19 de outubro de 2017

A Astrologia da Escolha Iluminada


 É verdade!

(pelo menos para mim, but then again, o que é que eu sei? Nada. Apenas acredito. E porque acredito, tenho demonstrações non-stop, permanentemente, desde que comecei a ver manifestado tudo aquilo em que acredito: como todos nós, de resto. Embora. Embora exista gente que só acredita no que vê, felizmente há muitos que compreendem que só vêem aquilo em que acreditam)

É verdade para mim que podemos fazer muito mais em nome da Vida, e com a Astrologia, do que antecipar, conhecer, “saber” (ou imaginar que sabemos), controlar, justificar, prever, racionalizar, projectar, manipular, julgar, rotular, e por todas as outras formas defendermo-nos da Vida.

Podemos até vivê-la (de preferência, com Consciência) - a única coisa que lhe faz juz, e é tão lindo como uma pedra preciosa ou mais lindo ainda, porque um ser humano que Vive não é pedra nenhuma, é só precioso - e até - pasme-se!: co-Criá-la.


... e pudéssemos nós honrá-la, respeitá-la, promovê-la, amá-la, aceitá-la como um Convite ao Maior e mais Autêntico e à Possibilidade Mais Gloriosa de cada um: à escolha de cada Um se cumprir: seríamos Heróis!

(em vez de sermos piolhos ingratos cheios de inconveniências e reclamações, sistematicamente interpretando-a como um obstáculo permanente às ridículas, infinitas e inúteis exigências e fantasias que impomos sobre a Vida - como se a Vida nos devesse alguma coisa - e que no fundo, no fundo - e só admite quem pode - pretendem é servir para disfarçar, em cada um de nós, as partes de nós mesmos em que não queremos tocar - e que empurramos com o pé para o lado 

- inicialmente com o pé, porque aos 50 anos já é com todo o Ser e começamo-nos a esgotar: depressões, doenças, contrariedades após contrariedades a que começamos a já não aguentar resistir muito mais tempo - mais um contratempo e vamos ao tapete, ou então: explodimos. Ou implodimos. Que é outra forma d'es plodir, mas que estranha forma de recuperarmos Dignidade Inteireza e termos oportunidade de fazermos (finalmente?) algo de espiritualmente interessante com a nossa encarnação

mas

tapamo-las do Sol da nossa própria Consciência com uma vã peneira de justificações e racionalizações que nem a nós próprios convencem (quanto mais à Vida), enquanto nos viramos para o lado oposto, ou para o lado de fora, a reclamar e a exigir que o exterior nos satisfaça e traga o que ainda não escolhemos assumir a responsabilidade de criar dentro - por preguiça, distracção, medo, ignorância, rigidez,...
 

 ... por tudo aquilo, enfim, ou por qualquer uma das qualidades do que é humano, ou melhor, do que é humano ainda não redimido, ainda não renascido, cristão ainda não tornado Cristo, humano ainda ferido, ainda violento, ainda prepotente, ainda a rosnar para lidar com o medo e a dor)

é natural que assim seja. Fim de parêntesis. Início de qualquer coisa, quem sabe.

A parte não-redimida do ser humano é animal. A parte redimida é divina. O encontro e a síntese de ambos ocorre no Coração, centro magnético do Ser que sintetiza e irradia o princípio de vida nascido do casamento da Terra com o Céu, Anima/Alma com Espírito como unha com carne, mas neste caso, sem unha e só com carne e Sopro de Fogo: já pensou a sério no milagre que é Ser Humano?
 

... que é Todo divino, basta sacralizar a besta.

E às vezes as bestas somos nós, resistindo selvaticamente e marrando contra o nosso próprio crescimento.

De modo que às vezes só crescemos para os lados, e só o reconhecemos quando adquirimos mais coisas. Estatuto, poder, imagem, assim como carros casas férias na neve e plafonds de crédito: tudo isso são coisas. Coisas que nunca vão tapar o buraco, porque o buraco é existencial.

(por muito que tentemos tapá-lo de outras formas: há um buraco no ser humano - e provavelmente não é esse em que está a pensar - que só pode ser "preenchido" com Luz: Luz de Consciência).

E nem nos passa pela cabeça, tantas vezes, que a arte da Vida exige muito mais aprender a perder conscientemente do que a acumular... mais me*das.

O objectivo de quem lhe propõe ou facilita um trabalho terapêutico ou um confronto conSigo própri@ não é espiolhar, nem ser voyeurista, nem buscar poder, saciar a curiosidade ou alimentar o oportunismo, prometer ou esperar um quick fix para as angústias passageiras e superficiais da existência, enquanto as de fundo continuam a ser teimosamente renegadas da superfície da própria consciência, até que a bolha explode um dia
 

(geralmente - para não dizer, rigorosamente - sob um trânsito de Saturno, ou Urano, ou Neptuno, ou Plutão - e mais provavelmente uma combinação de alguns destes)

Às vezes - acredite - é mesmo no seu próprio interesse. E só não dizemos "sempre", porque isso parece demasiado definitivo, certo, seguro - e nada na Vida é garantido.

viver com a incerteza, na certeza de que nada é certo - ah!, sabedoria... Coragem, e peito aberto às balas de Cupido. Não para o romance, mas para o Amor

(quanto mais não seja, por Si mesm@)

se "isso" da crise, do "rebenta a bolha" sob a forma de um despedimento, ruptura, traição, abandono, morte, transição, paixão súbita, mudança imprevista, etc. etc. etc.,

... se "isso" hmmm... "tá no mapa?"
 

bem, está e não está.
 

o momento do salto está. Desde sempre.
 

a necessidade do salto está. Desde sempre.
 

o que pode impedir o salto está. Sugerido. À partida.
 

o que pode apoiá-l@ também está – muito claramente, bem como as instruções para aproveitá-lo
 

... e tudo isto pode ser "diagnosticado"  

- mas mais importante: tudo isso precisa ser conscientemente integrado
ou só acumulará tensão
 

para que se lide com isso, mais tarde ou mais cedo; e naturalmente, quanto mais tarde melhor, quanto mais tarde pior - não é só que adie, e piore - é que se perde.
 

perdem-se possibilidades, e tantas, de se cumprir. Uma por cada instante de vida.
 

e perde-se tempo. perde-se o comboio da próxima ligação por medo de apanhar este - quando a parte sábia diz para o fazer sem pensar  

às vezes pensar atrapalha – às vezes – e às vezes a recusa sistemática em pensar é que sabota.
 

Seja como for, tudo isso está escrito. Pelo menos indicado. Sugerido. À partida e em potência.
 

porque da mesma forma que tudo isso está escrito,
 

não está escrito
 

que você ia escolher fugir de si mesmo
 

que ia escolher silenciar a parte mais sábia de si
 

que ia escolher tecer à sua volta um casulo - que não só viria a impedir mais tarde o seu próprio salto, como limitar todo o crescimento potencial à necessidade de reforçar e manter o casulo, e por tempo demasiado  

é um facto. você sente a vida a colidir consigo. você está a colidir com a vida. aceita? que é recíproco? Que não, a vida não é só dois dias – é toda ela binómios, pares de opostos complementares,
 

para que o milagre da Unidade se possa cumprir
 

e se o momento do seu salto lhe devolve a violência de um embate,
 

talvez seja o seu próprio impulso natural de crescimento e individuação, reprimido, sufocado e acumulado durante demasiado tempo, a fazê-l@ bater com os cornos nas paredes do seu próprio ovo
 

e afinal não há salto, o que há é colapso
 

quando você cai para o lado com a violência do impacto
 

bateu com o potencial nos seus limites auto-impostos.
 

Faça como ensina o Dalai Lama, e se possível, “quando perderes... não percas a lição”.
 

Sim.
 

estava escrito que você ia crescer. E até em direcção a quê: em direcção a Si Mesmo - eis em direcção a quê. Mas como pode você crescer em direcção a Si, se você não se torna?
 

Estava escrito o quê e o quando, mas nem o como nem se. Esses são seus, e em parte - pertencem aos insondáveis mistérios da Vida, mas não só: também à imponderabilidade das suas próprias escolhas.
 

Não estava escrito
 

que você escolheria olhar para o lado em vez de olhar para a dor
 

e procurar fora para não a atender dentro, e seria essa a única maneira não precisar de “levar com ela” aparentemente vinda de fora
 

e aparente, não porque não existam circunstâncias exteriores, naturalmente que existem
 

mas elas não causam a dor, apenas permitem que a dor que já existia dentro se mostre e revele:
 

é impossível magoar um adulto pela primeira vez.  

por essas e por outras é que tantas vezes o Caminho é encontrado à bruta e atravessado à paulada. 

No mundo da Astrologia da Escolha Iluminada, temos sempre essa opção - mas preferimos a outra.
 

quero dizer,
 

quando se abre uma brecha na muralha também é bom, e geralmente tem que ser assim,
 

mas quando é em fluxo, então, é mágico
 

não interessa – é você quem escolhe, largamente, a violência do embate
 

e o que interessa é que quando a crise ocorre,
 

e porque a crise muda, e vem repôr a Verdade do Ser Maior que É e está doido por se Tornar (sem s'entornar, de preferência)
 

aí a oportunidade da Cura existe
 

e se a Cura ocorre, tudo muda. Não será disso, afinal, que se trata, quando andamos à pro_Cura?

a cura, digo-lhe eu, por experiência e testemunho quase diários, provoca quase imediatamente isto: 

quando Um se começa a curar, começa a curar ao mesmo tempo - e por consequência - os outros à sua volta, num efeito de rippling que ecoa e reverbera para todo o seu campo de experiência - e para o Campo Total, na verdade, beneficiando todos os seres e formas de consciência que existam, e beneficiando delas em retorno. No Presente, no "passado", no "futuro", e estende-se até por várias gerações da própria família: da própria linhagem.

É, é!
 

desculpe pôr assim as coisas, mas: é muito impessoal. O universo é o sítio mais impessoal que existe. Não tem preferências subjectivas; rege-se por Leis Imutáveis.
 

o "destino" não é o fruto de um acaso que vamos ao astrólogo tentar saber quando é que é "bom" e quando é que é "mau" (donde, a pergunta sacramental seria: "bom... para que propósito?" ou "bom, como assim?", ou "bom, de que perspectiva?" - e  inevitavelmente iríamos parar às tensões do seu próprio Mapa Astrológico)
 

pense sobre isto um instante: o que é que bom, geralmente, quer dizer para as pessoas? É quando... o quê? Consegue encontrar uma formulação genérica? Pense nisso.
 

* * *

a vida não muda quando passa o trânsito do planeta: a vida muda quando nós fazemos a nossa parte durante o trânsito do planeta para mudar a nossa consciência. Quando modificamos a nossa consciência mudamos a nossa vibração energética, e, por consequência, toda a nossa experiência.
 

sempre.
 

e de cada vez.
 

a experiência de um indivíduo é a experiência desse indivíduo - traduz a vibração da sua própria consciência, corresponde-lhe; e isto é absolutamente correcto e natural
 

agora: se a experiência representa um “problema”,
 

então existe um “problema” na consciência que a experiência espelha, devolve como conflito externo aquilo que é conflito interno.
 

a Astrologia da Escolha Iluminada não resolve problemas. Usa-os a favor do crescimento.
 

escolher tornar-se cada vez mais conscientemente responsável pela própria existência,
 

mais espiritualmente adulto
 

emancipado de autoridades exteriores
 

são escolhas que terá de fazer, mais tarde ou mais cedo. Aliás, mais tarde e mais cedo - e permanentemente, na verdade.

É isso que significa, e implica grandemente, tornar-se Adulto.

E quanto mais depressa assumir responsabilidade, enquanto Adulto, pela sua condição de Alma em progresso, condenada a evoluir, melhor:
 

- mais partido tira da carne, da encarnação. Não é que precise negá-la. Apenas redimensioná-la, primeiro, do ponto de vista da Eternidade.
 

Antes de poder começar a desfrutar realmente da Vida, precisa dar a volta ao seu próprio Zodíaco. Todos precisamos.

Falo de um trabalho terapêutico e de crescimento pessoal e espiritual, de integração e síntese deliberada e consciente, enfim, falo de cumprir-se, individualizar-se, criar, ter sucesso, dignidade, prazer, amor, saúde e dinheiro, de forma autêntica, livre, genuína – e não escravizada a uma obsessão em particular em detrimento das outras, prostituindo valores essenciais para comprar as compensações sucedâneas da miséria de viver aquém de Si mesmo
 

Sempre é melhor cumprir-se do que andar a tentar fugir com o rabo à seringa, como quem foge da troika, apenas para ser interceptado na próxima esquina, na próxima repartição de finanças, no próximo ciclo de saturno.
 

É que quando se vive nesse medo, nessa recusa de sair da casca apenas para se cumprir a si mesmo, a Astrologia para pouco mais serve senão para dizer quando é que é duplamente perigoso sair de casa.
 

A parte boa é que nestes casos não é preciso perder energia nem tempo; faz-se uma lista de datas vermelhas e verdes e tá a bombar.
 

Graças aos céus luminosos que a Astrologia da Escolha Iluminada não se adequa nem consegue sustentar tais neuroses de controlo; a sua missão é autonomizar o mundo inteiro, pessoa a pessoa, para o potencial de buddha que existe em si, com a mãe interna afagando o cristo no colo, o carpinteiro por detrás com a vaca ao lado
 

e o burro...
 

enfim.

hajam blogues, e livros, encontros, e milagres, e Gratidão, e bençãos *

porque afinal, há sempre Escolha.

e às vezes, é Iluminada.