3 de fevereiro de 2013

O Ascendente: uma introdução


Os Horóscopos, isto é, as análises e previsões que lemos e consultamos na imprensa escrita ou na internet referem-se invariavelmente ao Signo Solar, isto é, ao Signo que o Sol ocupava no dia e mês em que nascemos – independentemente do ano, e por motivos que explicamos de seguida.
 


A cada Signo é atribuído um período de cerca de trinta dias (um mês), num total de 12 Signos (ou meses), que o Sol “percorre” ao longo dos 365 dias do ano. Na base da divisão e do cálculo dos Signos temos, portanto, um ciclo anual que se repete todos os anos, com pequenas variações, mas de forma mais ou menos previsível, baseado no movimento aparente do Sol ao redor da Terra.
 

Isto deve-se ao facto de que o movimento - e a posição - do Sol, à medida que cumpre o seu percurso anual aparente ao redor da Terra (ao longo de uma faixa a que se chama Eclíptica), é relativamente estável e previsível.

Cada um dos 12 Signos corresponde a um segmento de trinta graus que se começam a contar no Equinócio da Primavera e do primeiro Signo do Zodíaco, Carneiro, e este percurso de 12 “segmentos” é o caminho aparente que o Sol percorre ao longo do ano. Assim podemos saber que todos os anos, na mesma data, o Sol “está” mais ou menos no mesmo “sítio” (ou Signo).
 



Assim, o primeiro período de trinta dias a contar do Equinócio da Primavera pertence a Carneiro, o segundo período de trinta dias pertence a Touro, o terceiro a Gémeos, e assim sucessivamente até chegar ao décimo-segundo e último período de trinta dias, pertencente a Peixes, antes do ciclo recomeçar.
 

Esta é a justificação para, em alguns dos Horóscopos, as datas atribuídas a cada Signo serem – e muito correctamente - apresentadas como datas “aproximadas”. E isto explica (e implica!) também que as pessoas nascidas nos dias de transição entre Signos não pertençam, por vezes, ao Signo a que acreditam pertencer se confiarem apenas nessas tabelas de datas. Pode haver uma ligeira oscilação. Nesses casos, só o cálculo rigoroso do Mapa Astrológico individual (para a data, hora exacta e local do nascimento) permite clarificar com certeza a que Signo a pessoa pertence, isto é, em que Signo efectivamente estava o Sol no momento preciso do seu nascimento.
 

Mas na maioria dos casos, é relativamente fácil saber, todos os anos e com uma pequena margem de erro, qual é a posição aproximada do Sol, e é essa relação que permite atribuir datas, isto é, períodos de trinta dias, a contar do Equinócio da Primavera (ou do primeiro Signo do Zodíaco, Carneiro, ao redor do dia 20 de Março), a cada um dos doze Signos.
 

E foi precisamente essa regularidade no movimento aparente do Sol - e também da Lua, que percorre a Eclíptica em aproximadamente 28 dias (enquanto o Sol requer 365 dias) – que fez os primeiros observadores dos céus procurarem alguma ordem nos movimentos cíclicos dos astros e começarem a relacioná-los com os eventos terrenos, e assistirmos assim ao nascimento da Astrologia, aproximadamente no século VI antes de Cristo, e também dos calendários nas suas várias formas.
 

O que esta regularidade implica, para o que nos interessa aqui, é que no ciclo anual do Sol todas as pessoas nascidas no mesmo período de trinta dias, todos os anos, pertencem ao mesmo Signo; dito de outra maneira, todas as pessoas nascidas dentro do mesmo intervalo de datas têm o Sol no mesmo Signo.
 

Mas isso não esgota – nem pouco mais ou menos – tudo o que há para considerar no cálculo e elaboração de um Mapa Astrológico individual.
 

Além da posição do Sol e da Lua precisamos considerar também um grande número de outros factores e posicionamentos dos oito Planetas que fazem parte do sistema astrólogico, sendo que cada um tem um ciclo diferente em duração, variando, por exemplo, entre os 28 dias que a Lua demora a cumprir um ciclo, os doze meses que Marte demora, os doze anos que é a duração de um ciclo de Júpiter, ou os duzentos e quarenta e oito anos que Plutão demora a percorrer um ciclo completo.

Isto significa que, tirando a posição do Sol que tem um ritmo previsível, todos os outros posicionamentos num Mapa Astrológico precisam ser calculados, com recurso a tabelas de posicionamentos planetários chamadas pelos astrólogos de Efemérides.
 

Entre os diferentes ciclos planetários e outros factores que fazem com que cada Mapa Astrológico seja uma combinação única entre milhões de combinações possíveis (a não ser que dois Mapas sejam calculados rigorosamente para o mesmo dia, mês, ano, hora, e minuto!), um dos mais importantes e aquele que nos interessa explorar é o Ascendente porque, como depende do minuto exacto do nascimento e do local da Terra para onde é calculado, é o factor astrológico que mais individualiza e distingue cada indivíduo.
 

Vejamos porquê, e de que maneira. Só compreendendo isto podemos compreender a sua importância na Astrologia, e é a primeira pista para termos uma noção mais abrangente da sua especificidade, abrangência, e significado individual.


O Ascendente: introdução
O Ascendente: o que é?
Ascendente: significados e implicações Psicológicas 
Ascendente e Signo Solar 
Propósito evolutivo de cada Ascendente

Enviar um comentário