13 de dezembro de 2013

verdade, gratidão e benção

 hoje é dia 7 de Setembro de 2013.

Júpiter atingiu, pela primeira vez há muito tempo, o grau exacto da sua exaltação: 15º de Caranguejo. E aí voltará na primeira semana de Janeiro de 2014, e aí passará novamente na primeira semana de Maio de 2014, pela terceira e última vez nos próximos tempos (serão mais 11 anos até que Júpiter regresse novamente a este Signo).


na minha ignorância, miopia e preconceito, quando o arauto da Verdade se exalta no cômodo da Vida Interior e do Sentir,

há várias bençãos a aproveitar – não são muitas, são apenas ligeiramente mais do que as suficientes – e essa é a definição de riqueza.


Sabes, quando honramos os deuses comungamos de sua divindade e eternidade, e é por isso que toda Mente alinhada com a Ordem Cósmica é Eterna e transcende cultura, sociedade, espaço, tempo, episteme e doxa.

E sabes, quando nos julgamos mais espertos do que os deuses, tentando enganá-los fugindo com o rabo à seringa da nossa condição - somos humanos que se divinizam, e assim se tornam humanos, quando honramos a partir de nossa parte humana nossa própria condição divina – quando queremos fugir com o rabo à seringa dos deuses como aos executores da troika, estamos condenados à sua nemesis (google it up, e já agora, googla-la-up ‘hybris’ também, que é – só para que não te distraias – o “pecado” do júpiter desatinado e se não perceberes o QUANTO se esconde aqui, se calhar é melhor ires fazer palavras cruzadas, para te distraires ainda mais enquanto o Tempo não te su-do-ku)

há várias bençãos a aproveitar, dizia-te eu, quando o arauto da Verdade se exalta no primeiro cômodo das águas do Sentir Guardar Impressionar, e ele há quem o tome por “Câncer”...


por exemplo,

- agradecer por teres nascido (se não gostas do que vives, imagina se nunca tivesses chegado sequer a conhecer nada disto. Estarias ainda mais cego para a Vida do que uma toupeira prepotente :-))


- agradecer pelo carrossel, o contraste, a dualidade, o conflito, e polarizações emocionais, que caracterizam o plano emocional e que te ensinam o que te serve, o que te amplia, o que te devolve a ti mesmo ou o que te faz sentir mal, por não ressoar com a Verdade de Quem És.


É pelo conflito – entre a escolha e a síntese, que é o possível de ir fazendo enquanto somos desta espécie de humanos – e pelas boas-vindas à dor resultante deste conflito (quando lhes dás as boas-vindas à tua “casa” em vez de te recusares a engoli-la e andares desvairado à procura de um sítio onde cuspi-la, vomitá-la, ou encontrares quem ta trate por ti, já que tu própri@ não a tratas a ela, à dor, por tu como diz o outro) que a dor psíquica se transforma, lenta e gradualmente, em consciência, amor, dimensão, divindade, e auto-reconhecimento de Quem És.


(e se me permites o parêntesis, vou repetir o que ando há um ano a dizer mas pode ser que ainda não tenhas escutado, mesmo que já tenhas ouvido; e pode ser que nunca tenhas reparado, embora possas já o ter visto; e pode ser que ainda não tenhas percebido, mesmo que o andes a repetir, tu próprio também, já que a parte mais estúpida de ti pode ainda não ter compreendido a dimensão de tudo o que tu próprio já sabes): nestes tempos de Saturno em Escorpião, TENS QUE LIDAR TU PRÓPRIO com teu próprio corpo de dor – vai sair mais caro, a longo prazo (escreve o que te digo, pelo menos desta vez, e poupa-te imensos dissabores) pagares o preço de teres quem te “alivie” dessa dor que carregas sem que tu próprio tenhas feito a tua parte – e pago o preço “verdadeiro” – para alijares a carga, reconciliares-te com ela, ou reconheceres nela o teu tesouro. O teu único, e verdadeiro, tesouro).


De modo que:


quando o arauto da Verdade se exalta no primeiro cômodo das águas do Sentir Guardar Impressionar, e ele há quem o tome por “Câncer”, há várias bençãos a aproveitar


por exemplo,


- permitires que emerja de dentro de ti (às vezes vem trazido pelos outros, como se viesse de fora, mas... pensa bem!) sem te refugiares ou andares em fuga, ou negares ou anestesiares, ou tentares convencer-te a ti próprio do contrário (“never understimate the power of denial”... – and i don’t mean the river)


... que emerja o quê, que eu estava distraído? Que emerja a única coisa que pode emergir, evidentemente: a Verdade Maior do que sentes – de como se te reverberam as cordas - de “como” e “onde” estás... de como és “feito”, quando te sentes desfeito, ou amparado, ou conhecido, deformado, insatisfeito, rejeitado, vivo, adormecido.


Também é provável, sabes, porque és como a Vida e como a cebola, que se vai descascando camada por camada com lágrimas avulsas no processo (e se não chorares, meu deus, tás mesmo tod* fodid*), descascando e chorando, secando as lágrimas e rindo, até atingires a essência do Vazio, e o Nada que Tudo permite porque é o Tudo que de Nada mais precisa, até teres a epifania que te faz perceber a anedota finalmente,


que descubras – abaixo de uma camada – uma camada seguinte, que revela a anterior mas oculta a seguinte e que te pode deixar deslumbrado se achares que já acabou o processo de chegar ao Vazio, e enquanto há camadas há uma never-ending-story em que a tristeza oculta a raiva, a raiva a tristeza, o afecto ressentimento e o ressentimento o afecto, ódio amor e amor ódio, a indiferença apatia o medo sequer de te permitires conectar contigo próprio, e pode ser que a seguir venha mais raiva ocultando a tristeza que oculta a raiva, mas podes continuar porque desde que continues vais viajando na tua própria espiral egocêntrica directa ao centro da Vida que explode e começa além do ego, mas não tens como contornar uma espiral sem a cumprires, de modo que é inevitável que “Lá” chegues desde que te mantenhas em movimento,


e vás descascando essa cebola, essa batata quente, esse tubérculo furúnculo ou sede de ouro incenso e mirra (e o modo como leste “sede” fala ainda mais de ti do que qualquer outra palavra nesta frase) até que te encontres-te, Menino Jesus nas palhas deitado, nas palhas nascido com uma vaca ao lado e pelo menos um burro por perto, e assim te podes ir fazendo teu próprio Natal,


afinal,


quando o Arauto da Verdade se exalta no primeiro cômodo do Sentir – Recordar – Reencontrar

há várias bençãos que podes aproveitar.


E enquanto metade de nós celebra – e outra metade faz um luto, olha à tua volta – recorda que, independentemente da metade a que pertences de momento, também isso mudará e ficará temporariamente invertido outra vez; riem-se aqueles agora que vão chorar mais à frente e lambem as feridas os que se preparam para a festa, goza agora quem sofreu e sofre agora quem já gozou e gozará outra vez, inevitavelmente, enquanto for Vida, ou a Vida for,

Recorda três palavras: Verdade, Gratidão e Benção.


Agradece a oportunidade.


Agradece a Verdade, mesmo que te doa.


Reconhece a Benção, mesmo que te frustre.


Reconhece a Verdade, mesmo que te frustre


E Agradece a Benção, mesmo que te doa.


É que, sabes,


"Precisas de saber distinguir o que é passageiro do que é definitivo. O que é passageiro é o inevitável e o que é definitivo, as lições do inevitável" (Paulo Coelho)


Chora agora, e poderás rir depois.

Ri-te Agora... e que teu Riso (de perceberes a anedota) possa Ecoar por Toda a Eternidade.


És Muito Amado. E todas as lágrimas são Amor à espera do (teu) Encontro *



 
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