15 de abril de 2018

o retorno da Alegria

... em pouco tempo mudará tudo outra vez, ou pelo menos -

- atenta-te a notar umas mudanças energéticas significativas nas próximas horas, dias: semanas. Poucas.

e se tens estado chei@ do que os anglófonos chamam de "second thoughts",

rest assured:

vais recuperar entusiasmo, confiança, decisão, energia, combatividade, alegria:

preocupações aparte,

tesão novamente.

é como se regressasses e retomasses aquele verão – tu na esplanada, na praia, com a paixão recente, e pronto para comer - várias vezes - este mundo e o outro (já para não dizer...)

e muito, muito antes - ou nem tanto assim, aconteceu tudo tão depressa -

da fase difícil, sombria e assombrosa, que se lhe seguiria inevitável e previsivelmente, opressora e depressiva,

essa que viria a apertar-te a apertar-te e a fazer-te duvidar de tudo, e tu - inconfessavelmente - a perguntares ao espelho, nos poucos segundos em que conseguias escapar-te ao panóptico do teu próprio karma e destino e te trancavas na casa-de-banho,

(onde é que já não ia a esplanada!)

ou te deixavas ficar de cabeça deitada na almofada a fazeres-te de morto, a ver se a realidade nova, e dura, da tua vida (da tua nova vida? Da tua velha morte?) não te apanhava outra vez (era o teu minuto de liberdade antes de teres de te levantar e ir fazer-te à vida que te andava a desfazer a ti, a moer-te, killing you softly)

e nesses momentos secretos anedóticos e inconfessáveis tu a perguntares ao espelho, ou escondido na almofada a perguntares-te para dentro qualquer coisa que começava com "meu deus" mas sem saberes sequer articular a pergunta, sem saber bem sequer o que perguntar, ou sequer se valeria a pena

- se é para ouvir uma nega, mais vale tar calado, e a vida deu tantas negas seguidas, em tão pouco tempo, cu melhor mesmo é tar calado

Com os cornos poisados na almofada, o olhar da inutilidade última de toda a esperança reflectido no espelho, em posição fetal mesmo que por e para fora tivesses de continuar hirto e firme como uma barra de ferro,

O espelho, o reflexo ou a reflexão devolvendo-te as imagens de uma versão miserável de ti próprio

E com tanto frio,

Tão longe do verão.

E tu em posição fetal, mas só por dentro, porque por fora,

A vida teve de continuar, e tu obrigando, como dizia o poeta, o coração e os músculos a renovar um esforço há muito vacilante / Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos / Só existia a vontade a comandar “avante!”

Mas isso, camarada, foi até agora, porque em pouco tempo mudará tudo outra vez, ou pelo menos -

- atenta-te a notar umas mudanças energéticas significativas nas próximas horas, dias: semanas. Poucas.

e rest assured:

estão a desfazer-se os second thoughts, e a ficar para trás uma das páginas mais auto-comiserativas do teu romance de cordel (é que se levas a sério os pequenos dramas da personalidade e te identificas com a versão pequenina de ti próprio, a tua vida não chega a ser a epopeia que pode bem ser: é só um romance de cordel. É bom viver total e intensamente os momentos todos, incluindo os de auto-comiseração, dúvida, aperto, tristeza, desesperança, impotência, vontade de regredir, de evadir, e escapar, dar ordens – ou suplicar – ao “realizador lá de cima” que “corte”, “take 2”, e comece tudo outra vez, como se fosse possível – mas é ainda melhor poder reconhecer tudo isso pelo que é - e é só uma fase amplificada na sua miséria pela identificação com a parte pequenina de nós próprios)

de modes que,

com as mudanças energéticas que se aproximam (a primeira Lua Nova da Primavera, a sua conjunção a Urano, a estação directa de Mercúrio, o ingresso de Urano em Touro, o ingresso de Quiron em Carneiro, o Marte a afastar-se do midpoint Saturno/Plutão, que o têm enquadrado, a conjunção Sol/Urano a 28º de Carneiro com a Lua e Vénus dignificadas em simultâneo, e algumas outras coisas que deixo para alunos e estudantes, noutros contextos)

posso garantir-te que o que “vejo” é que vais recuperar entusiasmo, confiança, decisão, energia, combatividade, alegria:

preocupações aparte,

tesão novamente.

Tanta vida adiante.

Pega em ti próprio pelos suspensórios e põe-te de pé,

repete comigo " a vida é uma aventura maravilhosa e eu vou vivê-la toda"

E com entusiasmo renovado põe-te a caminho, camarada:

Tesão, avante!



1 de janeiro de 2018

Votos Intenções 2018

captados nas palavras do Professor Agostinho da Silva que deixo abaixo e condensados no poema do Rudyard Kipling que se segue,

os meus votos * frases * inspirações para o ano de 2018, caracterizado astrologica e principalmente pelo trânsito do exigente Saturno pelo responsável e trabalhador signo de Capricórnio - uma combinação de esforço, maturidade, responsabilidade, planeamento, e trabalho árduo: um ano de coluna vertebral e de muito Trabalho, por_tanto,

O Trabalho de que se fazem os Homens, e as Mulheres, de Boa-Vontade.

São tempos de Urano em Carneiro, Neptuno em Peixes, Plutão em Capricórnio

e abaixo, no conjunto, capta-se algo do espírito destes tempos - o que se vive, o que se exige, o que nos actualiza,

o que nos faz, o que nos torna, o que é, afinal,

ser um Homem ou Mulher de Boa-Vontade num mundo que é aí?,

tornando-se mais e mais do que pode ser

- na justa medida e direcção em que nós próprios o conduzamos e tornando-se, e no que pode ser,

medida de nós.

?

O que posso eu desejar para cada um dos companheiros humanos neste caminho, nesta passagem, nesta jornada

a não ser

ser,

a não ser

«Combater sem agressividade, esperar sem se tornar passivo, acreditar haver saída para tudo, conservar-se na marcha geral, embora escolhendo o seu próprio caminho e jamais esquecendo o seu rumo, abertos sempre a novas ideias e acolhedores de todos os estímulos. Sem internas quebras, navegar o que parece impossível, sem desânimo, adiantar a tarefa sem temer o paradoxo, dar toda a eternidade à corrida do tempo, sem pressa, nunca cessando a marcha.» (Agostinho da Silva)


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"A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos." (Agostinho da Silva)


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Se...
Rudyard Kipling

« Se podes encontrar o bom-senso e a calma 
Num mundo a delirar para quem o louco és tu... 
Se podes crer em ti com toda a força de alma 
Quando ninguém te crê...Se vais faminto e nu, 
Trilhando sem revolta um rumo solitário... 
Se à torva intolerância, à negra incompreensão, 
Tu podes responder subindo o teu calvário 
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão...

Se podes dizer bem de quem te calunia... 
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor 
(Mas sem a afectação de um santo que oficia 
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)... 
Se podes esperar sem fatigar a esperança... 
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho... 
Fazer do pensamento um arco de aliança
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho...

Se podes encarar com indiferença igual 
O triunfo e a derrota, eternos impostores... 
Se podes ver o bem oculto em todo o mal 
E resignar sorrindo o amor dos teus amores... 
Se podes resistir à raiva e à vergonha 
De ver envenenar as frases que disseste 
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha 
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste...

Se podes ver por terra as obras que fizeste, 
Vaiadas por malsins, desorientando o povo, 
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste, 
Voltares ao princípio, a construir de novo... 
Se puderes obrigar o coração e os músculos 
A renovar um esforço há muito vacilante, 
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos, 
Só existe a vontade a comandar avante...

Se, vivendo entre o povo, és virtuoso e nobre... 
Se, vivendo entre os reis, conservas a humildade... 
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre 
São iguais para ti à luz da eternidade... 
Se quem conta contigo encontra mais que a conta... 
Se podes empregar os sessenta segundos 
Do minuto que passa em obra de tal monta 
Que o minuto se espraia em séculos fecundos... 

Então, ó ser sublime, o mundo inteiro é teu! 
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!... 
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu, 
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos. 
Pairando numa esfera acima deste plano, 
Sem receares jamais que os erros te retomem, 
Quando já nada houver em ti que seja humano, 

Alegra-te, meu filho, então serás um Homem!... »

e aqui, dito por João Villaret numa tradução de Félix Bermudes:





20 de dezembro de 2017

Solstício de Inverno 2017 (parte 2)

(sugere-se que antes desta obra de ficção, leia o texto Lua Nova de Sagitário 2017, aqui neste blogue. E a primeira parte deste Solstício de Inverno 2017. Todos os direitos reservados ao autor. Partilha e citação livres e encorajadas desde que respeitada a fonte original e o blogue http://www.taoenchoice.com)

Foram dias extraordinários, aqueles. Na madrugada do dia 20 de Dezembro desse ano, três horas antes de nascer o Sol, Saturno regressava a Capricórnio, depois de haver abandonado o principal signo sob sua regência 26 anos atrás (Saturno rege os dois Signos do Inverno no nosso hemisfério: Capricórnio e Aquário; se bem que Aquário, para ser original, acabou por descobrir para si próprio um novo regente quando se avistou o excêntrico planeta Urano no século XVIII, e lá foi encontrando maneira de dividir o mal pelas aldeias, ou melhor, de se dividir, o Aquário, pelos dois. Enfim, modernices!)

Há vinte e seis anos atrás, depois do pôr-do-sol (na verdade o Sol já se tinha posto, e quem se estava a pôr, a essa hora exacta, era Vénus; e Marte tinha acabado de culminar), Saturno deixou o seu domicílio, Capricórnio, para uma longa jornada pelo Zodíaco que só viria a cumprir-se agora, hoje, no dia 20 de Dezembro de 2017, com o regresso ao seu domicílio de famoso fiscal do Zodíaco (Saturno fiscaliza, enquanto se desloca, distribuindo recompensas e castigos consoante o que encontra pelo caminho; e como simboliza o reconhecimento e sucesso, e tem má fama, é o famoso fiscal do Zodíaco): até é caso para dizer, quando Saturno regressa ao domicílio, e se Saturno fiscaliza, que isto é que se chama domicílio fiscal. Ou então, fiscal ao domicílio.

19 de dezembro de 2017

Solstício de Inverno 2017 (parte 1)


(sugere-se que antes desta obra de ficção chamada "Solstício de Inverno 2017", em duas partes, leia o texto Lua Nova de Sagitário 2017, aqui neste blogue. Todos os direitos reservados ao autor. Partilha e citação livres e encorajadas desde que respeitada a autoria e a fonte original http://www.taoenchoice.com)

Maio de 2026

Todos os Planetas Lentos, os que cartografam a evolução colectiva da Humanidade, entraram - depois de um ano de arranques e retrogradações, avanços e recuos - finalmente em signos novos e yang: signos ligados com a projecção da energia para o futuro. Signos de Fogo e Ar, ligados com novos ideais e visões, ideias, e formas de relação, comunicação e sociabilidade.

Urano entrou em Gémeos ao fim de oitenta anos, Neptuno voltou ao primeiro signo do Zodíaco, Carneiro, depois de cento e sessenta anos, Plutão entrou em Aquário em fim de duzentos e cinquenta. São números aproximados, apenas para nos recordar que Urano precisa de oitenta e quatro anos para dar uma volta ao Zodíaco, Neptuno cento e sessenta e cinco, Plutão duzentos e cinquenta.

Não é algo que aconteça todos os dias, Neptuno (misticismo e transcendência) ingressar no primeiro signo do Zodíaco, dar início a uma qualidade absolutamenta nova, e assim começar uma nova jornada de século e meio; não é algo que aconteça todos os dias, Plutão (transformação colectiva e individual) ingressar em Aquário, signo de ideais sociais e visões de futuro, para só lá regressar um quarto de milénio depois; e não é algo que aconteça todos os dias, Urano regressar a Gémeos, depois lá ter passado pela última vez em meados da década de 1940, a propiciar saltos quânticos na mentalidade colectiva e nas formas pelas quais comunicamos e nos transportamos. As cidades futurísticas dos anos 90 do século passado são, agora e cada vez mais, a realidade.


17 de dezembro de 2017

Lua Nova de Sagitário



Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017:

seis e meia da manhã

Dá-se a última Lua Nova do ano civil, nos últimos graus (a 26º+, para sermos rigorosos) do signo de Sagitário, em conjunção ao Centro Galáctico (a 27º+ desse signo).

A posição do Sol e da Lua, (con)juntos como em qualquer Lua Nova (o momento de um novo início, de revitalização, de inseminação por um novo impulso criativo proveniente do mundo espiritual), está enquadrada (“cercada”, ou contida) por Vénus (símbolo de Prazer e Valorização), de um lado, e por Saturno (Responsabilidade, Karma, e Tempo), do outro.

A conjunção dos luminares (Sol e Lua) forma um trígono com Urano retrógrado, em Carneiro, evocando o trígono recentemente formado entre Saturno e Urano - símbolo e energia da “transição” que todos vivemos durante todo o ano de 2017.



Esta “transição” entre Saturno (o passado, o establishment, a tradição e as estruturas antigas) e Urano (o despertador do futuro, que nos obriga à libertação, à reinvenção pessoal e à mudança - a bem ou a mal -) simbolizada pelos trígonos sucessivos que formaram nos céus ao redor de 25 de Dezembro de 2016, 19 de Maio de 2017, e 11 de Novembro 2017, entre os graus 20º e 26º de Carneiro/Sagitário - evocou, ela própria (a transição: o trígono entre Saturno e Urano) o “grande despertar” que Urano veio propôr a todos nós, quando entrou em Carneiro em Maio de 2010: a absoluta necessidade de nos reinventarmos - e certificarmos de que quando Urano comece a fazer a sua transição para Touro, em Maio de 2018, e a “queimar os últimos cartuchos” da sua passagem por Carneiro, sejamos pessoas - consciências - com vidas completamente diferentes do que éramos nessa altura, desafiadas a crescer e mudar por circunstâncias que aí viriam (e vieram!), e que eram inimagináveis à data em que Urano entrava em Carneiro em Maio de 2010: na mesma altura em que se incendiava por todo o mundo a primavera árabe, se revoltavam os Indignados contra os poderes instituídos, muitos quiseram Occupy Wall Street, e até em Portugal se fizeram manifestações espontâneas organizadas por Facebook (Urano e o seu signo, Aquário, regem as redes sociais).

De modo que esta Lua Nova em Sagitário em conjunção com o Centro Galáctico, com Vénus de um lado, Saturno do outro, e Urano em trígono, tem toda a energia de mudança. Mas de uma grande mudança. E de uma grande oportunidade: uma oportunidade gigantesca.

Mas já lá vamos.

É que no Mapa desta Lua Nova também encontramos, em Sagitário, Mercúrio retrógrado (revendo ideais, ou antigas visões de futuro? Esperando o amadurecer necessário das circunstâncias, lidando com pendentes ou recolhendo e arrumando as peças do puzzle que se está a montar?

Ou poderá ser que esteja, mais essencialmente, fazendo ligações entre o Ser e o Tempo, relativamente a sonhos, projectos e desejos dos quais ainda não desistiu? - e não só não desistiu, imagino ou suponho, como se prepara para os resgatar do meio de escombros feitos de uma realidade que se intrometeu entretanto, e que teve de ser aceite como parte do nosso próprio processo de transformação empoderamento e cura; há quem lhe chame crescimento, amadurecimento,adultez.

Lidar com as exigências da vida. A expectativas dos outros. O preço das nossas próprias escolhas. Construir uma carreira. Ganhar controlo sobre a vida. Pagar as contas. Lutar por objectivos que fizeram parte do caminho, lidar com as circunstâncias da vida, perseguir obsessões, fantasias e equívocos: fazer aprendizagens.

Ir com a idade do Espírito ao encontro da cronológica. Cumprir o nosso karma. O melhor que pudemos e soubemos. Cuidar dos nossos filhos. Ou dos nossos pais. Ou de ambos. E dos outros, dos vários outros das nossas vidas, se calhar; mas não necessariamente de nós - ou pelo menos, não à maneira desse belo e velho sonho que veio a ser interrompido, ou do qual viriamos a ser aparentemente desviados - e pode ser, ou simplesmente parecer, que nos desviou (essa realidade que se intrometeu entretanto, digo) do nosso sonho - do nosso sonho mais autêntico, quem sabe (quão) antigo, quem sabe quão caro e querido ao nosso próprio coração.

Pode ser que tenha havido um desvio, um adiar sem data, um esquecer, um desistir, um arrumar a um canto, um sacrificar, um desistir de um sonho antigo e querido - quem sabe quão caro ao nosso delicado Coração.

Bem, o Coração sabe: e só ele sabe, e sabe bem, o quão caro, o quão querido, o quão antigo - e o quão verdade - é essa imagem, apelo ou sonho que pode ter ficado pelo caminho mas que só o imaginar, só o pensar nele, faz o Coração palpitar mais forte - e desta vez não é por stress.

É bem possível que a mudança que temos pela frente implique recuperar, tirar da gaveta um sonho antigo: quem sabe até se esse sonho antigo não era, afinal, o prenúncio da nossa própria vocação e destino.

Explico já por quê. Demos primeiro um salto no diário da nossa evolução.

Mas antes,

o essencial a fazer nesta Lua Nova - digo eu:

recupera o sonho antigo, o tal.

e depois deixa que se amplie, cresça, se torne uma realidade futura não só possível como provável, não só provável como inevitável - o teu destino.

visualiza esse sonho transportado do passado para o teu futuro, a passar por cima da tua cabeça - e pelo centro do teu Coração, de onde nunca saiu - rumo ao futuro,

recorda-o, desenterra-o, destapa-o, refamiliariza-te com ele.

e deixa-o não só que volte a viver, e tenha ordem de soltura, mas que cresça. E se torne escandaloso, audaz,

assume para ti própri@ o que é isso, caraças, que te faz palpitar o coração

o que é que queres ser quando fores grande?

porque vais crescer, digo-to eu:

e não te preocupes nem ocupes de apequenar, sabotar, voltar a sufocar, a trair o teu sonho: trá-lo para fora e para cima, põe-no à tua frente e põe-te frente a frente com ele.

depois escreve o que isso é. Aproveita a Lua Nova (lê meu o texto sobre como trabalhar com as Luas Novas, neste blogue) e certifica-te de que dás ênfase, sublinhado, ou até exclusividade a esse sonho.

em breve, muito em breve - antes do que tu pensas, se calhar, vais ter de, e como, voltar a ele:

para já, nas horas que se seguem a esta Lua Nova de Sagitário,

deixa que te volte a brilhar o sonho antigo

no Coração, e como sorriso.

Escreve-o sem reservas, e reserva-o:

prometo que ainda te vai dar muito que fazer.

(continua no texto "Solstício de Inverno 2017", neste blogue)