22 de julho de 2016

Brilho, Autenticidade, e Reconhecimento

O Dom de Leão 

Sonha palpitando dentro de cada ser humano uma profunda necessidade de ser visto, reconhecido, admirado, de ser feito sentir-se especial pelos outros seres humanos - ou melhor, por certos outros seres humanos. E são estes seres determinados que, para cada um, se tornam determinantes da capacidade individual de brilhar.


8 de julho de 2016

como Curar o Mundo





... e se te perguntasses como podes aproveitar conscientemente a (tua) energia, expandindo a tua consciência e transformando (curando?) o mundo a partir da tua própria consciência, e se mo perguntasses a mim também, e se ainda escolhesses – em cima disto – estar receptivo a uma resposta possível,

eu oferecer-te-ia a minha resposta. Resposta e método. E dir-te-ia para fazeres assim:


Vais na rua.


3 de julho de 2016

"pré-visões" para Julho 2016 - e para o resto da Vida


Quatro palavras vêm à mente quando olhamos para os trânsitos astrológicos do mês de Julho: transição, luto, celebração, e fundação.

Escolhemos quatro, não de forma puramente arbitrária, mas porque quatro representa o quadrado, os limites e as condições da Vida material e encarnada, seja o tempo (quatro estações) ou o espaço (quatro pontos cardeais) - e, por extensão, um 'ponto' crítico, relacionado com tensão, imutabilidade (o quatro é o número da matéria, que é lenta e resistente à mudança - sendo que a mudança é, precisamente, o factor mais crítico a considerar aqui) e é, também, uma óptima metáfora para os quadrados - as caixas - dentro das quais vivemos.

E das quais estamos condenados a sair, pelo menos - enquanto houver Evolução. E enquanto houver Vida,

Há Evolução.

Mas também escolhemos o quatro - a nossa opção não se baseia na numerologia, mas noutro tipo de raciocínio e noutra linguagem - porque acreditamos mesmo, depois de observar os Céus e os seus movimentos ao longo do mês de Julho, que são quatro os "pilares" energéticos da(s) Proposta(s) que temos pela frente:

Transição, luto, celebração e fundação

observando as marés

... se houvesse alguma coisa mais valiosa de dizer ou escrever, neste momento

 do que a incomunicável cumplicidade silenciosa, em comunhão,

enquanto tudo se desfaz, ainda assim permanecendo fidelissimamente aberto

o Delicado Coração, o Coração Inocêncio,

o Ser observando o sem fim que aparentemente termina,

o Ser sem mente: o Ser Inocêncio

observando o sem fim que aparente termina

- muda de forma, e se refina - mistério imenso

ondas de choque

e silêncio.

Considerações alementares

... Talvez seja boa altura para pensares a sério na tua dieta (física, emocional, mental, espiritual...)

Vê bem - vê, não, sente, e pensa nisso - se é nutritiva. Ou se é tóxica. Se te alimenta, sustenta, nutre, apoia, aguenta, e serve. Ou se és comid@ viv@ por aquilo a que dás teu espaço, foco, energia e atenção.

Uma coisa é poder - saber - abrir a boca para pedir, outra coisa é a exigência de uma boca faminta que nunca será saciada.

Uma coisa é ser saudavelmente Alimento, outra coisa é ser comida de tubarão ou piranha.

Uma coisa é uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa e é sempre a mesma coisa *

Discrimina.

E quando estiveres em paz com a dieta, esquece a noção de dieta e faz dela estilo de vida. Até que se mudem os tempos, e as vontades, vontades que não sejam caprichos, e seja necessário ajustar a dieta - o estilo de vida - outra vez.

A vida é momento a momento. E de momento,

É boa ideia pensar no que engolimos: e com que expectativa abrimos a boca, e quanto realmente Alimenta

O processo de Alimentar... Meu caro Watson *

2 de julho de 2016

O Nódulo Norte: a (e)missão que te Anima

o símbolo astrológico do Nódulo Norte

 ... Olha para o Nódulo Norte no teu Mapa *

Eu sei - acredito, fantasio, tenho observado - que parece difícil, desnecessário, que já estás a honrá-lo e tudo e tudo  (não, na verdade talvez te pareça é improvável, ou melhor ainda, que right now não é viável, ou oportuno, e que estás à espera das circunstâncias adequadas - eu sei, falta só um golpe de asa)

Mas

Digo-te eu, que vejo como os dias te convidam, e te vão estar a empurrar,

Olha para ele and then: just do it!

No imediato, assim que o comeces (desta vez, novamente) vais respirar de alívio,

E depois

Ser surpreendid@

E depois

Toda a tua Vida vai começar a ganhar consistência

O Nódulo Norte: a (e)missão que te pode Animar

o símbolo astrológico do Nódulo Norte

 ... Olha para o Nódulo Norte no teu Mapa *

Eu sei - acredito, fantasio, tenho observado - que parece difícil, desnecessário, que já estás a honrá-lo e tudo e tudo  (não, na verdade talvez te pareça é improvável, ou melhor ainda, que right now não é viável, ou oportuno, e que estás à espera das circunstâncias adequadas - eu sei, falta só um golpe de asa)

Mas

Digo-te eu, que vejo como os dias te convidam, e te vão estar a empurrar,

Olha para ele and then: just do it!

No imediato, assim que o comeces (desta vez, novamente) vais respirar de alívio,

E depois

Ser surpreendid@

E depois

Toda a tua Vida vai começar a ganhar consistência

22 de junho de 2016

formulação de objectivos na Lua Nova

Faça deste exercício o seu ritual mensal, nas horas que se seguem à Lua Nova. Leia na íntegra a informação que se segue, para ter uma visão clara do que lhe é proposto.

Certifique-se de que inicia sempre este ritual mensal após o momento exacto da Lua Nova e nunca antes: tenha este cuidado.

O ideal é que o possa fazer, tipicamente, nas oito horas que se seguem ao momento exacto da Lua Nova. Esse é o momento energeticamente mais potente e significativo, em que a Lua está em conjunção exacta com o Sol, isto é, no mesmo grau e no mesmo Signo. A cada duas horas, a Lua avança um grau no Zodíaco, afastando-se do Sol a esse ritmo. Oito horas após a Lua Nova, a Lua ter-se-á afastado do Sol cerca de quatro graus. Procure fazer este exercício dentro desse período.

solstício de Verão 2016

... O Sol ingressou em Caranguejo e abriu-se um portal energético a que se chama Solstício, particularmente 'forte', este, por ser tão próximo da mais recente Lua Cheia *

Caranguejo é o signo das fundações e o berço da Encarnação, também conhecido como 'portal de entrada' da Alma. Por extensão, é o signo das memórias e impressões inconscientes mais arcaicas que se ocultam, e tanto regem desde esse 'lugar', abaixo da superfície da consciência e condicionam, apoiam ou boicotam tudo quanto se faça ou pretende fazer 'cá fora', volitivamente, conscientemente, às claras, e perante o mundo social e colectivo: como as raízes de uma árvore a sustentam desde abaixo do solo.

Caranguejo é, por isso, e por extensão, o signo da família, do senso de pertença e do sentimento subjectivo de segurança e de se ser nutrido pela Vida e seus múltiplos agentes, a diversos níveis e sob todas as formas. E é, por isso, o representante da capacidade humana relativa de nutrir também, acolher, empatizar, escutar, receber dentro o mundo e dele cuidar, capacidade altamente dependente, embora não em exclusivo, da própria percepção - essa sim, altamente determinante - de se ser (ou ter sido: é Caranguejo, é passado e memória emocional subjectiva inconsciente) nutrido, aceite, acolhido, protegido, e de pertencer a algo: a uma matriz, a uma família, a um berço, a um clã, a uma 'raiz'.

No Mapa Astrológico, a Lua - que rege Caranguejo -, a Casa IV e o ângulo chamado Fundo do Céu (lindo, não é? A base do Céu que cada um de nós é e personifica de forma totalmente individualizada) são os principais indicadores da natureza dessa experiência e percepção para cada um: uma Lua 'difícil' fala quase invariavelmente de desafios sérios ao sentimento subjectivo de segurança, pertença, alimento, capacidade de aceitar, escutar, receber, sentir, acolher, e lidar com as próprias emoções e demais 'programas' emocionais.

Daí, Caranguejo é símbolo também do que chamaríamos 'karma' (e particularmente o karma familiar), não só porque se refere ao passado, mas também ao futuro que criamos no presente na medida em que o criamos - ao futuro - tantas vezes inconscientemente a partir das memórias e percepções antigas, nem sempre questionadas, nem sempre objectivadas, nem sempre atendidas, nem reconhecidas, ou curadas.

Talvez seja que o que temos, como 'ponto de partida' na vida seja a ressonância energética rigorosa daquela que era a nossa própria capacidade de cuidar a Vida quando 'aqui' chegámos. E talvez por isso não sejamos como somos 'por causa' do que recebemos, mas talvez tenhamos recebido o que recebemos por sermos o que somos, ou pelo menos, o que éramos ao aqui chegar.

E nesse sentido, talvez faça sentido a minha formulação de que a nossa nutrição no início da Vida tenha sido o antídoto perfeito, embora o possamos ter percepcionado como 'veneno', para as incapacidades com que nascemos: aquilo de que precisamos (independentemente do que 'achemos') para, no processo de lidarmos com isso, ao longo da vida, podermos ir mais além daquilo que nascemos a ser: se deus quiser e fizermos nós a nossa parte, em vez de nos desresponsabilizarmos e culparmos os 'outros' - como se houvessem outros que não nos 'pertençam' como conquista, reflexo, resposta, merecimento, oportunidade, e 'karma'.

Quero dizer, cada um tem o berço que precisa, e merece, e que melhores condições nos oferece para o Trabalho de Amor que é outra forma de dizer, Vida.

Então hoje o Sol ingressa em Caranguejo. E a Vénus chegou lá há dois ou três dias.

Que é como quem diz,

O Sol começa a iluminar e aquecer as fundações, como uma luz irradiando sobre as águas e permitindo ver, aquecer, reconhecer mais e melhor, o que se move 'lá' debaixo (que é 'aqui dentro' para cada um de nós).

Sol e Vénus representam, especialmente em conjunto, Amor. Amor, Consciência, Prazer, Alegria, Calor, e de certa forma: Festa!

É pois momento de um trabalho de Amor e reconhecimento às nossas raízes, origens, proveniência, e a tudo aquilo que nos sustentou, nutriu, alimentou, protegeu, e cuidou de nós - particularmente até podermos fazê-lo por nós próprios (embora, sabemos, não haja assim tanta gente interessada nisso: tanta gente se ocupa de procurar isso nos outros, ou em sofrer sempre que constata a evidência dessa impossibilidade - a de encontrar 'fora' o que ainda não existe dentro, digo, e a permanecer assim à mercê de uma expectativa impossível de preencher)

... E que cuidou de nós de forma cósmica e energeticamente rigorosa e perfeita, mais além e independentemente - tantas vezes - das nossas próprias regras, expectativas ou limitações relativamente ao que isso de 'ser cuidado' "deveria" ter sido

(e por causa disso passamos a vida a sofrer, e permanecemos adultos infantilizados, identificados com a criança desamparada e a viver forever in the past, por insistirmos em comparar o que É, e o que foi, com o que achamos que devia ter sido e nos apressamos em julgar os outros em vez de fazermos a nossa parte por reconhecermos as maneiras pelas quais a perfeição do Amor esteve - porque esteve sempre - presente e escondido por detrás da cortina e da cegueira das nossas próprias percepções e julgamentos.)

É que tudo É, e foi, Amor: e o nosso Trabalho é descobri-lo, reconhecê-lo, e fazê-lo. Porque se é Amor que se é, não se pode ver senão Amor. E se se é dor, que outra coisa se pode ver, senão a dor - e julgá-la, na tentativa vã e tonta de a afastar, atribuindo a sua causa aos outros?

E a Vida é a oportunidade constante de nos fazermos Amor, e a maior parte das vezes a partir da dor. É evidente. Dor que é dor, e é dor, não passa enquanto não se transforma em Amor. E o Amor até a dor agradece, quando percebe que sem lama nunca haveria lótus.

De modo que o Sol ingressa em Caranguejo e abre-se um portal energético que nos permite olhar para as águas (memórias, matriz, família, passado, sentimentos e suas expressões emocionais) com uma nova Luz e ainda mais Amor.

É tempo de reconhecer a criança que sempre existiu no adulto, e que acabou por ficar disfarçada e escondida pelo passar do tempo cronológico (e às vezes, também a sua própria dor: quase. Quase, porque é impossível escondê-la, à dor persistente na criança: vem, recorrentemente, ciclicamente, inevitavelmente ao longo da vida a situação, a pessoa, a desilusão, a experiência, o gatilho, e a criança ferida quase escondida dentro - por detrás - do adulto toma subitamente conta das operações - é impossível magoar um adulto pela primeira vez. E às vezes vem o monstro, apavorado e arrasador no seu pânico, proteger a criança e destruir tudo o que a ameaça - mas que não é, evidentemente, a causa da sua dor: apenas mais uma oportunidade de a perceber e ao quão fundo ela se esconde, até que o 'botão' adequado seja pressionado pelas experiências que inevitavelmente são atraídas até que a cura se dê, as experiências se repitam, e já não doa mais - foi curado, entendido, amado, cuidado, e doeu. E custou. Mas foi)

É tempo de agradecer aos antepassados e à Terra, a Grande Mãe,
A Deus, o Grande Pai,
E à Vida, por tanta e tão boa oportunidade constante de nós curarmos, e aprendermos a amar, porque isso, não é nos posts do Facebook que se aprende: é na vida, real, concreta, que nos desafia, contraria, confronta, desaponta, trai, ameaça, e que no fundo - não está senão a amar-nos como deve ser até que amemos, nós próprios.

Até nos podemos perguntar, à laia de diagnóstico, o que é que nos impede de Amar e aceitar a Vida, os outros, a nós próprios, tal como se nos apresenta a cada momento. E quanto passado não redimido estamos a trazer para o presente, desnecessariamente, e apenas porque ainda não arrumámos o passado - e o passado não se arruma, nem dele a gente se liberta, enquanto não o amarmos e agradecermos *

Então o portal de Caranguejo é uma porta de acesso directa ao karma que criamos e transportamos e arrastamos, como um caracol

com a casa às costas - enquanto não a construímos dentro de nós mesmos *

Eu construo uma Casa Iluminada e habito no seu interior:

E nessa Casa cabe tudo o que sou, tudo o que fui, tudo o que foram, todos os que foram, todos os que estiveram e os que não estiveram, e ao não estar, nos serviram também, e tudo o que me ajudou a chegar até aqui, porque se aqui cheguei, não foi certamente sozinho: há muito, e muitos, e por_tanto, a agradeSer *

E recordo que em cada adulto vive a criança que já teve o seu tempo cronológico mas que vive para sempre: a criança divina que é a grande ligação de cada adulto a seus pais e Pais, papá e mamã e Pai e Mãe, e avós e antepassados que se movem e moveram à volta, por perto, ao longe mas sempre, e para sempre, dentro: no sangue, no ADN, nas células, nas águas, na memória, na herança, na minha conquista - o meu karma

Que amo, agradeço, aceito, abençoo, reconheço,

E agradeço agradeço agradeço

Não para perpetuar, e arrastar, mas precisamente para estar livre, e em paz, e disponível, para a vida.

E para levar mais longe, e o melhor possível, a semente de que fui herdeiro, e da qual fiz algo produtivo arando o solo do meu próprio Coração, fazendo das sementes oferenda e alimento,

Do passado legado ao futuro,

Da criança que fui a Alegria de todas as crianças que hão-de ser,

Dos meus avós netos,

Dos pais filhos, amigos, e amantes, cúmplices, irmãos, Família,

Porque isto de ser e nos tornarmos, em solidão e solitário é uma impossibilidade metafísica, e tudo quanto foi ainda o é, dentro de nós,

Toda a Humanidade batendo dentro do meu peito, as chagas fazendo-me cristo,

Porque permaneço de Coração aberto, comprometido com o Amor que farei de tudo o que me chegar, de tudo o que me chegou, de tudo o que me hei-de tornar

Enquanto isto sou

E se há história em que insisto é na fantasia de que foi tudo Amor, e se não foi, inda há-de ser

Que não há futuro nenhum numa história em que o passado não está, todo ele, embrulhado num Presente.

E que mesmo que não possa devolver ou retribuir o que recebi, posso aceitá-lo e amá-lo para a frente
* * *

... e numa dimensão pessoal, aproveito este post e o momento para agradecer-te, avó Aurora, por teres sido tão dedicada mãe, quando a minha outra, a que aceitou parir-me, não estava - hoje sou tão grato à Vida, esta para que me preparaste de forma absolutamente perfeita, embora tantas vezes por mim julgada e rejeitada e reclamada e sabia lá eu o que estava a ser feito de mim enquanto eu achava que me estavam a fazer coisas :)

Agradeço teu Amor e dedicação e nunca esquecerei tua inteligência, sorriso, sensibilidade, independência de pensamento e fidelidade à tua própria verdade. Vejo em ti a menina que nunca deixou de o ser, e na criança de quem cuidaste, o adulto em que me tornei. Amo-te. Obrigado. E perdoa-me as porras *

... Nem sempre é fácil, esta coisa de tentar ser Humano.

... É com tanto orgulho que respondo, quando me perguntam pela minha família, que tenho uma avó, quatro gatos, e o Mundo 🌍

Fazes parte de mim

E nisso consiste a eTernidade do Amor*

2 de maio de 2016

criando s@ciedades

















"Vivemos agora numa nação (NT: eu diria, "mundo")
em que médicos destroem a Saúde,
advogados destroem a Justiça,
universidades destroem o Conhecimento,
governos destroem a Liberdade,
meios de comunicação destroem a Informação,
religiões destroem a Moral,
e os nossos bancos
destroem a Economia."
Chris Hedges (jornalista americano)

27 de abril de 2016

Aviso / reminder

Avisa-se, e lembra-se

Encontrou-se um gato. Perdeu-se um gato. Miou um gato. Capou-se um gato. Miou-se um pouco. Mirou-se um pouco. Virou-se um tanto. Miou um tonto. Ruiu uma casa. Aluiu uma rua. Casou-se um Rui, transbordou um rio, miou um pouco. Riu-se um rio, aluiu um louco, casou-se outro tonto, cansou-se mais um pouco, e quem casou entretanto, ruiu mais um tanto. Um gato perdido ainda era pouco, um rio casado é só mais um louco.

Cantou-se o fado, mirou-se o distante, subiu-se um monte, mirou-se ao espelho, viu-se o espanto, subiu-se o mirante, desceu-se outro tanto.

Ruiu outra casa, casou-se outro gato, acasalou outro Rui, aderiu mais um louco, esgatanhou-se mais um pouco, esgatanhou-se outro tanto, miou-se entretanto.

Flui o mesmo rio, que já não é o mesmo entretanto, e do cimo do mirante, ainda se vê algum pouco, mas já não se vê tanto.

Perdeu-se um gato, encontrou-se um louco, descontrolou-se um Rio, e um Rui, capou-se um monte, ri-se num pranto.

É só mais um momento de Vida neste largo da Graça, pela Graça do que é largo, e ecos de gatos e miados e loucos fazem lembrar dos rios que ecoam e dos poucos, que juntos são tanto e sozinhos são tão pouco, que fluem e riem e aluem por todos os largos, e todas as graças, e todos os cantos

Deste mundo de loucos e encantos em que se capam e se casam ruis enquanto miam gatos pelos cantos, e se perdem, e se encontram, com nós e laços e como nós outros tantos e tão loucos

Ruindo por todos os lados

Rindo por todos os cantos

Enquanto se fazem ruas e casas, e se desfazem rios e mirantes, e abundam por todos os lados os mortos e os vivos que se fazem e renascem a todos os momentos, em todos os cantos, em todos os risos, em todos os cantos

De um mundo redondo que continua a girar de tal maneira que só um gato perdido é capaz

De se encontrar.

Afixe-se, para que todos se lembrem, e para que todos cantem, e chorem,  e riam, e quanto os ruis dançam, todos se possam esquecer, e recordar, dos silêncios que não soam, e se cantam *

Por este e qualquer outro largo, e canto, em que os cantos são redondos e é esse o seu encanto,

Pela graça do que é largo, e graças a Deus apesar de ser redondo, ainda se encontram, e cantam, hinos à Vida que encanta

Em cada canto *

25 de abril de 2016

25 de Abril, em 2016

... estive a desfrutar, hora e meia atrás, o mar de gente na Av. da Liberdade que celebra o 25 de Abril, comovido pela movimentação colectiva e pela noção da força de um povo Unido, e que (só) assim: jamais será vencido.

Os ideais do 25 de Abril estão vivos, graças a Deus, e pelos vistos, no coração de tantos portugueses 🌹

... dei por mim também a pensar que este ano - não sei - este 25 de Abril tem um gosto especial, e não vejo que seja puramente projectivo, subjectivo, isto é: exclusivamente "meu"... e depois a mente astrólica (anónima) ligou-se e às antenas: acontece-me quando algo me chama a atenção como às orelhas dos gatos, que as espetam quando vêem qualquer coisa que os interessa: e também eu, como os gatos, apurei os sentidos, espetei as antenas - e fui fazer Mapas :-D