28 de janeiro de 2014

Sagitário - insights astrológicos até 2015



Sagitário
(signo Solar ou Ascendente)


Pode não ser o traço mais característico da sua natureza, ou personalidade, a tendência a questionar ou pensar demasiado sobre as suas relações e as suas raízes, a história das suas ligações, a sua proveniência e a sua biografia emocional, o seu passado, o seu background familiar, as suas motivações relacionais mais profundas – e acima de tudo, sobre a íntima (e cada vez mais evidente para si, se não estiver a dormir) relação entre isso tudo.


Pelo menos não assim, com este nível de profundidade e delonga, como se estivesse a precisar, nesta fase, de assentar ou arrumar melhor as coisas dentro de si próprio, de rever e recordar o caminho percorrido para aprender (especialmente sobre si próprio e sobre os valores dos outros, necessaria ou provavelmente diferentes dos seus), e assim poder avançar – especialmente a si próprio e por um novo caminho – quando chegar o momento; e este não chegará senão no final deste período.

Não, não é habitual esta tendência recente de questionar, desta forma tão mais sentida, profunda e demorada acerca das suas motivações mais íntimas, inconscientes ou inconfessáveis por detrás das suas relações - familiares, amorosas ou de qualquer outro tipo -,

nem o de questionar permanentemente o quanto elas o nutrem – ou fazem depender, ou sofrer, ou aspirar, e crescer -,

nem às expectativas e crenças, conscientes e inconscientes, com que entra, se mantém, e salta fora das relações, nem aos motivos para o fazer ao seu estilo inconfundível.

Tampouco era seu hábito problematizar tão amiúde, nem experienciar tão intimamente o impacto e o preço das relações, as suas necessidades mais profundas, e as suas expectativas mais honestas.

Tudo isto costumava ser, para si e até há algum tempo atrás, bastante mais simples e descomplicado, espontâneo, e total. De certa forma, inocente e ingénuo. Ou infantil. E muito, muito simples: para si, ou era ou não era - se era, era porque você acreditava. E quando você acreditava, valia tudo. Incluindo negar convenientemente certas partes da realidade para mergulhar de cabeça – e quanto menos olhasse, medisse, visse, ou antecipasse, melhor. Não havia nada para pensar, e nem tanto assim para sentir. Havia era para viver - e bastava-lhe acreditar, porque acreditando, não havia lugar a grandes questões. Acreditar era fácil, e essa facilidade era tudo.

E pela mesma medida, quando você não acreditava – então também não havia nada que o incomodasse. Quando você não acreditava, e até há bem pouco tempo era assim, aquilo em que você não acreditava não existia, simplesmente, para si.

E a vida parecia ser assim, realmente, mais fácil.

Pelo menos até há algum tempo.

Porque 2014 começou consigo a fazer revisões, avaliações, aprendizagens e experiências ligadas com o seu próprio passado e com a sua família de origem - e profundamente atento, pelo menos mais do que é habitual, e vulnerável, e sensível, àquilo que lhe chega das suas relações com os outros; com estes outros, e com os outros outros.

E crescendo, crescendo dentro de si como uma boca faminta que se vai abrindo - ou escancarando - à medida que as luas passam, a necessidade de ter, dentro de si mesmo e à sua volta, um lugar de conforto e protecção onde viver sem demasiados sobressaltos nem demasiada exposição à dor; talvez por causa da sua própria sensibilidade, que tem vindo a ganhar proporções astronómicas – e se é verdade que tudo na sua vida tende a ser exagerado e à grande, não é exagero nenhum dizer que você está sensível - mas também inspirado - como nunca esteve antes.

Um lugar de conforto e protecção sem demasiada exposição à dor: nem à sua, nem à dos outros, nem à do mundo. Nem sempre fácil, particularmente a pretensão de alguma vez poder sentir-se a salvo da sua própria dor, mas é disso que você agora, mais do que acreditar que precisa, precisa realmente. Ou disso, ou simplesmente de a curar.

E também de um lugar seguro e recolhido que sirva de base para as suas operações - que por enquanto, e provavelmente até metade do ano, permanecerão ainda largamente secretas. É, por isso mesmo, altamente provável que o início do ano assista a mudanças significativas na sua vida familiar, emocional, e doméstica; é provável que a família esteja em mudanças, em reconfiguração, e que muito disso se passe dentro, senão dentro de quatro paredes, seguramente dentro de si. Seguramente, dentro das suas próprias paredes.

Grandes conquistas implicam grandes riscos, é certo e sabido e você acreditou nisso toda a sua vida, mas recentemente, dá por si a ponderar mais do que é costume, ou a viver com menos leveza – ou leviandade –, a questionar mais seriamente as implicações, os riscos e os custos das relações perante as suas necessidades reais, as recompensas esperadas e obtidas, e o quanto quer dar de si, em troca e neste caso, aos outros.

Não é dentro, nem lá atrás, nem no (in)cómodo do sentir - ou no passado - que se descobre o que se só se descobrirá mais à frente – se é que é para descobrir e não simplesmente para experienciar, acrescentaria você com o dedo esticado, no seu tom professoral e os óculos na ponta do nariz – mas vivendo, insistia você antigamente, explorando e descobrindo e nunca se furtando a viver e experienciar, que se vivem novas possibilidades e aventuras. Não é remoendo no passado, que mesmo que já não doa já não serve de nada, nem sentado no sofá revendo mentalmente experiências vividas, que uma pessoa evolui, se expande, e tira da vida tudo o que há para dela retirar.

Pelo menos esta era a sua teoria – e por que não assumi-lo, a sua prática – até há algum tempo atrás. Nunca foi introspectivo o seu método favorito de evolução pessoal. Era a experiência viva, às vezes bruta mas sempre viva, mais do que qualquer outra coisa, que valia para si.

Pelo menos até hoje, até esta fase de depuração que o tem convidado a sentir e a assentar. E a sentar-se, até, mais confortavel e convenientemente dentro de si próprio.

(suspiro)

Na segunda metade do ano, com – literalmente – o trabalho de casa feito, é provável que volte a reconhecer-se, ou à sua imagem passada, na forma como conseguirá, ou vai querer, levar a Vida outra vez. É que só então, parece, lhe será devolvido o entusiasmo, a extroversão, o proverbial optimismo e a fé, que alguns diriam cega, com que você nasceu para brindar e partilhar com o mundo à sua volta.

Aproveite para criar e desfrutar desta nova base pessoal, emocional ou familiar; antes que dê por isso será arrebatado, novamente, pelo desejo de explorar paragens longínquas – e terá, pode crer, as asas para o fazer.

Para já, é só para sentir o que sente; e sentar-se a desembrulhar a sua herança no ninho.

E saiba que no último trimestre de 2015 as circunstâncias mudam significativamente. E mesmo sem milagres espectaculares — nem com as questões financeiras já resolvidas ou fáceis — um período de tremendo crescimento, novas responsabilidades e uma maturidade nova começa para si.


Palco do crescimento: novos projectos, ambiente, grupos e ideais

O que evitar: querer permanecer no centro do palco

A expansão vem: da sua capacidade de enriquecer a vida dos outros

Do que não pode escapar: dos seus próprios mecanismos inconscientes

As principais batalhas do ano: pelas suas próprias visões e projectos

Reinvente-se: na sua apresentação ao mundo

Confie e entregue ao Alto: enquanto, debaixo dos seus pés, se transfigura o chão outrora firme


"Recado" particularmente relevante, à parte as especificidades dos destinos, percursos, escolhas e karmas individuais, e que só o Tema Astrológico revela na sua natureza e timings, para todos aqueles com o Sol ou o Ascendente em Sagitário.

Feeback é sempre bem-vindo, para me ajudar a melhorar o que faço e, assim,
a ajudar melhor - no que isto possa ajudar - cada um a viver com mais consciência.


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