13 de março de 2017

a quem estuda Astrologia



«Quando começas a aprender Astrologia, a tua percepção do mundo e de ti mesmo começa a mudar.

Por exemplo,

Deixas de ter crises. Passas a ter trânsitos.

Os outros deixam de ser materialistas, passam a ser Touro. 

Tu deixas de ser impulsivo, arrojado e um 'cadinho egoísta. Tens é muita energia em Carneiro.

Não tens saudades de casa, é a Lua em Caranguejo.

Os teus conflitos internos passam a ser quadraturas, e o que projectas nos outros: são as tuas oposições.

Já não ligas à meteorologia nem às palavras cruzadas: quando te vais sentar na sanita, o que levas são as efemérides.

E com Leão Capricórnio mal integrados, e um Júpiter Mercúrio manhoso, já tens desculpa para a arrogância e superioridade que sempre resististe a exibir: agora olhas para o Mapa de alguém e tens a fantasia pretensiosa de que já sabes tudo o que há a saber sobre o outro. 

Vais-te afastando dos outros, não necessariamente pelos motivos mais legítimos - é que à medida que enfias os outros em caixas, vais cavando o teu próprio buraco que te impede de ver a Vida, e passas a confundir a tua miopia com tudo o que há para ver. O recorte do teu buraco com o Céu todo que existe. E as verdades que tomaste emprestadas como reais e suficientes para Ser.

E passas a ter sempre um comentário iluminado e amoroso por fazer. Quando alguém te diz que lhe morreu um filho a fazer férias na neve, nem vacilas enquanto comentas "claro, tás com o Plutão em cima do Sol na Casa 5!". Sabes, um abraço e o teu silêncio pré-astrológico teria sido suficiente, e mais do que isso, demais.

Mas tu já não tens a noção do essencial. Porque tu agora és "astrólogo", e de tanto aprender supostamente dos Céus, alçaste-te ao panteão olímpico, e estás à direita de Zeus, com mais uma Bíblia na mão traduzindo aos pobres ignorantes a Inteligência dos Céus.


Quando começas a aprender Astrologia, começa muita coisa a mudar. Assim se te abra o Coração, para que te abras à Vida, em vez de usares o que sabes para te defenderes e controlar.»

12 de março de 2017

na Lua Cheia de Março 2017

Na última Lunação de um ciclo de dezoito meses marcado pelo trânsito dos Nódulos Lunares pelo eixo Virgem-Peixes, como um culminar de uma Consciência Nova -


Deixo aqui o excerto de um texto escrito por Carlos Torres, partilhado por um amigo astrólogo do outro lado do Atlântico:

Texto escrito por Carlos Torres

"O cansaço físico que estão sentindo é devido as novas frequências eletromagnéticas inteligentes que estão chegando do Sol Central. Estas estão mexendo radicalmente em nossas estruturas físicas, emocionais e espirituais. Como se fossemos apenas um aparelho de celular ligado a uma bateria de um imenso navio. Há muita energia vindo do mundo espiritual. Sendo assim há a necessidade de estabilização. O que fazer?

Mentalmente: vibrar em alta ressonância, de preferência na mais alta energia possível, a energia da gratidão, da compaixão, da generosidade, da benevolência e do compartilhamento mútuo das ideias. Evitar julgamentos alheios, pois não sabemos realmente o que cada um veio passar nesta vida. Elevar o pensamento para coisas nobres ao invés de continuar compartilhando noticias fúteis e terríveis que teimam em se multiplicar pela televisão e mídias sociais. Faça diferente, encontre coisas boas nas pessoas e nas situações, elas existem, mas estão sendo esquecidas. Pare de reclamar e comece a agradecer, a gratidão é a energia que moldará o novo mundo. Quando um pensamento ruim vier, compreenda-o e imediatamente neutralize com outro superior e positivo. Quando um problema vier a sua mente, transmute a informação, procurando imediatamente a solução para o mesmo. Mude o foco, encontre coisas belas em você, em seu comportamento, pare de se mutilar energeticamente, todos nós temos coisas boas e algumas virtudes.

Fisicamente: fazer exercícios calmos e concentrados, emitindo ao mesmo tempo que se faz, ondas azuis para todos os locais onde sente supostamente dores, desconforto ou fadiga muscular, transformando um simples exercício de alongamento e fortalecimento em um exercício vibracional quântico intensificado. Beber bastante água mineral, de preferência aquela que sai direto das pedras , pois traz fragmentos minerais puros do centro das montanhas, rochas e cristais. Evitar alimentos industrializados e com condimentos exagerados. Coloque para dentro do seu corpo coisas bonitas, saudáveis e que possuem vida, esqueçam de uma vez por todas bolachas hidrogenadas, fast foods e comidas sem vida. Coma frutas verdes regadas com mel, legumes regados a azeite, procure comer legumes que saem de dentro da terra como batata, beterraba, mandioquinha, mandioca, eles trazem força física e consciência para aterramento. Trocar a farinha de trigo por outra menos prejudicial como a tapioca, a farinha da mandioca. Tomar sol e agradecer enquanto faz isso. Mergulhar na água no mar, cachoeira ou na água de um rio corrente para entrar na frequência da Natureza.

Se sentir vontade de dormir mais do que o normal, durma, seu corpo precisa de estabilizar com as novas frequências, não é toa que ele está clamando por isso, não se preocupe você não está ficando velho, doente ou preguiçoso, é somente um processo de ajustamento.
Coma menos e melhor, não precisamos comer tanto quanto dizem que precisamos, o corpo físico trabalha melhor.

Se sentir vontade de ficar mais sozinho (a), fique, você não está ficando uma pessoa chata e ranzinza, é somente seu espirito pedindo para entrar em sintonia e querendo acalmar sua mente repleta de confusões.


Espiritualmente: preste atenção na sua intuição, pois esta está chegando com força e é a primeira informação que chega do mundo espiritual diretamente em sua mente. Ouvir uma música boa, aquela que faz os pelos do seu braço arrepiar, sim, esta é capaz de produzir a ressonância com seu espírito. Preste atenção nas inspirações, pois elas vêm pura e simples e de forma muito rápida, sendo assim pode não conseguir anotar o que é recebido ou fazer no exato momento em que ela chega, quando isso ocorre, perdemos o contato e o espírito demora para trazer esta informação novamente. Inspiração é algo que seu próprio espírito lhe envia, não é um espírito terceiro ou um amparador, é você em manifestação futura e dimensão divina tentando conversar consigo mesmo.

Relacionamentos: você não precisa mais gritar com ninguém, seu coração já não suporta mais gritos e discussões, ele só quer harmonia e entendimento, a época dos sofrimentos terminaram, quem ainda continuar nesta ideia terá que vivenciar grandes provações. Se for preciso se posicionar perante um relacionamento que não serve mais, posicione-se e faça o que precisa ser feito. Se for preciso mergulhar num relacionamento que lhe faz sentido e traz consigo a energia do amor verdadeiro, não tema, vá com convicção neste direção. O amor direciona, a mente confunde.

Trabalho: seu espirito não está mais querendo fazer o que não preenche o seu propósito de vida. Ele está forçando-o a entrar com força total no seu centro de sinergia, aquele que sintoniza você com as forças mágicas do Universo. Se você não mudar e não melhorar sua relação com seu trabalho, infelizmente sua vida vai ficar cada vez mais vazia, mesmo que receba bastante dinheiro com ele, nada disso poderá dar um sentido real para a sua existência daqui em diante. Seu espirito só quer que as coisas se ajustem, ele luta por isso, mas você muitas vezes resiste e continua querendo controlar tudo mantendo-se na velha vida que não existe mais. A única saída é render-se e deixar que as novas inteligências modifiquem e direcionem sua vida.

É preciso que a redenção esteja presente, pois somente assim o Universo natural saberá que você realmente confia nele. O novo mundo que está nascendo não aceita mais o medo como condição, não aceita mais a ideia da falta de suprimentos, da violência sem motivos praticada uns contra os outros, não aceita mais a ideia da esperança como um padrão de crença, mas somente a confiança, pois a palavra esperança no fundo é somente uma forma bonita de esperar por eterno amanhãs que nunca chegam. Não aceita mais a ideia de procurar a felicidade e ir em busca dela num futuro distante que talvez nem existe, o novo mundo só aceita a ideia de viver o presente com intensidade e compreender que a felicidade que tanto se busca no fundo está dentro do eterno presente, e esta energia se chama gratidão. Sim, a felicidade é a própria gratidão.

Não resista, a resistência traz cansaço físico, dor, irritação, descontentamento, falta de confiança, desarmonia, dores, doenças e tudo o que não faz mais sentido para sua vida. Parece fácil falar, no entanto, eu sei o que estou falando, pois passei por tudo isso, exatamente como vocês, e agora já estou vendo além do horizonte do campo de centeio, uma montanha cristalina que os mentores espirituais já conseguem me mostrar. A caminhada por este campo foi longa, parecia que nunca surgiria nada pela frente, como se fosse um imenso vazio utópico que nunca terminava, mas agora a visão é nítida e só há alegria em meu coração.

Estou escrevendo este artigo, pois não quero sentir isso tudo sozinho. Todos que estão na busca espiritual encontrarão esta montanha, a montanha cristalina do novo mundo. A imagem dela é clara e surge todos os dias em meus sonhos, mas as hierarquias espirituais me dizem para não me preocupar como chegar até lá, pois o novo mundo não é um lugar, mas sim uma frequência, um estado vibracional que todos podem estar se assim desejarem. O estado da gratidão pura e silenciosa. O local onde a sintonia com seu espirito é perfeita e a tríade: corpo, mente e espírito se estabiliza para a projeção daquilo que vem de cima. Sintonia é o caminho, sintonia consigo mesmo, algo que ocorre entre você e seu espirito superior, essa é a verdadeira espiritualidade que os mentores desejam que alcancemos, espiritualizar não é chegar ao mais alto, mas sim o mais perto, o mais perto de si mesmo. Quando estamos completos e conectados, estamos em plena sintonia com o Todo e a partir daí todos os processos secundários se fazem presentes, digo por exemplo sobre a ajuda ao próximo."


10 de março de 2017

aMarte e(m) Vénus



... Marte ingressou em Touro tropical. Saiu de Carneiro mas não sem uma saída bombástica e ruidosa, à sua maneira e medida: explosões, Fogo de Artifício, agressões, machadadas, acidentes, cortes, confrontos, conflitos, e embates de frente.

Discreto e gentil como um elefante alucinado, cheio de esteróides e speeds, numa loja de cristais 😎😂

Coisas sempre atingem um limite, antes de terminarem, dissiparem, ou entrarem na fase seguinte, qualitativamente diferente. Por isso algo mudou, entornou, se cortou, clarificou, resolveu, ou até - avançou.

... Ou nem tanto, porque Vénus continua em Carneiro e está retrógrada. Agora temos Marte no signo de Vénus e Vénus no signo de Marte. Ambos debilitados, em recepção mútua, e a dependerem um do outro.

Isto significa que uma certa urgência, afã, ou impaciência - a necessidade de levar tudo a eito, empurrando, impondo o próprio ritmo acelerado à vida e às circunstâncias - amaina; não a necessidade de o fazer, mas o método e o ritmo.

Isto também significa que há uma certa inversão de polaridades: Marte o macho no signo feminino de Vénus e Vénus a princesa no masculino signo de Marte. Dentro de nós, uma repolarização da maneira como nos relacionamos, desempenhamos os nossos papéis, e lutamos para defender ou obter aquilo que desejamos, queremos, e valorizamos.

E um potencial belíssimo, inspirado na própria condição dos planetas em causa: duas pessoas (partes, partidos, sexos, secções) que aceitam humildemente as suas imperfeições, limitações, falhas, objectivos próprios, e inter-dependência, e se dispõem a colaborar uma com a outra para chegarem mais longe nos seus propósitos respectivos - que não têm de ser, e dificilmente serão, os mesmos - mas que estão inextricavelmente ligados: ou nem estariam em relação, para começar 😁

Como dois pernetas que se apoiam um no outro e assim, com duas pernas ao dispor de ambos, podem caminhar para mais próximo do seu destino provisório seguinte, dispensando outras muletas. Têm é de se apoiar um no outro, colaborar, comunicar, negociar, ceder, ajustar, sintonizar, equilibrar num desequilíbrio dinâmico, e manter os olhos postos simultaneamente no chão, no outro, e no horizonte.

E não há problema nenhum em olharem para trás de vez em quando para se poderem congratular por todo o caminho já percorrido em conjunto.

É uma bela proposta de parceria, pelo menos por agora:

Ou então, um agudizar das diferenças e dos problemas, como dois gémeos que nascem ligados por um mesmo corpo e descobrem a chatice que é quando um quer andar para um lado e o outro gémeo para o outro, quando um quer ir e o outro ficar, quando um quer comer e o outro dormir, quando um quer dançar e o outro meditar.

É portanto altura de aprender a colaborar com impulsos, necessidades, direcções, caminhos, destinos, valores, preferências, objectivos, aparentemente opostos mas inextricavelmente ligados.

É altura de aprender a meditar em movimento, a alimentarmo-nos de sonho, a prioritizar o mais importante:

E não deixar de fazer nada, ou nada de importante por fazer.

E lembrar que somos todos Cristos em processo e progresso:

E que o melhor epíteto para o Cristo em nós, pelo menos de momento, é

"Aquele que nunca se escusava "

Façam lá o sacrifício, o sacrifício correcto, e verão

(outono, inverno, primavera, verão)

Como não só chegam mais longe

Como podem viver todo o Ano

A cada uma, em cada única Estação *

É caso para dizer que chegou a altura de aMarte e(m) Vénus.




7 de março de 2017

que Feliz Retorno Solar

Ontem cumpriu-se um retorno solar mais nesta curiosa encarnação que me veste - e me despe - e me eleva, e me verga, e m'amassa, e me alegra, e me dá oportunidades, imensas, assim possa e saiba eu estar Presente e fazer as escolhas e das Escolhas, presentes *

Foi o quadragésimo primeiro retorno solar, abrindo caminho ao meu quadragésimo segundo ano de experiências como ser humano em projecto e processo. Quarenta e dois: parece mentira ter chegado à idade cronológica em que a Vida muda toda outra vez, depois de já tantas mudanças, tantas vidas na mesma Vida, tanta Vida em tão pouco tempo, tanto tempo decorrido e vivido em tão pouco tempo, principalmente quando 'inda há pouco era criança, sem saber nada, e com a vida toda, caiada de fresco, inocência e abertura, pela frente, por baixo, pelos flancos, e ainda por cima.

Se olhasse para trás, fá-lo-ia, provavelmente, com incredulidade e espanto: nunca imaginando que a Vida viria a ser Tudo, e Tanto, quanto tenho a impressão - ou a memória - que foi até hoje.
Mas é para a frente, e para os lados, e para cima, que o mesmo olhar inquieto, inquiridor e curioso quer abraçar e abarcar o mundo, enquanto dentro tudo vai encontrando o seu próprio lugar, arrumando, sobrepondo, acamando, colapsando ou desaparecendo - fundindo-se com a malha própria da existência, tornando-se património imaterial da hUmanidade e deixando apenas o espaço ao próximo instante: mesmo quando a memória insiste em atribuir-lhe e encontrar-lhe um fio condutor, organizado em função da ficção persistente chamada "eu" - e quantos eus já fomos, somos, seremos, e chamamos a isto tudo a cada momento?, perante a multiplicidade de tantas outras ficções e eus de cada outro momento - agrafada, a ficção, a outra ficção sedutora chamada de cronologia, reinventada, confundida, e dispersa pelos fragmentos que não servem senão para contextualizar, distorcer, e reinventar cada novo momento como se fizesse parte de uma história
sem passado, nem futuro, apenas Presente *

Pois é este o Presente, feito d'amálgamas de sonhos projectos memórias experiências imaginação percepções distorções projecções impressões lampejos - feitos de futuro tanto quanto de passado ,embrulhado Tudo num único Presente sem fim e sem forma,

Feito de Abraços e Vida, toda a que haja por recordar, inventar, viver, e sonhar.

Nela cabem todos e Tudo quanto passou, passa, e passará - porque tudo passa, e tudo fica, e nada fica senão o sorriso e a Gratidão, o Espanto, e a Surpresa perante uma Vida que corre através, e tantas vezes apesar, dessa ficção que insiste em nomear-se -como se existisse realmente -chamada "mim", que se animou feita recorte particular dos Céus tornado Terra fecundada, instante cósmico irrisório - e absoluto - que comemorou ontem o seu quadragésimo primeiro retorno solar e abriu assim o quadragésimo segundo ano no calendário dos homens a mais uma volta ilusória de Terra em volta do Sol e mais ilusória ainda de Sol em volta da Terra,

Como os Amantes ao redor do seu Bem Amado e do Bem Amado em redor dos Amantes,

Abraços cruzados

Em busca da recordação primordial

Que não há diferença essencial entre o Amante e seus Amados.

E a todos os que são, têm sido, foram e serão os Amantes dos meus abraços, que trago no coração e me tragam em seus regaços, a ficção da memória de uma ficção com tanta e ainda assim sem história,
A toda a Vida que se tem feito e desfeito desfrute património imemorial do convento da história de uma memória feita momento a momento, com tanto de inútil quanto de glória, tal é a persistência da memória e a glória da impermanência,

Tal é a natureza da nossa história,

A Todos os que conspiraram para que estes quarenta e um anos de experiência humana tenha sido possível, e tão rica de imprevisível, improviso, e impossível de improvável,

E por me terem dado a beber, absorver, experimentar, nutrir, intoxicar, sorver e urinar tanto dos fluidos e fluxos próprios com que o fluxo da Vida se faz, e desfaz, e refaz, e inventa, e experimenta, e tenta, e renova,

Às vezes como salmão nadando contra a corrente, quando é essa a corrente natural da sua própria desova,

- Peixes, uma ova! -

A todos os outros íctios cúmplices irmãos neste oceano de Vida,

E que por sua Vontade de Deus, Fogo divino, se acenderam também e vieram a lume,

Gratidão que perdure, até que se perca a memória, de termos sido peixes simultâneos de um mesmo cardume.

É que se são quinze minutos de fama e sete segundos de memória, de Tudo quanto É - ou poderia ser -, o que de melhor pode haver senão recordar sete segundos de Amor, cheios?, e ser essa a ficção da nossa história: perante a Imensidão de instantes que é a Eternidade, condenada ao esquecimento - mas não enquanto houver memória.

Sete segundos atrás, foram quarenta e um anos. Pela frente setenta vezes sete imensidões de tempo, para que nos façamos, nós peixes, cada vez melhores humanos.

Mais um retorno solar, que é o primeiro na verdade. O primeiro de uma nova Vida, porque a Vida sempre se renova - e o aniversário é um belo pretexto para recomeçar a desova.

A todos os que também nadam, e recordam, e esquecem, e por isso ficcionam, e friccionam, e que também são Fogo - com espinhas - vindo a lume, não para fritar, mas para recordar, e não se esquecerem de esquecerem tudo quanto nos impede de Amar,

A minha Gratidão sem fim - confinado, enfim, a sete segundos de memória - por sermos parte de um mesmo cardume, sem história, sem destino, às voltas à Terra no oceano da Vida, sem expectativa, com Amor, e sem memória.

A não ser sete segundos,

Quarenta e um anos de ficção no canal história

Ou lá o que é, oh lá lá o que foi, lá lá land o que for.

E seja lá o que vier a ser,

Que seja, pelo menos, uma comédia das musicais

Com sons imagens símbolos e sonhos a preto e branco e a cor

Com cada vez menos espinhas e dramas

- e cada vez mais Amor -

Para a gente dançar, cantar, nadar e esquecer

Para a gente viver e cuidar

Dos que vieram antes de nós

Dos que estão a partir, e por chegar

Dos que estão por nascer, e a nadar por viver

Pais mães irmãos descendentes

E nossos avós.

... Inda há pouco tempo eu era uma criança, chegada a esta corrente há pouco tempo, há tempo nenhum, e sem saber nada. Com a vida toda, caiada de fresco, inocência e abertura, pela frente, por baixo, pelos flancos, e ainda por cima.

Quarenta e um anos a navegar as ilusões dos eus e das memórias.

Hoje, espero o meu primeiro filho, preparo a nova casa onde irei habitar, reinvento tudo quanto sou, fui, e me divirto a imaginar que poderei vir a ser - desistindo, principalmente, de quaisquer noções, definições, planos, projectos e expectativas: sei apenas que é uma casa branca, caiada de fresco, onde cabemos nós três (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) e todo o nosso mundo património i_material.

Família, a minha de origem biológica, digo, trago-a quase toda só no Coração, para não dizer, na Graça da Memória. Inda há pouco tempo eram eles o meu mundo e a expectativa de tudo o que me tornaria, se os aprendesse. Hoje, olho para trás e sorrio perante a ironia de que muito da ficção chamada 'eu'  se fez sozinha, muitas vezes à rasca, e de improviso, ao ritmo a que se me caíam as expectativas, se me morriam aqueles com que nasci a contar, e dos quais recebi tudo o que podiam - mas definitivamente não tudo o que eu esperava, e acreditava que precisava -, à medida que se me ia amarelando a cal fresca das paredes e eu ia descobrindo que não é das paredes que depende a Vida, mas da Vida que se anima lá dentro.

Hoje, muitas paredes caídas depois, preparo-me para habitar uma casa nova. A família entretanto cresceu exponencialmente, na medida das expectativas de que tive de aprender a desistir, e em vez de três, ou quatro, hoje somos sete ponto dois mil milhões. De Fogo feito peixes, e com espinhas a fazer danos, enquanto damos às barbatanas e aprendemos a fazer-nos cada vez mais humanos.

Hoje, quarenta e um retornos solares depois, já que o último foi ontem, sinto-me livre, e novo, como nunca. Com menos ilusões inocentes, mas muita mais paz.  Os olhos físicos estão mais cansados, de rir até às lágrimas e chorar e abraçar tanta coisa testemunhada, e os cabelos, que já foram ralos ("o homem morre como nasce: careca, sem dentes, e sem ilusões "), e já foram compridos, lá vão encontrando charme no abraço de boas vindas às cãs. As rugas (não) enganam: este peixe já não é de hoje, e qualquer dia está frito. Mas como animal dos que uivar, lá se vai fazendo um velho Lobo do mar.

Mas - e isto é o mais importante, quanto mais não seja, porque não é sobre a ficção chamada 'mim' - uma nova vida vem aí: é não é só dentro de 'mim', nem da Mulher - meio louca, meio sábia mas totalmente heróica -, que é minha cúmplice n'isto.

É que o Sol começou ontem mais uma voltinha, e no calendário dos homens diz que cheguei à idade em que muda tudo: outra vez.

E só passaram sete segundos.

Um piscar de olhos da Eternidade.

E até que se fechem os meus, Obrigado a todos os meus Amigos, com o sorriso desalinhado do costume, e apesar do ar enrugado, por fazerem parte deste cardume que sem ir a lado nenhum, num único golpe, está em todo o lado ❤️

Está tudo a começar outra vez, pela primeira vez, e está um Sol que irradia: Luz, Paz, e Amor.

Só pode ser um Bom Dia *


e a quem me pariu e cuidou, Obrigado. Estava a ver que não me (re)nascia.

3 de março de 2017

a retrogradação de Vénus e o renascimento de Afrodite

Júpiter / Urano, o aspecto dominante por estes dia, é um aspecto de libertação de tensões acumuladas

às vezes das formas mais inesperadas.

e de revelações súbitas

e de decisões irrevogáveis (ahahahah penso sempre nos políticos quando oiço "irrevogável" - nos portugueses, nos franceses, e na política em todas as línguas desta espécie de humanos)

e de soluções novas para problemas antigos que eram sem solução - até serem solucionados, de súbito, e de golpe, por um golpe de asa, por um insight, por um rasgo, uma epifania, um relâmpago

às vezes é um aspecto de alívio, acompanhado da expressão "graças a deus" na língua do religioso povo de Camões, especialmente quando Neptuno está em Peixes simbolizando a Vida a que devemos tudo, e a que chamamos tantas vezes deus, quando o próprio deus não sabe como é que se chama

e de golpes de sorte

e choques inesperados

e às vezes de tudo isto em simultâneo

embora

21 de fevereiro de 2017

eclipse de Peixes - Fevereiro de 2017

fonte: http://thrivebydesign.com.au/

hoje - e amanhã, e depois, e depois - são dias de karmic relief: parabéns!

(e olha, isto é duplamente importante para Ti, caso faças anos por estes dias!)

situações que se arrastam há tempo encontram vias de se escoarem para a memória dos registos akáshicos

(quem se lembrará disto mais tarde? a gente esquece para poder lembrar, sem ficarmos presos ao que preferiríamos esquecer e não conseguimos)

20 de fevereiro de 2017

17 de fevereiro de 2017

Dica



... se tens Planetas (ou Ângulos, ou pontos importantes) no teu Mapa Astrológico em signos Cardeais, a probabilidade de estares a ser "activado" por estas energias é muito, muito alta *

e não, não é (só) para "evitar" o conflito, a mudança, a impaciência, a raiva, a impulsividade, a zanga, a pressa, o egoísmo, a espontaneidade ou a necessidade de te pores em primeiro lugar na tua própria vida:

isso é "conselho" de quem não está em Paz com Marte nem percebe o essencial da sua mensagem :-)

... é para teres a Audácia, a Coragem, e o Amor-Próprio de avançares com a tua própria Vida, sobre os teus próprios pés, rumo à conquista do teu próprio destino -

é a Vida a oferecer-te temporariamente um grande par de tomates para quebrares todos os recordes do que conheces de ti mesm@ até hoje - é para te Superares, e te Honrares

... perigoso, para ti e para os outros, é que não o faças,

e te faças de bonzinho, e capacho, que tudo aceita, a tudo se adapta, e tudo compreende, e tudo cala (assumindo que não tens ainda o nível de compreensão e compaixão de um Buddha, claro!), a "boa pessoa" muito "evoluída", e new-agey, que escorre mel e doçura amorzinho dos chackras todos (e por todos os orifícios do corpo) - o panhonha que apregoa a paz podre a todo o custo e depois vai morrendo por dentro, ou atraindo a agressividade de fora, dos outros, e fica a anhar enquanto os outros vivem sua humanidade imperfeita, e vão aprendendo, assim mesmo, à custa dos seus próprios excessos e equívocos, por via da experiência, da consciência e da culpa quando esta serve para alguma coisa, enquanto o panhonha assustado e medroso dissociado de Marte fica num processo lento, às vezes explosivo, de auto-destruição e sabotagem, a ser bonzinho, enquanto os outros lhe passam por cima - e nem é o outros a passarem-lhe por cima, é a Vida a passar-lhe ao lado,

enquanto o bonzinho fica parado a ver a banda passar.

não, não é uma apologia da psicopatia. É só um reminder de que para ser transcendida, e canalizada, a emoção marciana precisa ser admitida, reconhecida, e que para transcender, requer primeiro permissão para emergir.

e que é com ela que se quebram recordes

é com ela que se abre caminho onde não havia antes caminho nenhum.

é com ela que nos afastamos da matriz e nos descobrimos como indivíduos, de peito aberto às balas e ao mundo,

é com ela que crescemos psicologica e saudavelmente.

porque faz parte de nós -

perigoso é virar as costas a Marte

porque é uma questão de tempo até Marte nos virar de costas

e coiso *

de modes que,

#deixamedartuma

dica

por estes dias

não é para ficar a ver a banda passar

é para ser a Banda que passa, e avança,

e se for possível, quando possível,

cantando coisas de Amor *

que ressoem com a Alegria, a Coragem e a Liberdade de ser quem se é, e caminhar sobre os próprios pés rumo a uma maior consciência e expressão de Si mesmo,

que não soem a medo, a recusa assustada insegura e incerta de avançar

por falta de confiança na Vida, em Si mesmo, e no Grande Espírito que quando acende o circuito Marte

nos dá luz verde para descobrir que às vezes Amar

implica arriscar, ousar, e expressar

com muito Amor, claro!,

ou pelo menos,

com todo o Amor possível *

somos todos, por estes dias, bebés a (re)nascer, animais hibernados a despertar

não digas que não tens fome de Vida,

não te inibas de afastar as paredes que te oprimem, e reclamar mais espaço para existir

não te admires (nem temas) se apanhares umas palmadas, que é outra forma d'a Vida te dar as boas-vindas,

mas não deixes de vingar, que a Vida requer dos adultos quase tanta coragem como aos bebés para nascer,

nem te esqueças - por estes dias - da célebre frase do Brecht,

"do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem."

e se nada disto ressoa já contigo, parabéns!

usa a Força, nesse caso, já não para te reclamares a ti própri@,

mas para reclamares o Mundo

que os teus netos te emprestaram

e cuida bem dele. Já que já és capaz de cuidar de Ti mesmo *

13 de fevereiro de 2017

a Dança do Amor no Momento

13 de Fevereiro 2017

Ela

acaba de resolver um problema, separando-se

d'Ele, ou duma ideia

- a Liberdade que não há em deixar-se de merdin*as, e continuar a dançar a Dança de cada momento em aberto,

disponível, límpido como um céu apesar das gotas, e das nuvens, e das chuvas

enquanto o céu, como a Vida, permanece e flui por detrás dos instantes.

9 de fevereiro de 2017

Fevereiro 2017 - o momento da descolagem



Há poucos dias, na madrugada de 28 de Janeiro, Marte ingressou no signo de Carneiro: regressou – ao fim de praticamente dois anos - ao seu domicílio diurno, e reactivou assim a pura força, bruta e explosiva, corajosa e impaciente, desta combinação energética que já não ocorria desde Fevereiro/Março de 2015.

No dia 3 de Fevereiro, ao final da tarde, Vénus ingressou também no impulsivo, dominador e audaz signo de Carneiro, por onde – já vimos - transita Marte (até à segunda semana de Março) e também o revolucionário Urano (que tem incendiado o curto pavio desse signo desde que aí entrou, em Maio de 2010, e até daí sair em definitivo signo em Março de 2019).