4 de agosto de 2015

exemplar sincronia

Não resisto a partilhar mais uma das sincronias de que os nossos dias são feitos:

no dia exacto em que Júpiter chegou ao grau exacto do meu Ascendente, que é Leão (signo fixo associado com dignidade, realeza, orgulho, generosidade, amor, criatividade, etc.) e formou nos céus, em simultâneo, a quadratura exacta com Saturno em Escorpião,

- e nós estamos todos a viver, por estes dias, esta quadratura -


nesse mesmo dia, o primeiro domingo de agosto, o dia em que Saturno passava a directo, conheci - à porta de um cemitério - uma senhora muito bonita, enfermeira reformada, há vários anos dedicada (condenada?) a tomar conta do marido doente e acamado, que continua vivo (e doente)

de olhos azuis pacificados e grandes, e um sorriso bonito, verdadeiro e generoso, nada agastado (apesar de tudo) com o acto de Amor (ou peso)

- ela, digo: ele, não sei -

e um nome próprio que eu nunca tinha ouvido a ninguém, me fez arregalar os olhos

e me impressionou por tão tamanho estrondo de perfeição e sincronia

- Júpiter em Leão em quadratura com Saturno em Escorpião, e eu ao barulho por via do meu Ascendente -

e a senhora enfermeira, aquele ser bonito e luminoso a brilhar a meio de tanto Saturno em Escorpião, com o nome que não esqueço, e a expressão perfeita da qualidade essencial daquele momento, eu a receber dela, em silêncio, a resposta à minha própria pergunta silenciosa

(como levas tu esse teu caminho, irmã?)

o azul dos seus olhos, e o sorriso, dizendo com dignidade aceitação com amor

o cemitério ali, como pano de fundo

o saturno em escorpião passando a directo, nesse mesmo momento

e eu flutuando com o extraordinário carácter, timing e rigor daquela sincronicidade toda

e o nome, o nome dela, bailando e tinindo e badalando-me dentro como o sino de uma igreja

ecoando por todo o meu ser.

uma senhora reformada mostrando-me como se é verdadeiramente Júpiter em Leão à porta daquele Saturno em Escorpião

E adivinha o nome dela? O nome, o nome que diz tudo. Eu digo-lhe o nome. Também me cativou a mim. Chama-se Digna.»




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