leitor algumas sugestões de como podemos honrar a chegada destas energias às nossas vidas, individuais e colectivas.

E vejamos – finalmente! - algumas das expressões prováveis de Júpiter em Virgem antes que ele chegue a Balança.

Virgem é um signo ligado com trabalho, aperfeiçoamento, diligência, eficiência, humildade, saúde, cura, integração psico-somática, rotinas e hábitos diários (de trabalho, de higiene, de manutenção); um signo ligado com a Terra e sua produtividade, com a natureza e sua pureza original antes de ser explorada, contaminada, racionalizada e estruturada pela ambição humana (enter Capricorn), com o aperfeiçoamento dos seus frutos, e com o aperfeiçoamento – em suma – de tudo aquilo que o pode ser. É por isso que chamo, nos textos deste blogue, ao Dom de Virgem o do Aperfeiçoamento e introduzo o conceito japonês de kaizen.

Neste sentido, todos os métodos, processos, ferramentas, práticas e técnicas de (auto)aperfeiçoamento caem sob a regência de Virgem; assim como – a mente astrológica exige realmente uma meta-ordem de raciocínio, mais do domínio da metáfora, do símbolo e da poesia do que da ciência, da lógica racional, linear e literal – os animais domésticos, as coisas pequenas, colaboradores e empregados, enfim, tudo o que faça parte do nosso dia-a-dia de funcionamento no mundo prático.

E agora sim. Estamos prontos a “brincar” com os significados.


Aperfeiçoamento da fé

Júpiter em Virgem simboliza a necessidade de aperfeiçoarmos o “nosso” Júpiter - de maneiras práticas, concretas, reconhecendo humildemente nossas imperfeições, falhas e zonas de sombra (principalmente nos assuntos “jupiterianos”) – e a tomada de medidas para as remediar, curar, melhorar, clarear, enfim – sanar.

Que é como quem diz: os nossos valores, as nossas crenças, as nossas apostas estarão sob escrutínio, e todos teremos oportunidade de as ajustar à realidade, sem deixar – no entanto – que a “realidade” limite, ou esgote, a nossa capacidade de acreditar no que está além dela.


Cuidado do Espírito


Virgem representa cuidados de ordem prática, e Júpiter simboliza fé na Vida do Espírito. Júpiter em Virgem é portanto altura de cuidar da nossa fé, de forma prática, eficiente, resoluta, responsável, e dedicada.


Espírito-Mente-Corpo

Virgem é um signo relacionado com trabalho, eficiência, saúde, e integração psico-somática: quando as tensões psíquicas, emocionais, vitais, espirituais, não são reconhecidas, nem atendidas, mas pelo contrário ignoradas, silenciadas, e reprimidas; quando estagnamos em maneiras pouco adaptativas de funcionar no mundo e nos recusamos a aprimorarmo-nos continuamente; quando insistimos em padrões não-regenerativos de funcionamento que nascem da falta de integração interna e da fragmentação psíquica, ou da nossa miopia espiritual, todas essas tensões tendem a manifestar-se como problemas de saúde – de enxaquecas a acidentes, cancros, imunodeficiências, depressões, fobias, doenças degenerativas, etc.

Com Júpiter, regente de Sagitário e de Peixes, a transitar por Virgem, teremos oportunidade de compreender – colectiva e socialmente falando, digo, porque já há no mundo muitos indivíduos que (e passe a redundância) individualmente o compreenderam -, não só o “significado” e o “sentido maior” de todas essas manifestações, mas acima de tudo a íntima relação entre o “invisível” mundo da Água, e das emoções (o mundo interno) e do mundo “externo”, corporal, e manifestado.


Novas dimensões, princípios e técnicas de saúde e cura

Aprenderemos, também, e seremos cada vez mais ensinados, sobre o poder da fé, da oração, da meditação, de estados alterados de consciência e dos chamados “milagres” sobre a saúde, a cura, e as remissões espontâneas. Porque Peixes rege os oceanos e as drogas, e Virgem as técnicas e conhecimentos de saúde alopáticas, homeopáticas, complementares e alternativas, a fitoterapêutica e tudo o que mais possamos querer encontrar nessa nebulosa (i.e., nesse largo conjunto e espectro), podemos esperar descobrir novas drogas e novos usos para drogas já conhecidas, plantas e algas, e estas ganharão um papel cada vez mais importante na prevenção e tratamento de diversas enfermidades.

Novas técnicas de cura, de inspiração ou natureza mais “transcendente”, mística ou proveniente de outros planos, planetas, estrelas ou esferas, podem também chegar ao planeta e começarem a ser disseminadas – por uma minoria, inicialmente, como sempre acontece com tudo o que é avant la lettre, que é como quem diz, “muito à frente” para ser conhecido, compreendido ou aceite pelas massas da humanidade.

Mas não só: Júpiter rege as crenças, e Virgem tudo aquilo que se plasma no corpo. Depois da passagem de Júpiter por Virgem, começará a ser lugar-comum aceitar o poder que os nossos pensamentos, e crenças, têm sobre o nosso bem-estar, incluindo a própria saúde e condição física. Isto já muitos de nós sabemos: mas o que, creio, será específico de Júpiter em Virgem, é que isto se tornará cada vez menos uma questão de “” e cada vez mais uma evidência.

E porque Peixes (signo de Júpiter) rege também a música, os perfumes, e uma certa dimensão de toda a sensibilidade artística, imagino que as terapias baseadas nestes princípios (aroma terapia, cromoterapia, arteterapia, musicoterapia, etc.) ganharão mais e mais terreno como alternativa e complemento “legítimo” às práticas mais consensual e genericamente utilizadas.


O portentoso minúsculo ADN

Porque Virgem rege o infinitamente pequeno, creio que serão activadas e descobertas mais das potencialidades adormecidas no ADN humano; novos usos e aplicações para as descobertas científicas já conquistadas, e novas revelações nos chegarão provenientes desse mundo imenso que jaz por descobrir no nano-mundo das moléculas de ADN.


Miniaturização e globalização

E quem fala no minúsculo mundo do ADN, fala também de tecnologia: se Virgem simboliza a eficiência, Júpiter as grandes viagens e a globalização, e o nosso mundo (a nossa “aldeia” já “global”) é eminentemente tecnológico, informacional, e comunicacional, podemos esperar avanços significativos nestas áreas, em particular na contínua miniaturização dos nossos dispositivos e aparelhos: informática, telecomunicações, etc. beneficiarão também desta passagem de Júpiter por Virgem, contribuindo assim, e cada vez mais, para a globalização do planeta. Cada vez mais próximos, digo, de nos reconhecermos como membros da mesma família partilhando e convivendo num único quintal comum.


Abençoados os Homens e as Mulheres de Boa-Vontade

Júpiter e Virgem têm algo de muito especial em comum que pode ter resultados extraordinários, desde que vivido com o “espírito” certo e a atitude genuinamente despojada que caracteriza esta dimensão específica da riqueza humana a que me quero referir: Júpiter em Virgem representa um boost de Boa-Vontade; quero dizer, Júpiter traz o optimismo, a generosidade (no limite, o paternalismo), a magnanimidade. Virgem entra nesta equação com a sua diligência, o seu espírito de serviço, e a vontade de melhorar o mundo e servir as pessoas.

Júpiter em Virgem é, por isso, prenúncio de um período em que mais gestos de Boa-Vontade se multiplicarão pelo mundo, e se desmultiplicarão, eles próprios, como recompensas para os seus próprios agentes.

Mais pessoas a fazerem mais bem a mais pessoas, e recebendo inevitavelmente em troca (não tanto por recompensa, mas por uma rigorosa e inalienável Lei Universal do Karma) o enriquecimento das suas próprias vidas. Mesmo que esse enriquecimento não seja evidente, directo, palpável, mensurável ou reconhecido pelos “de fora” – quem faz o bem só pode ficar ainda melhor.

- o que nos abre já a porta para uma sugestão infalível: mesmo que esteja no pior momento da sua vida, e sabemos que há momentos bem difíceis, procure esquecer-se por um instante das suas próprias dores e problemas, olhe em volta, e pergunte-se como pode ajudar, e a quem. Pode ser com gesto muito simples. Um sorriso. Uma moeda. Desviar-se para dar passagem. Ajudar um idoso com um saco de compras. Tratar um empregado pelo nome próprio (para que é que acha que os funcionários andam com chapinhas ao peito com o nome escrito? É só para serem identificados nas reclamações? Deixe-se disso. Isso era quando estava o Saturno em Virgem. E não espere que as plaquinhas fiquem maiores – embora Júpiter possa vir a expandi-las)

Preste atenção quando chega à recepção de um hotel, a um restaurante, quando entra num taxi, numa repartição pública, quando interage com alguém para tratar de qualquer assunto que lhe diga respeito: não é só um personagem do seu drama pessoal que está ali à sua frente, alguém que a vida providenciou para tratar dos seus problemas e necessidades subservientemente, só porque alguém lhe paga para isso e é seu “direito”; é um outro eu – tem um nome, uma família, uma história, uma biografia, objectivos, sonhos, traumas, dificuldades, dúvidas, medos, fantasias, esperanças, e você não tem ideia nenhuma do mistério que cada cara, cada nome, cada pessoa encerra (ou tranca). Nem precisa de saber isso tudo: basta saber o nome desse seu outro eu – e ser gentil, como gostaria que fossem consigo se os papéis estivessem invertidos.


“Se queres aumentar, torna-te menor”

Não é só porque fica bem citar Lao-Tsu, um dos mais importantes autores do Taoísmo, que introduzimos este capítulo. É porque este, acreditamos, é mesmo uma das ideias mais importantes a considerar com Júpiter em Virgem: a expansão (o crescimento), a sorte – a Fortuna - vem com a humildade.

Pense nisto: Virgem, signo do aperfeiçoamento, é o signo que está a meio caminho entre Leão e Balança. Leão é o signo da identidade pessoal e do orgulho em si próprio.

É o signo em que nos descobrimos – ou começamos a cumprir - como unidades integradas,  criativas, significativas, com direito a ocuparmos espaço (melhor ainda, o palco) e a sermos quem somos, vistos, aceites, reconhecidos – e idealmente aplaudidos - por isso. É o signo em que nos ocupamos de nós próprios – e os outros, idealmente, também. De nós, digo.

Nós rugimos e os outros encolhem-se. Nós brilhamos e os outros aplaudem. Nós dizemos as piadas e os outros riem. Nós vestimos a camisa exuberante e os outros reparam. Nós oferecemos a prenda maior e os outros agradecem. Nós fazemos, e damos, e proporcionamos, e oferecemos, e os outros não têm nada que agradecer – desde que saibam que fomos nós que demos, e se sintam gratos, e não tirem os olhos de nós, e não nos abandonem ou ignorem,  porque afinal – é o mínimo que podem (ou devem!) fazer, perante tanta generosidade.

Nós postamos selfies no facebook e os outros fazem like. E muitos outros, para não serem menos que nós, fazem like us. Postamos instantâneos que captam milésimos de segundos nas nossas pequenas vidas e dos nossos pequenos mundos, e que ali ficam (Leão é um signo Fixo, e tudo o que é fixo dura, dura, dura...) como uma montra do melhor de nós (quantas vezes é preciso ensaiar uma pose espontânea?).

Como dizia o Erasmo de Roterdão no seu “Elogio da Loucura”, “nada quadra tão bem a moria (a loucura) como soprar nas trombetas da fama e auto-elogiar-se”. Mas em Leão não se trata de moria. Trata-se de uma etapa necessária. De ser vivida, gozada, integrada, e transcendida.

Leão é o signo em que o centro somos nós. Ocupamos o centro do palco, e os outros aplaudem, agradecem, e podem sentir-se uns felizardos por terem a oportunidade de nos verem e de nos aplaudirem.


Encontram-se dois amigos, e diz um deles: “mas que maravilha! Que pessoa magnífica, extraordinária, fabulosa, ímpar, fora de série...” – e antes que o outro pudesse dizer qualquer coisa, ainda rematou: “mas chega de falar de mim. E tu, como estás?”


- é claro que estou a falar das versões mais egocêntricas, mal-resolvidas e mal-amadas das energias de Leão, mas estou a caricaturar de propósito, para sublinhar que para Leão somo nós próprios, de certa forma, o alfa e o omega. E todos somos, e “temos”, Leão algures, com sua correspondente necessidade de reconhecimento, significância, e aplauso, dentro de nós.

Além de que esta é uma etapa absolutamente fundamental do desenvolvimento psicológico e emocional, antes de podermos avançar para níveis mais complexos e sofisticados de desenvolvimento humano; no meu modelo psico-astrológico, sem um signo integrado (o Leão que me desculpe, mas isto é válido para qualquer signo), os signos subsequentes vão sempre funcionar aquém do que precisam, podem, e do que é necessário para se cumprirem. Isto é, para poder integrar Touro preciso antes ter integrado Carneiro minimamente, e Touro é condição para integrar Gémeos, etc.

Leia sobre o Dom do Brilho, se ainda não o fez, para clarificar alguns aspectos desta necessidade fundamental, antes de continuar. E deixe-me recordá-l@ onde ficámos:

Em Leão, somos nós o alfa e o ómega.

A frase “quem não está comigo, está contra mim” foi, provavelmente, proferida pela primeira vez – e ecoa ainda, ainda que inadmissivelmente, em muitos outros de nós – por um Leão egocêntrico, auto-centrado – e paranóide. É relativamente difícil, para a energia imatura de Leão, não intepretar de forma pessoal aquilo que se passa ao redor.

Em Balança não. Balança é o signo em que os relacionamentos com os outros, e já não nós próprios, é o foco. Partilhar, equilibrar, negociar, fazer concessões, encontrar o outro a meio caminho é a natureza de Balança. Se Leão é o “ego” (eu), então Balança é o “alter-ego” (outro eu), que é como quem diz, tu – como parte integrante, e tão fundamental quanto eu próprio, de um “nós”.

Balança é o signo em que começamos a crescer, a descobrir-nos e a ampliar-nos através das relações humanas correctas – e das aprendizagens que aquelas implicam.

E Virgem?

Virgem é o processo de preparação, aperfeiçoamento, da identidade leonina para poder relacionar-se com os outros sem estar ofuscado consigo próprio. Virgem é o signo/etapa em que limamos as arestas da nossa própria personalidade, aquelas que nos impedem de “encontrar” o(s) outro(s) – ou de os reconhecer como outros Leões de seu próprio direito, que é como quem diz, como indivíduos em si mesmos e não apenas extensões de nós próprios, aliados porque nos agradam ou inimigos porque frustram a auto-imagem que de nós próprios queremos ter.

Então Virgem é um signo de preparação: através da humildade, do serviço, do auto-aperfeiçoamento, da diligência, da vontade em contribuir para deixar o mundo um nadinha melhor do que como, e quando, o encontrámos – assim se cumprem as energias de Virgem (a alternativa a isso sendo o espírito crítico, o julgamento, a insatisfação, o “nunca” “nada” está suficientemente “bem”, “limpo”, “organizado”, “definido”, “arrumado”, “claro”, etc.).

Em Leão brilha-se. Ruge-se. É-se o rei da selva (da nossa selva, pelo menos). Impõe-se a autoridade. 

Em Balança não. Em Balança relacionamo-nos. Negociamos. Partilhamos. Vamos ao encontro. Trocamos. Sem nunca trair a autenticidade conquistada em Leão (ou nunca saberemos realmente como é para nós verdade, genuíno e autêntico sermos e relacionarmo-nos), mas libertando-nos da prisão narcisista que nos impede de ter relacionamentos verdadeiramente humanos com os outros. É que enquanto não formos autênticos, temos que ser “especiais”, significativos e importantes – para os outros, isto é, já que não o somos para nós.

E em Virgem aprendemos, de certa forma, a “domesticar” o animal – ou não fosse na tradição astrológica Virgem o signo dos animais domésticos – para nos relacionarmos, em Balança, como verdadeiros seres humanos. A partir do seu próprio centro, e encontrando o outro a meio caminho.


Uma preparação oculta para mais Amor

Pense nisto – no ingresso de Júpiter em Virgem – como uma oportunidade de nos tornarmos mais “humanos”, de trabalharmos aspectos excessivos ou desnecessários das nossas personalidades (não é que sejam totalmente desnecessários, ou não estariam “lá”, “aí”, “aqui”, ou lá onde estão) e, por essa via, prepararmo-nos para podermos vir a experienciar relacionamentos mais conscientes, correctos, equilibrados – uma espécie de aprendizagem, ou de “preparação oculta”, para mais Amor.

E quando no futuro, no momento de Júpiter entrar em Balança e todos os posts astrológicos na net e no facebook começarem a apregoar que vamos todos encontrar o amor, a alma gémea, a solução para todos os desafios relacionais, @ parceir@ perfeit@, etc. (porque é o que vai acontecer - em muitos círculos, ou consciências, pseudo-astrológic@s, a “interpretação” de Júpiter em Balança será a de uma Era de Amor, de encontros magníficos, e de relacionamentos perfeitos: a miopia, i.e., o (des)conhecimento das pessoas torna-as aborrecidamente previsíveis – e perigosas, para quem as leve a sério)

Nessa altura, dizia eu, e quando não lhe estiver a cair no prato a porção de “amor” ou o tal relacionamento magnífico prometido pelos planetas (ou melhor, por seus humanos intérpretes), pergunte-se honestamente a si própri@ se fez realmente o seu melhor para se tornar mais disponível, amoroso, atento, solícito, humilde, comprometido com o seu próprio desenvolvimento como ser humano – e, em simultâneo, menos egocêntrico, exigente, insatisfeito, picuínhas, rígido, neurótico e fascinado com o seu próprio umbigo.

É que na Vida, dificilmente encontramos o que não somos – não só porque, como dizia a Anais Nin, “nós não vemos o mundo como ele é. Nós vemos o mundo como nós somos”,  ou como dizia o Goethe “Um Homem encontra no Mundo aquilo que transporta no seu próprio Coração” - mas porque para “encontrar” Amor, precisamos ser Amor. O Amor não se “recebe” nem se “encontra”: dá-se. Faz-se. Produz-se. Levando paz aonde havia guerra, reconciliação aonde havia conflito, alívio onde havia sofrimento.

Como reza a oração de São Francisco de Assis:


« Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre,
fazei com que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se nasce para a vida eterna.»


De modes que,

Enquanto Júpiter não chega a Balança,

É através de Virgem que se faz o Amor.

Virgem é o signo dos animais de pequeno porte. Júpiter rege os cavalos. De repente, ocorre-me que Júpiter em Virgem pode trazer maior consciência, sensibilização e até legislação para proteger os direitos dos animais e da natureza. A consciência ecológica. O trabalho das associações de protecção de cães, gatos, e outros animais, estará em destaque – beneficiada? É bem possível.

E também é capaz de representar – Júpiter em Virgem com Saturno em Sagitário, digo, porque estas coisas são todas indissociáveis umas das outras - um convite (um convite irrecusável: um convite dos céus) a rever legislação específica, por exemplo, sobre touradas. E matadouros. E formas de produção industrializada de carne para consumo humanos. Pelo menos, é provável que cada vez mais pessoas ganhem consciência do terrível sofrimento infligido aos animais que os nossos hábitos– literalmente, animalescos -  de consumo alimentam. Não esqueçamos que Saturno e Júpiter são ambos planetas sociais, portanto com reflexo sobre a legislação, e que Saturno em Sagitário vai legislar sobre aquilo que Júpiter traga à sua atenção.

Vem-nos à mente os transgénicos. Organismos geneticamente modificados. Monsantos, e companhia. A toxicidade dos produtos que agricultores em todo o mundo estão a ser “convidados” a utilizar na agricultura.

O direito individual à recusa da vacinação de adultos e crianças im(pro)posta pelos Estados, ou pelos seus agentes os médicos institucionais, ou pelos seus titereiros, os lobbies dos laboratórios farmacêuticos. Que é só mais uma forma de começarmos a recusar pesticidas tóxicos nos (corpos dos) filhos de Gaia.

O desenvolvimento (ou a proliferação) de comunidades e mercados de produtores locais, de agricultura orgânica, ou sustentável, quem sabe sensibilizando e despertando mais e mais da opinião pública, e criando consumidores mais atentos, para os malefícios do uso massivo de venenos que servem apenas para permitir produzir rapidamente, sem prejuízos (imediatos, pelo menos para os produtores, e apenas para alimentar a ambição e a ganância humanas) e em grandes quantidades, aquilo que ingerimos.

A saúde será aliás, como já é mais do que evidente por esta altura, um dos grandes focos deste trânsito de Júpiter por Virgem (principalmente porque Saturno se encontrar, em simultâneo, em Sagitário, “fiscalizando” tudo aquilo em que Júpiter vá pondo o seu foco iluminado e revelador).

E por isso (e porque é um assunto que me interessa há muito tempo, e cada vez mais), permito-me escrever mais umas linhas sobre o assunto.


A saúde nos tempos de Júpiter em Virgem

Correndo o risco de me repetir, Júpiter traz sabedoria, compreensão, ampliação de horizontes, e uma visão mais ampla, sábia, filosófica – ou, no mínimo, “informada”.

Isto significa que, pelo menos na nossa sociedade de abundância alimentar (abundância em termos de quantidade, disponibilidade, e variedade de oferta – não necessariamente em qualidade), mais e mais pessoas vão começar a “abrir a pestana” para o que estão a fazer com a sua saúde: através das suas “dietas” (v. parte 3 deste artigo), rotinas, hábitos, pensamentos, crenças, e estilos de vida.

Não falemos para já das mudanças que começaremos a ver no mundo do trabalho (maior necessidade de equilibrar trabalho e tempo livre rumo a maior qualidade de vida, mais trabalho voluntário, down-sizing e optimização de processos, mais iniciativa individual e engenho na maneira de prestar e apresentar os seus serviços à sociedade e aos outros – a necessidade aguça o engenho, sim? -, e algumas outras nas quais não me quero perder agora).

Foquemo-nos na saúde – alimentação – nutrição – exercício – e relação com o alimento (Virgem).

E recordemos ou saibamos, por esta altura, que Júpiter rege os nossos mecanismos de recompensa – isto é fundamental para compreendermos o raciocínio seguinte.

Os nossos mecanismos de recompensa tendem a ser muito emocionais, subjectivos, inconscientes, e grandemente comandados pela neuroquímica – mais, penso ser seguro afirmar, do que por decisões racionais. Quando temos fome, por exemplo, o cérebro comanda que ingiramos açucares, e de preferência rápidos, porque para o cérebro é da nossa sobrevivência que se trata. Recordemos que o nosso cérebro tem milhares de anos e está largamente programado, desde os nossos antepassados caçadores, para comer o mais que puder, quando há, porque nunca se sabe quando vai haver comida outra vez.

E quem diz açucar, diz gordura – precisamente pelo seu valor calórico. Num grama de gordura há 9 calorias (Kcal), ao passo que num grama de proteína ou hidratos existem 4. E – vamos dizê-lo outra vez – o nosso cérebro está programado, desde há milhares de anos, para acumular gordura (reservatórios de energia sempre ao dispor, para serem usados quando não há alimento) como forma de sobrevivência. É que o nosso cérebro humano não é do tempo em que havia frigoríficos em casa, lojas de conveniência abertas toda a noite, bifes de frango, bolachas e picanha a toda a hora que nos apeteça.

Por outro lado, também sabemos o papel compensatório que a comida tem, para muita gente, em termos dos seus vazios emocionais. É a chamada “fome emocional”, e não é de saciar as necessidades nutricionais do corpo que a fome emocional trata. É de tapar os buracos que não se tapam, apenas se cuidam e curam - e não é com comida. Mas, tal como os adictos às outras drogas, também a comida é uma forma de auto-medicação para a dor. Para o vazio. Para a tristeza, e a depressão. Para a falta de auto-estima. Para uma vida sem crescimento interior. Sem expansão. Eu tendo a crescer “por fora” o que não cresço “por dentro”. Ou uso o corpo e a gordura acumulada como barreira. Aos outros, penso eu. À dor, sabemos nós. Ou o tamanho da minha corpulência como intimidação. Aos outros, penso eu. Aos próprios medos, sabemos nós.

Ou então a função de controlo que muitas pessoas encontram na comida, quando não sentem ter controlo sobre nenhuma outra coisa nas suas vidas. Ou defendem-se da comida pelo que ela representa (a mãe, o cuidar, a nossa vulnerabilidade e dependência de quem nos proteja, e alimente). E por aí fora.

Este não é um artigo sobre a relação doentia que as pessoas têm com a comida. É só um dos temas de Júpiter em Virgem: a sanação da nossa relação com a comida.

E a ideia de que as pessoas não têm uma relação “racional” com a comida, nem percebem totalmente o impacto das suas escolhas alimentares sobre a sua própria vida, bem-estar, e futuro. As pessoas gostam do que lhes sabe bem. As pessoas gostam do que sacia as glândulas salivares (que pena: cinco anos nas ancas, por cinco minutos na boca). As pessoas gostam de fritos, gordurosos, e bebidas ricas em açucar, refrigerantes e álcool. Hidratos de carbono complexos, e preferencialmente de absorção rápida. Com a ingestão de calorias, sentimo-nos temporariamente melhor. Temporariamente. E cavamos uma cova cada vez mais funda, da qual ironicamente tentamos sair... à dentada.

A própria sociedade (a nossa, digo, a ocidental) se transformou numa máquina de saciar impulsos imediatos, da forma mais massificada e rentável possível para os fornecedores e distribuidores, de Hollywood ao McDonald’s, dos ídolos às novelas aos concursos-basta-ligar-enquanto-ouves-o-folclore-e-te-vendemos-calcitrin-e-o-mito-do-leitinho-para-os-ossos, sem nenhuma consideração sobre o impacto das suas estratégias de auto-engrandecimento sobre os outros e as consequências a médio/longo prazo do que andam a fazer.

Não é que tenham que o ter; cada um é responsável pelas suas próprias decisões, e ao limite de enfiar um big mac pelas goelas dos clientes abaixo, o MacDonald’s ainda não chegou. Pelo menos por enquanto. Ou melhor, pelo menos não por uma via directa. Porque que há muito tempo que andamos todos a engolir demasiada merda que nos é enfiada pela boca abaixo, depois de nos terem excitado o cérebro, e os mecanismos irracionais de recompensa – ah, lá isso é verdade.

Mas – de certa forma – ninguém nos obriga. Mas muitos nos seduzem. E nós, que temos com a vida uma relação demasiado emocional e subjectiva para aquilo que seria do nosso interesse, deixamo-nos levar.

Aplicando isto à alimentação: quantos de nós (não falo dos profissionais de áreas correlatas - porque se esses não souberem, então estamos ainda pior do que eu imaginava; falo do zézé e da maria que vão ao chupping center ao domingo matar o vício das montras e dos hamburgas) – quantos de nós sabem o que são os nutrientes essenciais na alimentação? Quantos de nós conhecem as suas necessidades energéticas diárias? Quantos de nós olham para os rótulos dos produtos antes de os comprar, para ver os níveis de gorduras (saturadas, insaturadas e trans), açúcares, proteínas, vitaminas, glutamato monossódico, sal, hidratos de carbono, gluten, fibra, quantidade de calorias, etc? E quantos de nós sabem as implicações de tudo isso para a nossa saúde?

Quantos de nós conhece a sua taxa de metabolismo basal, o seu índice de massa corporal, as suas percentagens de gordura corporal e visceral...? quantos de nós sabem como funciona – minimamente – o metabolismo e a digestão dos alimentos? O que acontece quando nos privamos de... ou nos enchemos de...? Ou comemos sempre a mesma...?

Quantos de nós relaciona os seus níveis de vitalidade, de funcionamento cognitivo, capacidade de concentração, energia disponível, com o que come, o que dorme, o que repousa, o que medita, o que exercita, o que relaxa, o que inspira? E a relação da comida com as emoções? E com as horas do dia e o ritmo circadiano?

Quantos de nós não se adoecem, e se curam, essencialmente através daquilo que comem, pensam, sentem, e fazem da sua vida?

Quantos de nós reconhece a importância do sono, do exercício físico, do equilíbrio entre todas as dimensões da vida (espírito / mente / emoções / corpo)? Quantos de nós conhece – e respeita – o seu dosha (“tipo”, de acordo com a medicina ayurvédica?) Ou – mantendo-nos no ocidente -, quantos de nós sabe se é mesomorfo, ectomorfo, ou endomorfo?

Quantos de nós sabem e conhecem um mínimo sobre como funciona o seu próprio templo, para o conservar e cuidar o melhor possível? Às tantas, é mais importante cuidar do templo do que andar a papaguear om om om e a sentir-se quase a levitar - entre duas coca-colas... red bull, ou lá o que é, quando não é dia de sair à noite?

Quantos de nós sabe que alguns dos principais venenos que podemos ingerir são o açucar, o álcool, alimentos processados, sal, gorduras saturadas, comida em excesso? Quantos de nós, viciados em todas estas merdas, somos ligeirinhos a apontar o dedo a quem fuma, ou a quem usa substâncias ilegais?

Quantos de nós reconhece que as principais causas de morte no mundo ocidental estão ligadas com o excesso nos hábitos alimentares, e uma profunda falta de respeito pelas necessidades mais essenciais do corpo?

E quantos de nós, sabendo isto tudo, consegue ir além dos seus próprios mecanismos irracionais de recompensa imediata, para ser capaz de fazer um bom trabalho por, e a, si próprio?

Depois da passagem de Júpiter em Virgem, provavelmente, muitos mais.

Amen.

E que assim seja.


Encontrando riqueza... no meio da m**da

Talvez seja interessante saber, também, que Virgem rege os intestinos e Júpiter o fígado. As funções destes orgãos interessam-nos, também, a nível simbólico, se queremos compreender o que está em causa, em questão, e presente como oportunidade durante a passagem de Júpiter por Virgem.

É nos intestinos (Virgem) que grande parte dos nutrientes provenientes da alimentação são absorvidos, e seleccionado tudo aquilo que pode "seguir viagem", por não ter valor nutritivo, para vir a ser expelido. Simbolicamente, trata-se de discriminar (leia a parte 3 deste artigo) e seleccionar o que pode, e deve, ser aproveitado, e o que deve ser liberado.

- às vezes, problemas nos intestinos têm como contraparte psicológica a dificuldade em aprender com as experiências da vida, isto é, a capacidade de retirar de tudo o que é experienciado ("engolido") o que é importante (a aprendizagem, é evidente, e esta exige humildade - um dos dons de Virgem) e deixar o resto ir. Senão, parece que temos que estar sempre a vivenciar as mesmas experiências (mesmo que em circunstâncias, e com personagens, diferentes, mas sempre a mesma experiência) até aprendermos o necessário - ou o suficiente -

E o fígado? Bem, o fígado tem dezenas de funções. Mas para o que nos importa mais aqui e agora, é saber que além de eliminar toxinas do sangue, e produzir bílis para ajudar a digerir a comida, o fígado transforma em energia o que comemos e bebemos. É, por isso, este orgão (regido por Júpiter) o que mais se ressente de todos os excessos cometidos - e se há "pecado" que possamos atribuir a Júpiter, é o da gula (mais, maior, melhor, mais, mais, mais...)

Então com Júpiter a transitar em Virgem, há esta magnífica janela de oportunidade ao nosso dispor: a de sermos mais discriminativos quer com os nossos hábitos, excessos e mecanismos de compensação, quer com os próprios nutrientes que ingerimos e de que nos fazemos (nós somos - também - aquilo que comemos, lembra-se?)

- se você é dos heróis, então há-de querer - ou ter a coragem, pelo menos - de fazer a seguinte reflexão:

esqueça a comida.

E pense por um instante naquilo com que procura (ou tem procurado, porque há sempre esperança) alimentar-se: relações, objectos, status, reconhecimento, dinheiro, emoções, experiências... pense na qualidade "nutritiva" desses "alimentos": está satisfeito com as suas escolhas? Servem? Nutrem? Alimentam? Fornecem a energia correcta, e na quantidade necessária, para @ apoiar na sua Jornada? 

E não se sinta mal se a resposta for "não". Se você for honest@, a resposta é provavelmente "não". Não se apoquente. Mas não se demita. Afinal, para que é que você haveria de querer um Júpiter a passar em Virgem, a não ser para repôr a verdade em todas estas dinâmicas da sua vida?

Não se admire de começar a ouvir falar cada vez mais da importância destas coisas. Gluten, doença celíaca, intolerâncias, alergias, irritações do cólon, obstipação, descobertas e avanços no tratamento do cancro do cólon e dos intestinos, etc. etc. etc. 

Ainda recentemente, saiu um livro - sinal dos tempos - chamado, creio, "A vida secreta dos intestinos", em que estes são descritos como o segundo cérebro que temos no corpo. Aliás, basta ver a sua forma tremendamente parecida com as circunvoluções do cérebro, para imaginarmos que partilhem de princípios idênticos, por uma espécie de "ressonância" de forma.

Não tem que ler o livro (embora talvez fosse boa ideia - o saber, principalmente com Júpiter em Virgem e particularmente sobre os intestinos - não só não ocupa lugar, como amplia tremendamente os seus horizontes e possibilidades).

O que ocupa lugar, seguramente, é a quantidade de m**da que você tem para liberar.

E talvez nem lhe interesse saber, mas parece que é um facto comprovado: quando morreu, o actor John Wayne tinha dezoito quilos (18 Kgs!) de matéria fecal acumulada nos intestinos.

Tudo fruto de um estilo de vida (e, no caso específico do John Wayne, talvez também da medicação tomada nos últimos meses de vida. Mas também ninguém acumula 18 Kgs. de fezes nos intestinos sem ajuda, certo?)

Não estou a falar dos intestinos do John Wayne. Estou a falar dos seus. Quanta mmmmmm  anda você a acumular, e há quanto tempo, e o que é que tem feito para se ver livre dela?

- esta é a altura em que lhe sugiro, assim transversalmente, que releia o meu artigo "Pensamentos sobre o Cancro", só para reflectir mais profundamente na tendência humana a acumular o que é tóxico (e a compensar-se, de maneiras que já aflorámos, pela sua própria infelicidade auto-infligida)

e que considere fazer uma hidroterapia do cólon, i.e., uma limpeza profunda aos intestinos, na tradição dos clisteres que provavelmente já levou quando era criança. Não imagina o que uma limpeza deste género pode fazer por si. Palavra.

Se levar a sério esta sugestão, contacte-me. Posso dar-lhe os contactos da clínica de um profissional excelente, um Amigo e Irmão de Jornada que tive a benção de conhecer e em cuja competência e mérito confio e recomendo absolutamente, e que estará certamente disponível para o ajudar a cuidar de si. E - só para clarificar, para não ficarem m**das entre nós: eu não ganho comissão por recomendar bons profissionais a ninguém - a não ser "karma points" - mas isso é entre mim e Deus, não sai do bolso de ninguém, e mais ninguém tem nada a ver com isso.



Sugestões para honrar (e aproveitar) Júpiter em Virgem 

obrigado por ter vindo até aqui. Mas se não me levar a mal, vamos deixar as sugestões para a próxima parte. 

... e veja lá como são as coisas. Estas coisas de Júpiter em Virgem, digo. Inicialmente eram três, depois passaram a quatro, agora são cinco partes. Nem uma pessoa imagina o que tem dentro quando começa a evacuar... e digo-lhe, deve ser uma questão de fibra. Porque ninguém me enfiou um clister no *u para escrever isto. Estou a fazê-lo espontaneamente, com gosto e prazer, e com a única preocupação de ser rigoroso, completo e útil. Uma espécie de neurose virginiana - aquela que nunca me deixaria em paz se eu não terminar o que estou a fazer com o sentimento de um trabalho bem feito. Obrigado por preferir galp. É um prazer estar aqui a "obrar" para si :-)

e se quiser retribuir-me pelo tempo, ou melhor, pelo valor do que isto lhe possa acrescentar, eu aceito de bom grado. Basta dizer se prefere em dinheiro, ou em géneros. Porque há muitos géneros que não me acrescentam nada do que preciso, e nesse caso, entre a chave e o dinheiro (como nos concursos), prefiro ficar com o dinheiro... e oferecer-lhe a si a chave :-)

e se não puder retribuir, não lhe vou dizer que não faz mal. Vou-lhe pedir que pense duas vezes antes de insistir em crenças limitadoras - para si e para os outros. Ir além do que acreditávamos serem as nossas limitações estreitas - esse é bem, e também, o trabalho sagrado de Júpiter em Virgem.


leia a quinta - e última, promessas, promessas - parte (brevemente)
 



Enviar um comentário