12 de setembro de 2014

Marte em Sagitário



aviso à navegação *

durante o fim-de-semana (14 setembro 2014),
Marte sai de Escorpião e entra em Sagitário

(as boas notícias, quando um planeta muda de signo - especialmente um como Marte, e há quem diga Saturno -, é que sai do signo onde estava. As más notícias é que ingressa inevitavelmente noutro


 - - - - é que medida contra um fundo imóvel e imaginário (a absoluta imobilidade não existe senão como abstração, e apenas na imaginação), qualquer coisa tem - necessariamente - que parecer estar em qualquer lado )

né?

é!

(brigadão!) - - - -

de modes que,

durante o fim-de-semana Marte sai de Escorpião e entra em Sagitário

a intensidade dando lugar à leveza,
a paixão ao entusiasmo,
o frenesim do chacal devorando a presa
lugar ao voo da águia.

... vamos dizer que o enTusa_i_asmo que te impele para avançar, para longe,
para cima, para o alto, para o lá... lá... land...

- o futuro onde tens os olhos, a intenção, o desejo - e se calhar a Vontade -

o reactor que impele e permite o teu voo, te impulsiona,
e faz acreditar, avançar, desbravar
- assim, à brava -

... também te encurta as vistas, enquanto te acelera e foca no horizonte,
- the one pointed arrow -

e estreita a possibilidade de contemplares outras verdades
outros pontos
outros focos
outros fogos
de vista

- - - - vamos portanto dizer - - - -

que levas um pontapé no cu e és projectado a direito, em linha recta
para onde quer que estejas virado

levas um shot de adrenalina e disparas a correr para onde acreditas que é melhor, e quando arrancares, dificilmente mudarás de rota, e só arrepiarás caminho mais à frente, se o conseguires, e depois de muito te arrepiares

de modes que,

fica a pergunta - não precisa ser para hoje, e muito menos a resposta é para mim -

se tivesses de escolher uma ideia,
um princípio
uma regra
um valor
uma "verdade"
uma filosofia
uma frase
um mantra
uma visão
um ideal
uma crença

um pontinho nesse horizonte - que é de si, o horizonte digo, já uma limitação tremenda da nossa própria percepção - e a ironia, esta, o horizonte que representa a liberdade ser em si próprio uma limitação, já que o mundo é redondo, e o horizonte o limite do olhar rectilíneo

se tivesses de escolher portanto uma limitação dentro de todas as outras limitações,

mas uma pela qual estivesses disposto a lutar e viver,
afirmar e defender,
acreditar e continuar,

uma limitação dentro de todas as outras limitações
mas uma que te amplie, 'inda assim,

se tua devoção fosse entregue a uma causa,
e essa causa representada, sintetizada, simbolizada, traduzida, ou contida
num pontinho

- - - - primeira pergunta: que pontinho seria?

- - - - segunda pergunta: quantos pontos são precisos para traçar uma recta?

-- - - - terceira pergunta: de todos os pontos possíveis de existir numa esfera,

qual é

o que está certo?

... e no entanto - é este o paradoxo - qual é o que escolhes defender,

como se não tivesses consciência de que é o que fazes permanentemente sem teres consciência disso

ou assim *

?


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