1 de dezembro de 2011

recado sobre o Amor


ou: recado do Deus que És - para a parte de Ti que ainda não se sabe-Deus


Tudo aquilo com que te tens debatido ao longo da tua vida, na tua tentativa de amares e seres amado e de encontrares a felicidade, tem sido o teu palco de aprendizagens daquilo que Deus quer de Ti.


E o que Deus quer de Ti é que te recordes que és perfeito, que estás aqui para amar e para ser amado, independentemente daquilo que escolheste passar a acreditar sobre ti próprio ou sobre os outros.


A tua tarefa é tolerares-te a ti próprio na tua vulnerabilidade o suficiente para te mostrares aos outros sem sombras, sem medos, sem resistências, sem “meu deus!, e se eles me virem? o que vai ser de mim…” 

Porque Tu és deus, e Tu és perfeito tal como és.

Sim, e porque és humano tens a perfeição de uma rosa e a inevitabilidade dos seus espinhos. Tens “porras” para trabalhar: concerteza que tens “porras”!

Elas manifestam-se como as tuas inseguranças, como as tuas dúvidas, como os teus medos; atende também às inseguranças e aos medos, atende também à consciência pesada, atende também às tuas dúvidas. Elas não estão aí para te falar da tua dignidade, nem do teu valor, estão aí apenas para te falarem dos espinhos que ainda precisam de ser aceites ou limados ou cuidados ou atendidos.

Mas Tu estás aqui para amar e para seres amado, tu estás aqui para saberes que mais ninguém pode aquecer e iluminar o mundo como tu podes; mais ninguém tem o teu olhar nem o teu sorriso nem o teu riso, nem as tuas memórias, nem a tua riqueza nem a tua experiência. Nem a tua sensibilidade, nem a tua sabedoria. Mais ninguém tem os teus sonhos, os teus projectos para ti e para os outros, mais ninguém toca, cuida, olha, ama, abraça, sente, pensa como tu.

Tu tens a responsabilidade de te expressares em toda a tua glória, em todo o teu amor, em toda a tua vulnerabilidade.

Tu tens a responsabilidade de te partilhares com todos e cada um dos outros.

Tu és filho de deus, o que quer dizer que tu és Deus em miniatura.

Deus tem 7.2 mil milhões de mini-mim’s. E embora sejas um em 7.2 mil milhões, és absolutamente único/a.

A tua tarefa é brilhar. A tua tarefa é irradiar a partir do centro do teu coração.

A tua tarefa é seres autêntica/o e verdadeiro/a. A tua tarefa é sustentares e suportares-te e tolerares a ti própria/o enquanto te expressas.

Tu precisas de ser visto, tu queres ser visto, tu não toleras a ideia de ser visto mas tu não podes viver sem te mostrares. Sem te mostrares não estarás a viver a vida, estarás a adiá-la, estarás a viver um ensaio para quando te sentires pronto. E no instante imediatamente anterior a sentires-te pronto, acabou o teu tempo nesta encarnação, neste plano. E não é que percas nada, porque nada se perde.

Mas adias.

E podes escolher neste instante ser verdadeiro; podes escolher neste momento enfrentar os teus próprios fantasmas de rejeição; geralmente são só fantasmas, não têm existência. Ligam-se apenas àquilo a que tu escolheste acreditar num determinado momento da tua vida para justificar a tua falta de generosidade para com o mundo e a tua preguiça em brilhar.

E todos aqueles que não saibam, que não possam, que não consigam ou não queiram aceitar-te, amar-te pelo que tu és quando és o que és, cada um desses está na tua vida para te permitir fazeres a escolha.

E a escolha que Deus quer que faças é a escolha pelo Amor.
E lembra-te que Amor é antes de mais amor-próprio, é mais que suficiente para seres tu mesmo e aceitares que os outros possam não estar preparados, não gostar, já não estarem aí, preferirem que fosses diferente. Não te preocupes com isso; aproveita a oportunidade como a oportunidade de manifestares a escolha que traduz amor por ti próprio.

Alguns de nós aprendemos a amar aquilo que é nocivo, alguns de nós habituaram-se a um veneno, a uma infelicidade, a uma miséria, a um medo, que tomámos num determinado momento da nossa vida, como amor. Mas não é.

O que é que diz sobre o teu amor por ti próprio não te permitires brilhar porque os outros não vão gostar; o que é que isso diz sobre o amor que tens por ti mesmo?

Por quê manteres-te aquém, ou à parte, ou ao lado de quem és só porque os outros não vão gostar de ti, só porque os outros não te vão amar?

Recorda que estás aqui para te expressares, para brilhares, para irradiares, para seres espontâneo, genuíno, autêntico, para seres tu próprio, para seres um veículo do amor e da vontade de Deus, um veículo totalmente individualizado, para que Deus possa dispor também da tua maneira de amar, da tua maneira de se expressar, da tua maneira de deus se conhecer a si próprio.

Tu tens a responsabilidade de brilhar em toda a tua contradição. Em toda a tua contradição. A tua contradição é a tua riqueza, a tua complexidade é a tua riqueza. Isso que tu julgas como menos bom em ti, se calhar é o teu dom. Se calhar aquilo que tu aprecias como fazendo de ti menos é o que fará de ti mais quando correres o risco. Quando correres o risco. Quando correres o risco de viver como se fosses como és, total e irresistivelmente digno de amor.

E o que é muito mágico é que quando aceitas tirar a máscara que acreditas que faz de ti mais aceitável, aí o milagre acontece.

É como se a vida estivesse sempre à espera e a observar-te, à espera que tu digas a palavra-chave, que tu digas a palavra mágica para a vida te abrir as portas, as portas da verdade, da felicidade, do bem-estar, da verdade.

E a tua senha para abrir a porta da verdade é seres autêntica, e dizeres “tenho medo” se a tua verdade do momento for ter medo. Ou dizeres “estou zangado”, ou dizeres “gosto de ti”, ou dizeres “sinto-me inseguro”, ou dizeres “gostava de poder contar contigo”, ou dizeres “magoaste-me”, ou dizeres “estou arrependido, desculpa”.

A tua palavra-chave para abrires os caminhos e as portas da tua vida é a verdade do que sentes; isso implica que tires a máscara, isso implica que corras o risco de te pores nu como uma criança recém-nascida que nunca foi abandonada, que nunca foi magoada, que nunca foi traída, que nunca foi julgada; e é teres a capacidade de ser autêntico como se não tivesses memória de todas as experiências de dor que precisaste de viver no passado para te trazerem a este espaço e a este tempo de consciência em que vives e em que estás.

E sem todas essas experiências no passado, tu não estarias aqui.

Infelizmente ainda é assim que nós somos tocados para a frente, infelizmente ainda é a dor que nos faz andar para a frente e não tanto o prazer, não tanto a verdade.

Mas o facto é que todo o teu passado conduziu a este momento e tudo está certo.

E o que deus quer de ti aqui e agora, e em cada aqui e agora da tua própria vida, é que te suportes e que te sustentes o suficiente para te permitires ser visto; porque esse é o gesto supremo de generosidade que podes ter com os outros: ofereceres-lhe a tua verdade. É só a tua verdade - mas isso é tudo.

E independentemente daquilo que ao longo da tua vida tenhas confundido com amor, o amor não é um sentimento; é uma qualidade de relação contigo próprio que extravasa, e sobra, e se reflecte, e transborda para as tuas relações com os outros. E cada momento de vida é a tua oportunidade de fazeres a escolha, porque sim, tu podes escolher se vais ficar refém do medo ou se vais fazer a escolha do amor e que implica venceres um obstáculo, um medo, um impedimento.

E o que é muito mágico, é que quando tu vences o medo que te impede de ser verdadeiro abre-se uma porta - e essa porta é uma entrada directa para a antecâmara do coração do outro. E porque Tu és Deus e Deus é amor tu não podes encontrar a tua casa a não ser no coração, no teu próprio coração - e reconhecerás o coração do outro.

E ao abrires a tua porta ao coração do outro e ao arriscares expressar a verdade do teu coração e encontrares a porta de acesso à antecâmara do coração do outro perceberás que tudo é um só coração à espera da tua permissão para brilhar também através do teu próprio coração pessoal. Há uma corrente de amor que depende de ti para continuar; e o teu trabalho não é fazer nada de especial. É simplesmente permitires que a verdade de dentro flua, através do medo, através das máscaras, através dos nós, através das dúvidas, e que flua.

Essa é a tua tarefa.

Enquanto não fizeres isto, e porque tu és amor, vais viver sequioso de ti próprio, vais viver sequiosa do outro, e vais confundir, na tua busca por isto que tanta falta te faz, todas as outras coisas com isto. E vais viver com substitutos do amor, vais viver com substitutos do prazer.

Na ausência do prazer, na ausência de amor, não ficas senão com substitutos. Sucedâneos.

Então vais confundir sexo com intimidade, vais confundir comprar e dar coisas aos outros com partilhares o teu coração, vais confundir securizares o outro porque reconheces em ti próprio a mesma insegurança com uma ameaça à tua individualidade e à tua liberdade, então vais confundir amor e intimidade com todas as outras coisas que nunca terão o prazer, nunca terão o poder, nunca terão a capacidade de te alimentar, de te nutrir, nunca

Porque são cascas, sombras, sucedâneos, sub-produtos daquilo que tu vens experimentar, daquilo que tu vens expressar.

Tu és Amor. Tu És amor.

E Tu és simultaneamente as barreiras que impões a essa expressão de amor através de ti. Estas barreiras não têm razão de ser, residem na tua memória; não existem em mais lado nenhum.

O que é que te impede de amar a loucura, o que é te impede de correr o risco,

O que é que te impede de confiar mesmo quando não há motivo nenhum para o fazeres?

O que te impede é: o teu medo de seres deixado cair.

E é apenas provável que te tenham deixado cair uma e outra vez; é apenas natural que te tenham deixado cair: estavas ao colo da mamã, estavas ao colo do papá. E porque eles são ou eram humanos, deixaram-te cair. Eles também caíram muitas vezes, eles também aprenderam a ter medo.

E dentro dos medos deles, eles amaram-te o melhor que puderam e souberam, mas é inevitável, deixaram-te cair.

Mas agora reconhece-te como Deus, e sabe que não é do colo da mamã, nem do colo do papá que podes cair. Vives no seio de Deus e é impossível caíres do seio de Deus porque Deus é tudo quanto existe. Então não podes cair, é impossível cair.

Desafio-te a caires do colo de Deus; nunca o conseguirás, então não há motivo para temeres, não há motivo para não amares, não há motivo para não te amares,

Não há motivo para não permitires que saiam do teu caminho aqueles que não te amam, não te valorizam, não te respeitam, não te querem como és, que te impõe regras e limitações para te aceitarem. Tu não precisas disso.

Tu não precisas de dançar a música que o outro quer que tu dances; tu só precisas de dançar a tua própria música e quem tiver que se juntar a ti na tua dança, juntar-se-á a ti na tua dança.

Não esperes ter a sala cheia de gente pronta a dançar contigo; põe-te a dançar e a sala encher-se-á.

Mas certifica-te que danças ao som da tua própria música porque só aqueles que ressoarem com a tua música é que quererão dançar contigo e isso, tu não o conseguirás a não ser que te reconheças, escutes a tua própria música e corras o risco de dançares ao som e ao próprio ritmo dela mesmo que
pareça ridículo para os outros.

Então ama como se dançasses,

Ama como se cantasses, ama como se não tivesses medo de ser vista,

Ama como se não tivesses medo de ser ridículo

Ama como se tivesses o direito de teres uma luz e uma sombra, de teres qualidades e defeitos, de teres medos e angustias e duvidas

Ama apesar da tua humanidade porque amares-te e amares apesar da tua humanidade, é para isso que aqui estás.

Ninguém te magoa - mas qualquer um pode activar a dor que existe dentro de ti;

E ninguém te julga: é o teu próprio julgamento sobre ti próprio, porque te esqueceste que és perfeito/a, que te impede de te expressares;

ninguém te rejeita, porque não é nada de pessoal; os outros estão apenas a mostrar-te os seus próprios limites. E não é nada de pessoal.

E ninguém te vai salvar, tu és o teu próprio salvador.

Todos à tua volta se disponibilizam para que possas curar as feridas que te impedem de seres amoroso e autentico, e verdadeiro, e transparente;

E quando sentes que te magoam agradece também essa mágoa, porque também ela te ajuda a compreender o que é o amor.

E se no pior dos cenários que fores capaz de imaginar, acabares sozinho, se te amares, não existe solidão, existe talvez solitude, mas não existe solidão. A solidão é uma ausência de relação de ti contigo contigo próprio, e a solitude é o prazer da relação de ti contigo próprio - e tudo começa por aí.

Se não vires nos teus relacionamentos um espelho da tua falta de amor,

Se não vires nos teus relacionamentos a tua oportunidade de amar,

Se não vires em cada momento de vida a oportunidade de escolher entre o amor e o medo,

Nunca para ti a vida será real.

Peço-te que evoques na tua memória e que permitas que aceda à tua mente consciente qualquer imagem, qualquer recordação, a experiência de um momento em que tenhas experienciado intimidade com outro ser humano, com outra alma, com outro coração

Peço te que evoques esse momento

Como foi a experiência de te sentires íntimo com alguém, e qual era o analgésico, o que é que dissolveu nesse momento os grilhões dos teus medos, foi a paixão, foi o entusiasmo, foi o vinho, foi a crença de que aquilo duraria para sempre, foi a consciencia que não havia nada a perder, o que foi que fez dissolver os grilhões que te impedem de ser autentico, de te expores.

Lembra-te como foi experienciar a intimidade. Tu podes ter mais intimidade, e uma intimidade real, com alguém a quem confessas algo inconfessável sobre ti próprio, tu podes ser mais íntimo dessa pessoa do que com a pessoa com quem dormes na mesma cama há 20 anos porque a intimidade é vulnerabilidade, é exposição e é seres suficientemente corajosa para te expores, para seres visto e para tolerares seres visto. Ao contrário do que possas acreditar não há nada, absolutamente nada que faça com que não sejas digno de amor.

E eu quero que tu prometas a ti próprio/a que custe o que custar, vais amar, e vais correr o risco e vais descobrir como tua vida muda com a pequenina escolha de apesar do medo, eu vou ser autêntico. E assim te cumpres, e assim cumpres deus, e assim cumpres o amor, assim produzes amor, assim te ligas aos outros,

Assim dás aos outros também a permissão de serem autênticos e corajosos, assim te tornas um agente de cura no mundo à tua volta e recorda que a base de tudo isto é seres verdadeiro contigo próprio acerca de ti próprio.

Porquê julgares-te como inadequado, imperfeito, incompetente, feio, pouco esclarecido, lento, passivo,…  para quê julgares?  Isso não é real, isso foi o que tu aprendeste a acreditar e a aceitar sobre ti próprio por pessoas que não tinham como te amar.

Que arrogância é essa de te julgares imperfeito? És deus. Sim tens espinhos, isso apenas faz com que a rosa que és seja ainda mais verdadeira, e porque neste mundo de luz e sombra, pela fragrância da rosa, há 3 ou 4 espinhos que nos recordam da nossa humanidade e que eventualmente, fazem correr o sangue vermelho de vida para te recordar que o segredo da vida é sangue vermelho, calor quente, em circulação bombeado pelo coração expondo o timo e que é a sede da tua verdade.

E a maior prenda que podes dar ao mundo é dares-te ao mundo, é reclamares o teu lugar no mundo, é ocupares o teu lugar no mundo. E se for da necessidade dos outros timos contraírem-se pois que se contraiam, é a escolha deles. Tu só tens que ser autêntico.

Faz a experiência, eu te peço.


Corre o risco de admitir perante ti próprio algo que não é confortável admitires perante ti próprio, e a seguir corre o risco de dizeres a alguém algo que não te seria confortável de dizer.

Corre o risco, corre o risco, e a tua vida muda.

Este era o recado que me foi pedido que te entregasse.

E o recado é:

Estás aqui para amar e ser amado, a tua tarefa é brilhar, a tua tarefa é amares-te no teu brilho. És único, nunca mais existirá ninguém como tu. Oferece-te, expõe-te, corre o risco. Nunca cairás do colo de Deus.

E se eu estiver errado, ama-me no meu erro assim como eu me amo a mim próprio no que sou... enquanto me vou tornando no que Sou... e te amo a Ti... no que És... enquanto te Tornas.

Tu.