14 de setembro de 2014

postal



« Sabes por que é que há relações que te custam “tanto”

a “terminar”, não sabes?

Porque às vezes não estás, realmente,

a terminar uma relação com uma pessoa:

estás a terminar uma relação com um Arquétipo.

E, com esse luto, a criar um novo Arquétipo em teu próprio Ser.

A recriares-Te *



Por isso sê gentil e paciente contigo mesmo. Essa morte é um parto simultâneo e requer tempo, e muito Amor, gentil e tolerante, por Ti próprio.

“Como a abelha trabalha na escuridão, o pensamento no silêncio e a virtude no segredo” 
(Mark Twain)

o Amor é Sol - Consciência decantada, exige trabalho - delicado e vagaroso - no Labor-Oratorium do teu Coração

enquanto o Ouro é nascido de tuas águas borbulhentas

e o Chumbo, abraçado

até que deixe de se afogar, afundar, ou pesar.


É que a Vida sempre (se) navega. “Navegar é preciso”.

Pois ao fim, serás mais redondo

- e flutuante -

o Amor irradiante do teu novo arquétipo resplandecendo

com mais brilho ainda

- conquanto nutras com tanto Amor o vazio,

doloroso e quase demorado desse processo em estaleiro,

quanto Aquele que tens em Ti mesmo.»

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